sábado, 9 de julho de 2016
Como retomar a amamentação exclusiva
Por Ana Beatriz Herreros e Fernanda Rezende Silva
Revisão: Luciana Freitas, Sarita Oliveira, Daniela Guerreiro do Valle
O processo de retomar a amamentação exclusiva, eliminando o LA (leite artificial) não é fácil - é uma mudança grande para a mãe e para o bebê, por isso a mãe precisa estar ciente que o bebê pode demandar mais atenção e chorar mais (se a mãe sabe que isso vai acontecer o processo fica mais fácil). Se for possível: peça ajuda com a casa (talvez o marido possa tirar alguns dias de folga, por exemplo), mas deve-se escolher bem a quem pedir ajuda, pois não adianta chamar uma amiga que vai dizer o tempo todo "você tem pouco leite", "esse bebê chora de fome". Um sling pode ajudar bastante, pois no sling o bebê pode mamar (e até dormir) enquanto a mãe tem as mãos livres para outras atividades da casa.
A grande maioria dos bebês que tomam LA, o fazem em mamadeira, e muitos deles também usam chupeta. O primeiro passo para a mãe que deseja amamentar exclusivamente é se livrar de mamadeiras, chupetas e bicos (protetores) intermediários de silicone, pois eles influenciam na forma como o bebê suga o peito, afetando a produção de leite. Não adianta iniciar a redução do LA se o bebê ainda usa bicos artificiais, pois o bebê que usa bico artificial não ordenha o seio corretamente, não obtém todo o leite de que precisa, e não estimula adequadamente a produção. Para entender como os bicos artificiais atrapalham leia aqui. Chupetas devem ir para o lixo. Mamadeiras devem ser substituídas por copinho, colher ou colher-dosadora - veja opções aqui. Se a mãe usa bico de silicone também deve se livrar dele (veja dicas aqui).
Se o bebê ainda pega o peito, mesmo que por pouco tempo, isso é ótimo. Bebês que estão totalmente desmamados devem primeiro fazer relactação. Bebês que rejeitam o peito precisam de ajuda para voltar a mamar bem.
Agora vamos aos detalhes do LA - como fazer a redução. Fracione as doses para não ter volumes muito altos poucas vezes ao dia (pode fracionar em 3 a 5 doses, conforme o volume), e fixe os horários para oferecê-lo (você pode oferecer a cada quatro ou cinco horas, conforme os sinais de fome ou a rotina prévia). A livre demanda é só para o peito. Procure não oferecer LA de madrugada. Um exemplo prático: se o seu bebê toma 90 ml de LA 2 vezes ao dia, passe a oferecer 60ml de LA, 3 vezes ao dia. Os horários, neste caso, poderiam ser: 10h, 17h, 20h. Se toma 150ml 3 vezes ao dia, pode passar a tomar 90ml 5x ao dia. Os horários são uma referência. Não se desespere caso não sejam seguidos rigorosamente - é importante ter um planejamento de horários mas não há problema se atrasar ou adiantar um pouco.
Ofereça SEMPRE o peito antes do LA. Tente deixar o máximo de tempo em cada seio, até o bebê largar sozinho ou se irritar demais. Troque de seio uma ou duas vezes antes do LA, para garantir estímulo aos dois seios. Exemplo: bebê mamou o peito direito, reclamou: ofereça o peito esquerdo, bebê reclamou de novo: volte para o peito direito, reclamou mais uma vez: ofereça o peito esquerdo novamente - se o bebê não aceitar de novo o peito esquerdo, ou estiver ficando muito impaciente, aí sim é hora de oferecer o LA. O bebê pode não tomar o LA todo. Tente oferecer, mas não o force a tomar.
Estimule a produção de leite materno. Pratique a livre demanda verdadeira, sempre verificando se a pega está correta. Ofereça o peito o tempo todo, sempre ao menor sinal de que possa querer mamar (aqui o sling ajuda muito). Bebê acordou? Peito! Bebê resmungou? Peito! Bebê agitado? Peito! Ofereça o tempo todo, mas não se chateie caso o bebê, em alguns momentos, não queira mamar - ele está apenas lhe dizendo que está satisfeito. Peito murcho também tem leite. Tomar banho juntos, contato pele-a-pele e cama compartilhada ajudam a estimular ainda mais a produção de leite. Faça intensivo de peito: não deixe passar mais de duas horas sem oferecer o peito durante o dia (a menos que o bebê esteja dormindo) e 3 horas à noite. Não precisa acordar o bebê à noite para mamar, basta oferecer o peito, com o bebê dormindo mesmo: deite ao lado do bebê, toque o mamilo (molhado com um pouco de leite) nos lábios do bebê - se mamar ok, se não mamar deixe o bebê dormir.
Após fixar a quantidade e os horários de LA pode começar a redução: a cada dois dias retirar 10 ml de cada dose de LA oferecida. Se hoje o bebê toma doses de 120 ml: em dois dias reduzir cada dose para 110ml, em mais dois dias reduzir para 100ml, depois 90ml etc.. Sempre oferecer o peito primeiro, depois o LA e depois tentar novamente o peito.
Questões práticas da redução do LA: prepare uma porção múltipla de 30ml, retire a diferença usando uma seringa e JOGUE FORA. Exemplo: se o bebê vai tomar 110ml, prepare 120ml, retire 10ml na seringa e descarte. Jogue fora mesmo o que foi retirado na seringa para não cair na tentação de oferecer ao bebê.
Fique atenta aos sinais do seu bebê. Observe a cor do xixi: se estiver sempre clarinho é um indicador que o bebê está mamando bem. As fezes podem ficar menos frequentes, e isso não é sinal de constipação, já que o LM é melhor aproveitado. Pese seu bebê uma vez por semana, sempre na mesma balança, e esteja consciente de que o ganho de peso poderá desacelerar (bebês de mamadeira geralmente são super alimentados) - se o bebê se mantém com ganho de peso constante e dentro do mesmo canal (espaço entre duas curvas) do gráfico de curvas de percentis ou z scores (que se encontra na caderneta da criança do seu bebê e deveria ser preenchido pelo pediatra), então está tudo indo bem.
A sugestão é reduzir de 10 em 10 ml, porém seu bebê pode querer reduzir mais rápido do que isso - se você se sente segura pode acelerar a redução. Um exemplo: o bebê deveria tomar 90ml em cada dose de LA, mas durante um dia inteiro não tomou mais do que 70ml, então pode continuar a redução a partir dos 70ml.
Resumindo:
1- Jogue fora todos os bicos artificiais (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone) e passe a oferecer o mesmo volume de LA em um recipiente seguro (copo, colher).
2- Aumente a produção de leite fazendo um intensivo de peito. Não deixe passar mais de 2 horas sem oferecer o peito de dia nem mais de 3 horas de noite.
Lembre que o bebê deve estar mamando bem no peito, livre da interferência de bicos artificiais, antes de começar a reduzir o LA. Você pode demorar alguns dias na fase 2 até sentir que o bebê está confortável no peito.
3- Redução do LA: a cada 2 dias reduzir 10ml de cada dose de LA, até zerar o volume, ou até chegar ao mínimo com que o bebê ganhe peso e se mantenha na sua curva.
IMPORTANTE: o bebê deve ser pesado uma vez por semana durante toda a redução.
Não pule mamadas, não pule os horários do LA, nem faça a redução de uma vez, pois isso pode atrapalhar o ganho de peso e ser prejudicial ao seu bebê.
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sexta-feira, 1 de julho de 2016
Doação de Leite Humano
Quem pode ser doadora de leite humano?
Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.
De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.
Como doar?
Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano.
Clique aqui e veja o mais próximo de você. Veja aqui os Bancos de leite ou postos de coleta na sua região>http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=393
Como preparar o frasco para coletar o leite humano?
- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue;
- Você poderá usar quando estiver seco.
Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?
O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.
Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:
1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.
Como retirar o leite humano (ordenhar)?
Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.
Massageie as mamas com as polpas dos dedos começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular, abrangendo toda mama.
Video-aula sobre ordenha manual
É ideal que o leite seja retirado de forma manual:
- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.
Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você.
Como guardar o leite retirado para doação?
O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer.
Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.
O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.
O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.
(Texto retirado do site da Rede Brasileira de Bancos de Leite humano:
segunda-feira, 27 de junho de 2016
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Como prevenir fissuras nos seios? Como curar fissuras se elas aparecerem?
Por Moderadoras GVA
Uma das muitas preocupações de gestantes é preparar os seios para a amamentação (com a intenção de evitar fissuras), e infelizmente alguns médicos ainda fazem recomendações neste sentido. Durante a gravidez não há uma preparação para as mamas com a finalidade de prevenir fissuras; na verdade, a maioria do que é recomendado mais atrapalha do que ajuda - nem mesmo a recomendação de tomar sol nos seios é válida.
Por que nada que se faça na mama evita fissuras? Porque as fissuras mais comuns são causadas pela pega errada do bebê, não por uma suposta sensibilidade da mama. Assim, o que as grávidas precisam é saber identificar e corrigir a pega correta.
Leia mais aqui:
* Texto: Estou grávida e quero saber como me preparar para amamentar
Depois que o bebê já nasceu, caso as fissuras apareçam, o que fazer? O primeiro passo é, como dissemos, corrigir a pega: não adianta tratar a fissura se a pega continuar errada, pois isso continuará machucando o peito. Imagine a seguinte situação: você furou o dedo com uma agulha, está passando um medicamento para curar o machucado, mas todos os dias volta a furar o dedo novamente. Você conseguirá curar esse machucado? É o mesmo com a fissura na mama: a pega errada é o que causa o machucado; portanto, não adianta nada usar um medicamento, por mais milagroso que digam que ele é, se o bebê continuar machucando o peito com a pega errada em cada mamada.
Veja nesse texto imagens e vídeos sobre a pega correta (tente a manobra com a mão em C descrita na imagem):
* Texto: Pega correta
Se você não consegue corrigir a pega sozinha, visite um Banco de Leite (clicando aqui, você consegue localizar o mais próximo de você), procure uma consultora de amamentação, peça ajuda a uma amiga que amamenta - não sofra sozinha, é importante pedir ajuda.
Se o peito estiver muito cheio, ordenhe um pouco de leite antes da mamada, pois mama muito cheia dificulta a pega.
Veja aqui sobre ordenha manual:
* Texto: Como retirar e estocar o leite materno
Se estiver difícil acertar a pega na posição tradicional de amamentação tente outras posições, como as sugeridas nesse texto do GVA no Facebook.
Caso sinta dor durante a mamada, interrompa e acerte a pega quantas vezes forem necessárias. Se for preciso tirar o peito da boca do bebê, use seu dedo mínimo para ajudar o bebê abrir a boca e retirar o mamilo sem dor, como na imagem abaixo:
Ofereça o peito em livre demanda, sempre aos primeiros sinais de fome do bebê - um bebê ansioso e esfomeado tende a pegar o peito de forma errada. Na imagem abaixo, você pode ver como identificar os primeiros sinais de fome, os sinais médios e os sinais tardios:
Quando a mãe consegue corrigir a pega, a dor diminui mesmo se o peito ainda não estiver curado completamente, pois mamando de forma correta o bebê não costuma pressionar a região machucada.
Nunca use intermediários (bico de silicone), pois atrapalham a pega e agravam a lesão mamilar. Não adianta a mãe se esforçar para corrigir a pega se o bebê estiver usando chupetas ou mamadeiras, pois elas fazem o bebê "desaprender" a mamar.
Veja neste vídeo como a pega do peito é completamente diferente da pega da mamadeira/chupeta:
E como tratar as fissuras que já apareceram?
- Recomenda-se sempre o tratamento úmido das lesões mamilares, com o objetivo de formar uma camada protetora que evite a desidratação das camadas mais profundas da epiderme. Para isso, pode-se usar o próprio leite materno nas fissuras, passando de hora em hora e sempre após as mamadas.
- Evite usar pomadas e óleos - eles deixam o peito escorregadio, o que faz o bebê errar a pega, e podem causar obstrução de ductos. O Ministério da Saúde cita a pomada de lanolina pura como uma das alternativas possíveis para ajudar na cicatrização, porém até mesmo esta pomada deve ser usada com muito cuidado, pois além de deixar o mamilo escorregadio há também o risco de alergia (já houve relatos de mães que desenvolveram alergia à lanolina).
- Proteja o peito do atrito com a roupa. Para isso, o melhor é deixar o seio livre ou usar rolinhos de fralda, como na foto abaixo:
- Não use conchas, pois elas podem machucar os ductos e deixam o peito abafado, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias que causam infecção mamária.
- Não use no peito chás, cascas ou folhas: a eficácia desses tratamentos não está documentada e eles são fonte de contaminação (microorganismos encontrarão nas fissuras a porta aberta para provocar uma infecção na mama).
- Absorventes descartáveis podem ser usados nos seios desde que a mãe tenha o cuidado de trocá-los quando ficarem molhados. O ideal é usá-los por curtos intervalos de tempo, lembrando sempre de verificar se é necessário substituir por um seco.
Textos recomendados
- A importância da correção da pega
- O que acontece com os músculos bucais quando um bebê usa qualquer bico artificial (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone)
sábado, 21 de maio de 2016
Estou grávida e quero saber como me preparar para amamentar
Existem muitas recomendações sobre como deve ser a preparação nas mamas para a amamentação, mas são todos falsos. Você não precisa preparar suas mamas, pois elas já estão prontas: você é mamífera, seus peitos são o resultado de milhões de anos de evolução da espécie humana e foram desenhados para alimentar o seu bebê.
Não use cremes hidratantes ou lanolina na aréola e nos mamilos. Igualmente, não esfregue a mama com bucha vegetal ou com toalhas. Tudo isso pode ter o efeito contrário e deixar a pele do mamilo mais fina e sensível.
Tomar sol em qualquer parte do corpo, durante meia hora, até as 10h da manhã ou após as 16h é saudável. No entanto, expor as mamas ao sol não ajuda a evitar fissuras e não representa uma preparação para amamentar. Na verdade, considerando que a maioria das mulheres não costuma expor seus seios ao sol, isso pode até mesmo deixá-los mais sensíveis.
Não importa se seu mamilo é grande, pequeno, plano ou invertido, porque o bebê, ao mamar, não pega o bico e sim a aréola toda ou quase toda. Assim, não é necessário fazer nada para “formar bico” caso seu mamilo seja plano ou invertido. Não use conchas e não faça massagens.
Se não é necessário preparar o corpo, como se preparar para amamentar? O que você precisa preparar é a sua cabeça: estudar pelo menos um pouco sobre amamentação, especialmente sobre a pega correta, que é o que efetivamente evita fissuras. Também é interessante conhecer um pouco sobre o processo de produção de leite materno, refletir sobre alguns (pre)conceitos sobre bebês, sobre sua criação e sobre a própria amamentação.
Amamentar é da nossa espécie, mas, por motivos diversos deixou de ser uma prática habitual durante muitas décadas. Assim, deixou também de ser transmitido de mães para filhas. Por isso, o que em séculos passados se aprendia com a mãe, agora é preciso aprender por meio de outros recursos. Portanto, informe-se, pesquise, fique atenta.
Estes são alguns textos que recomendamos:
Como se preparar para amamentar com sucesso
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/01/como-aumentar-as-chances-de-ter-sucesso.html
Expectativas sobre bebês: parte 1 (desenvolvimento físico e sono)
https://www.facebook.com/ notes/ soluções-para-noites-sem-ch oro/ expectativas-sobre-bebês-pa rte-1/282770681747348
Expectativas sobre bebês: parte 2 (alimentação e independência)
https://www.facebook.com/ notes/ soluções-para-noites-sem-ch oro/ expectativas-sobre-bebês-pa rte-2-de-2/339160729441676
Cesariana eletiva e aleitamento materno: revisão sistemática com metanálise
http:// estudamelania.blogspot.com. br/2012/08/ cesariana-eletiva-e-aleitam ento-materno.html
Indicações reais e fictícias de cesariana
http:// estudamelania.blogspot.com. br/2012/08/ indicacoes-reais-e-ficticia s-de.html
Porque alguns sites e blogs não vão te contar que mamadeiras e chupetas causam desmame e muitos outros prejuízos
http:// grupovirtualdeamamentacao.b logspot.com.br/2015/03/ porque-alguns-sites-e-blogs -nao-vao-te.html
Recomendamos que tente ler nossos arquivos e álbuns:
Índice alfabético
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/p/indice-alfabetico-gva.html
Álbuns https://www.facebook.com/ groups/ grupovirtualdeamamentacao/ photos/?filter=albums
Não use cremes hidratantes ou lanolina na aréola e nos mamilos. Igualmente, não esfregue a mama com bucha vegetal ou com toalhas. Tudo isso pode ter o efeito contrário e deixar a pele do mamilo mais fina e sensível.
Tomar sol em qualquer parte do corpo, durante meia hora, até as 10h da manhã ou após as 16h é saudável. No entanto, expor as mamas ao sol não ajuda a evitar fissuras e não representa uma preparação para amamentar. Na verdade, considerando que a maioria das mulheres não costuma expor seus seios ao sol, isso pode até mesmo deixá-los mais sensíveis.
Não importa se seu mamilo é grande, pequeno, plano ou invertido, porque o bebê, ao mamar, não pega o bico e sim a aréola toda ou quase toda. Assim, não é necessário fazer nada para “formar bico” caso seu mamilo seja plano ou invertido. Não use conchas e não faça massagens.
Se não é necessário preparar o corpo, como se preparar para amamentar? O que você precisa preparar é a sua cabeça: estudar pelo menos um pouco sobre amamentação, especialmente sobre a pega correta, que é o que efetivamente evita fissuras. Também é interessante conhecer um pouco sobre o processo de produção de leite materno, refletir sobre alguns (pre)conceitos sobre bebês, sobre sua criação e sobre a própria amamentação.
Amamentar é da nossa espécie, mas, por motivos diversos deixou de ser uma prática habitual durante muitas décadas. Assim, deixou também de ser transmitido de mães para filhas. Por isso, o que em séculos passados se aprendia com a mãe, agora é preciso aprender por meio de outros recursos. Portanto, informe-se, pesquise, fique atenta.
Estes são alguns textos que recomendamos:
Como se preparar para amamentar com sucesso
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/01/como-aumentar-as-chances-de-ter-sucesso.html
Expectativas sobre bebês: parte 1 (desenvolvimento físico e sono)
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Expectativas sobre bebês: parte 2 (alimentação e independência)
https://www.facebook.com/
Cesariana eletiva e aleitamento materno: revisão sistemática com metanálise
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Indicações reais e fictícias de cesariana
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Porque alguns sites e blogs não vão te contar que mamadeiras e chupetas causam desmame e muitos outros prejuízos
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quarta-feira, 11 de maio de 2016
Vitamina A
Por Zioneth Garcia
A importância do adequado estado nutricional de vitamina A é incontestável, uma vez que ela possui papel fisiológico muito diversificado, atuando no bom funcionamento do processo visual, na integridade do tecido epitelial e no sistema imunológico, entre outros.
Vários estudos epidemiológicos vêm destacando, nas duas últimas décadas, o papel da vitamina A na redução da mortalidade e da morbidade, principalmente por doenças infecciosas. Observou-se que, em populações com alta prevalência de deficiência, o aumento no consumo de vitamina A em crianças reduz o risco de morte, principalmente quando associado à diarréia. A metanálise dos oito principais estudos de intervenção em relação à mortalidade indica que a redução geral na mortalidade foi de 23% em crianças menores de 5 anos.
A importância do adequado estado nutricional de vitamina A é incontestável, uma vez que ela possui papel fisiológico muito diversificado, atuando no bom funcionamento do processo visual, na integridade do tecido epitelial e no sistema imunológico, entre outros.
Vários estudos epidemiológicos vêm destacando, nas duas últimas décadas, o papel da vitamina A na redução da mortalidade e da morbidade, principalmente por doenças infecciosas. Observou-se que, em populações com alta prevalência de deficiência, o aumento no consumo de vitamina A em crianças reduz o risco de morte, principalmente quando associado à diarréia. A metanálise dos oito principais estudos de intervenção em relação à mortalidade indica que a redução geral na mortalidade foi de 23% em crianças menores de 5 anos.
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Anemia ferropriva
Por Fernanda Mainier Hack
Publicado originalmente na comunidade Meu Filho é alérgico a leite do Orkut
A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo, acarretando prejuízos a curto e longo prazo no desenvolvimento neuropsicomotor e na aprendizagem, além de comprometimento na resposta do sistema imunológico.
Os sinais e os sintomas mais
frequentemente observados são inespecíficos, como palidez, falta de
apetite, apatia, irritabilidade, cansaço, fraqueza muscular e
dificuldade na realização de atividade física, dificuldade no ganho de
peso. O diagnóstico do estado nutricional relativo ao ferro é realizado
principalmente por meio de exames laboratoriais. Os indicadores de
deficiência de ferro são difíceis de interpretar em crianças, devido às
variações fisiológicas em diversas fases do crescimento e do
desenvolvimento, além de sofrerem influência de outros fatores, como os
processos infecciosos.
No Brasil, a anemia ocorre em cerca de 40 a 50% das crianças menores de cinco anos, não havendo diferenças entre as macrorregiões. Seu comportamento endêmico permite que crianças e mães sejam afetadas, independentemente das condições socioeconômicas.
EM CRIANÇAS, ESPECIALMENTE AS MENORES DE DOIS ANOS, A NECESSIDADE DE FERRO É ELEVADA DEVIDO AO INTENSO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, E A INGESTÃO DE ALIMENTOS FONTE DE FERRO COM BOA BIODISPONIBILIDADE TENDE A SER INSUFICIENTE, O QUE AUMENTA A CHANCE DE CARÊNCIAS E RELACIONA-SE AOS ELEVADOS ÍNDICES DE ANEMIA FERROPRIVA OBSERVADOS NESSA FAIXA ETÁRIA, o que aumenta a chance de carências e relaciona-se aos elevados índices de anemia ferropriva observados nessa faixa etária.
Publicado originalmente na comunidade Meu Filho é alérgico a leite do Orkut
A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo, acarretando prejuízos a curto e longo prazo no desenvolvimento neuropsicomotor e na aprendizagem, além de comprometimento na resposta do sistema imunológico.
No Brasil, a anemia ocorre em cerca de 40 a 50% das crianças menores de cinco anos, não havendo diferenças entre as macrorregiões. Seu comportamento endêmico permite que crianças e mães sejam afetadas, independentemente das condições socioeconômicas.
EM CRIANÇAS, ESPECIALMENTE AS MENORES DE DOIS ANOS, A NECESSIDADE DE FERRO É ELEVADA DEVIDO AO INTENSO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, E A INGESTÃO DE ALIMENTOS FONTE DE FERRO COM BOA BIODISPONIBILIDADE TENDE A SER INSUFICIENTE, O QUE AUMENTA A CHANCE DE CARÊNCIAS E RELACIONA-SE AOS ELEVADOS ÍNDICES DE ANEMIA FERROPRIVA OBSERVADOS NESSA FAIXA ETÁRIA, o que aumenta a chance de carências e relaciona-se aos elevados índices de anemia ferropriva observados nessa faixa etária.
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