sábado, 29 de junho de 2013

Por que não tiramos a balança do pedestal?

A consulta ao pediatra costuma seguir uma espécie de protocolo. A mãe explica como esteve o seu filho, enquanto tira a sua roupa. O pedia­tra o examina. Finalmente, pesa e mede o bebê e só então a mãe pergunta: "Como está, doutor?".
Parece que o peso é o mais importante para avaliar se a criança está saudável.

Na verdade, o mais importante é o que nos conta a mãe, que é quem vê a criança todos os dias.
Em segundo lugar, vem o exame, que nos permite avaliar a saúde física e o desenvolvimento psicomotor da criança. E o que menos importa é o peso, que por si só não nos dá nenhum dado que não tivéssemos suspeitado antes: se uma criança está realmente desnutrida ou obesa, se nota. 

A principal utili­dade de pesar uma criança cujo aspecto, estado geral e explora­ção física são normais é, simplesmente, ter um valor de referência para, se mais pra frente adoece, poder calcular quanto peso
perdeu.

Não poderíamos fazer algo para que a balança deixe de ser o centro da visita? Talvez, em vez de esperar o peso para dizer se a criança "está bem", podemos de cara resumir o que diz a mãe:

—Assim, pelo que a senhora está contando, a sua filha está muito saudável e se desenvolve normalmente.

E depois, durante o exame, ir explicando:
—Ela segue bem com os olhos. O peito está normal...

E, por fim, dizer:
—Bom, a sua filha está muito saudável e muito esperta. Agora, por curiosidade, vamos ver quanto pesa.


Fonte: Mi Niño No Me Come - Dr. Carlos González

Tradução: Bel Kock-Allaman
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