sábado, 29 de outubro de 2016

Textos da campanha #mandoudesmamar

Você já escutou esse tipo de coisa? Estão te pressionando a desmamar?
Publique no seu Facebook um relato em modo público com a hashtag #mandoudesmamar.
O GVA está fazendo uma campanha para que as mães contem suas experiências: precisamos falar sobre isso!
Todos os dias ouvimos relatos de mães que receberam a sentença: tem que desmamar. Quem decidiu? Profissionais da área da saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, ...), a escola, a babá, a avó, vizinhos... sob as mais diversas alegações e motivos, entre os mais comuns: porque a criança não se alimenta conforme as expectativas dos adultos; porque a criança chora quando a mãe se afasta; porque a criança acorda de madrugada; porque a criança tem cárie ou para evitar que tenha; porque a criança "está muito grande" pra mamar; porque a mãe está muito magra; porque a mãe quer emagrecer; porque a mãe precisa fazer tratamento médico ou odontológico.
Salvo raros casos de doenças graves que não possuem tratamento compatível, essas indicações não tem fundamento, seja quando o bebê tem 3-6-9 meses, sejam com 1-2-n anos.
Só cabe à mãe e à criança decidirem a hora do desmame.

Os links abaixo explicam porque a maioria dos motivos usados para indicações de desmame são infundados:

1) Só a mãe e a criança podem decidir a hora do desmame: 

http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/para-quem-escolheu-amamentar-liberdade.html

2) Existem muitos medicamentos (e também anestesias, para o caso de cirurgia ou tratamento dentário) que são compatíveis com a amamentação (ou possuem substituto compatível). A maioria das mães não precisa desmamar para fazer tratamentos: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/06/estou-amamentando-posso-tomar.html

3) Leite materno nunca vira água:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/como-o-leite-materno-vira-agua-e-vaca.html

4) A indicação da OMS de amamentar por 2 anos ou mais não serve só para famílias pobres:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-e-bom-apenas-por-3-6-ou.html

5) Leite materno não causa cáries:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/774642772588089/?type=1&theater

6) Amamentação não torna a criança dependente nem insegura:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-torna-crianca-insegura.html

7) Volta ao trabalho não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/11/volta-ao-trabalho-e-ausencia-ocacional.html

8) Nova gravidez não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/amamentacao-durante-gravidez.html

9) Amamentar em tandem é possível e é benéfico:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/769839976401702/?type=1&theater

10) Amamentação continuada não é carência materna:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/778931888825844/?type=1&theater

11) A manutenção da amamentação é indicada para bebês com alergia alimentar:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/10/carta-de-uma-mae-aplv-um-pediatra.html

12) Bebê desmamado não dorme melhor. Diferenças no sono do bebê que mama ou toma Leite artificial:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/diferencas-do-sono-do-bebe-que-e.html

13) Amamentação Continuada: Os benefícios da amamentação para lactentes e crianças pequenas nutricional, imunológica e psicologicamente:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/amamentacao-continuada-os-beneficios-da.html

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carta de uma mãe APLV a um pediatra

Por Luciana Freitas

Prezado Doutor,

Sou profunda admiradora do seu trabalho, da sua história em defesa da amamentação, dos seus textos. Sou sua fã. De verdade.

No entanto, não posso esconder a profunda tristeza que sinto ao ler o que você já disse, mais de uma vez, sobre ter recomendado desmame de bebês com alergia às proteínas do leite de vaca (APLV). Me dá uma tristeza, um desânimo... Só eu sei... Eu vou te pedir uma coisa, doutor: repense. Eu sei o tamanho do meu atrevimento ao dizer isso. Já não sou profissional de saúde, sou uma mãe. Uma mãe APLV, ou melhor, ex-APLV, pois meu filho está curado há mais de um ano. Não pense que não me coloco no seu lugar, porque me coloco. Eu sou pesquisadora, embora não tenha, na minha área, o peso que você tem na pediatria. O que ocorreria se um leigo viesse me pedir para repensar algo sobre a minha especialidade? Não sei. Talvez não gostasse. Talvez repensasse. Realmente não sei.

Se o estímulo ao desmame é enorme entre crianças saudáveis, é maior ainda entre crianças APLV. Imagino que muitas tenham passado pelo seu consultório, não tenho ideia de quantas. Sei que sua experiência é enorme, mas eu gostaria de falar um pouco da minha e peço, por favor, que leia o longo texto que escreverei.

Eu tenho contato com centenas de mães com filhos APLV. Sim, centenas. Temos, há alguns anos, um grupo virtual de apoio às mães. Para ser mais exata, hoje somos 1691* mães. Muitas delas nunca nos relataram suas experiências, é verdade. Mas muitas outras, pelo menos a metade, participa ativamente do nosso grupo. Temos de tudo: mães ricas e mães pobres; mães muito bem informadas e mães pouco informadas; mães que querem amamentar e mães que não querem amamentar; mães que pagam 800 reais por uma consulta médica e mães que mal podem pagar o ônibus até o posto de saúde. Nosso objetivo? Apoio mútuo e informação.

Aprendi algumas coisas ao longo desse tempo. Muitas delas, aprendi estudando. Como tenho acesso a todos os periódicos pela minha universidade, eu leio bastante sobre APLV (e sobre amamentação também). No entanto, aprendi muito mais com as outras mães. Muito mais mesmo!

Não preciso dizer o que aprendi estudando, porque isso você já sabe. Prefiro contar o que eu aprendi com as mães, que passo a relatar abaixo:

1) Por melhor que seja o pediatra, APLV requer acompanhamento de um bom especialista. Na maioria dos casos, a melhor opção é um gastro. O problema é, infelizmente, encontrar um que entenda bem do assunto e, mais ainda, que apóie a manutenção da amamentação, se esse for o desejo da mãe. Eu, sinceramente, depois de tudo o que já vi e ouvi, só entregaria meu filho APLV aos cuidados de três médicos: César Junqueira e Sheila Pércope, ambos da UFRJ, e uma jovem médica pediatra de São Paulo, Barbara Seabra, mãe APLV, que humildemente foi buscar informação e apoio no nosso grupo quando se viu com seu próprio bebê alérgico a leite; Hoje ela entende muito do assunto, embora não seja gastro. Deve haver mais médicos que entendam da APLV e que apoiem a amamentação. Eu desejo demais que haja, mas eu não conheço. Sei de mães que cruzaram o país e uma que cruzou o Atlântico para vir se consultar com esses médicos.

2) Por melhor que seja o gastro, mesmo os que eu citei e que são da minha maior confiança, quem entende de dieta é a mãe. Deixando de lado casos de erros absurdos, como médico que manda a mãe tomar leite sem lactose ou leite de cabra (que acontecem muito mais do que deveria, veja este artigo:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-05822007000200002&lng=en&nrm=iss), o fato é que profissionais de saúde não têm como saber, excetuando-se o óbvio, o que tem e o que não tem leite, soja ou qualquer outro ingrediente. Nem eu sei mais. Meu filho está curado há mais de um ano e eu já estou desatualizada quanto a isso, porque não leio mais rótulos, não ligo mais para SACs. Já vi um caso gravíssimo de alergia, criança tratada em um dos mais importantes hospitais de São Paulo e sabe o que aconteceu? A nutricionista, com aval do pediatra, mandou colocar uma determinada marca de maltodextrina, que tem traços de leite, na fórmula de aminoácidos! A mãe confiou, não leu o rótulo e o resultado foi lamentável. Teria muitos exemplos semelhantes para dar.

3) Conheço dezenas de mães que, como eu, fizeram meses ou anos de dieta rigorosíssima. Eu fiz 15 meses de carne e 23 meses de leite (incluindo traços), cítricos e oleaginosas. Conheço várias que fizeram leite, soja e carne; outras que fizeram dietas ainda mais rigorosas, pois precisaram excluir ovo, glúten, frutas. Conheci até mesmo uma que passou meses com arroz e fórmula de aminoácidos. Sim, ela preferiu tomar a fórmula especial para poder amamentar seu filho! Eu acho que não aguentaria, mas ela aguentou. Cada um sabe seu limite, não é? Eu fiz a dieta sem dificuldade. Nunca sofri. As pessoas sofriam por mim, eu não sofria. Sei que há mães que sofrem, umas mais, outras menos. No entanto, ninguém pode decidir pela mãe se o sofrimento dela vai ser grande ou pequeno, se ela vai fazer a dieta direito ou não, se ela vai ou não vai aguentar. Isso só ELA pode saber. Eu ouvi de uma nutricionista que eu não iria aguentar e que meu leite não seria suficiente. Eu ri. Ainda bem. Porque eu poderia ter acreditado nela, mas mas eu preferi acreditar em mim! Minha vontade, quando meu filho fez dois anos sem nenhum tipo de leite exceto o meu, um touro com quase 15kg e 95 cm, embora ainda APLV, era voltar lá, para mostrar a ela a nossa “desnutrição”. Essas dezenas de mães, doutor, estão todas saudáveis. Nenhuma ficou desnutrida. Nenhuma. Nem aquelas que tinham dietas extremamente restritas. Eu me alimentava perfeitamente: no café da manhã e no lanche, pães caseiros, azeite, uma marca permitida de margarina, sucos, bolos caseiros sem leite, até pão de queijo sem queijo existe! No almoço e no jantar, arroz, feijão, aves (frango, pato, peru, avestruz), rã, coelho, ovos, todos os legumes e verduras. Isso desnutre alguém? Pois eu sequer perdi peso, e olha que ia ficar bem feliz se acontecesse! Meus exames foram excelentes durante todo o período, até melhores do que são agora, com colesterol e triglicéridos mais baixos. Algumas mães suplementam ferro e cálcio, mas eu confesso que não tive paciência para isso. E não tem tantos vegetarianos e veganos hoje em dia? Eles ficam desnutridos?

4) A dieta não é de simples manejo, mas também não é um bicho-de-sete-cabeças quando a mãe se sente apoiada e informada. Temos centenas de receitas no nosso grupo. De tudo o que você puder imaginar: bolos, brigadeiros, salgadinhos, tudo mesmo! Muitos deles sem leite, soja, ovo, carne e glúten. Eu sou um zero à esquerda na cozinha, mas botei a mão na massa, literalmente. Eu sou impaciente, mas aprendi a passar horas para fazer compras no supermercado, para ler todos os rótulos minúsculos e infames.

5) Meu filho tinha sangue nas fezes. Sangue MESMO, fralda cheia, visível. Nada de raios, não. Outra criança teve 10 meses de sangue oculto positivo. Outras mais tempo que isso. Casos graves, mas que foram acompanhados por médicos que acreditam que o poder de cura do leite materno é superior a qualquer deslize na dieta. E, obviamente, mães que desejavam amamentar e persistiam. Com dieta, com perseverança, essas crianças  foram amamentadas por logo tempo e muitas delas já se curaram. Inclusive o meu. Inclusive a que teve 10 meses de sangue oculto positivo. Inclusive muitas outras que tinham alergias gravíssimas e cujas mães fizeram dietas rigorosíssimas.

6) Bebê APLV, amamentado. Criança com reação, médico “manda” suspender aleitamento e dar extensamente hidrolisado (que sempre deve ser a 1ª opção, segundo o Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar, documento que deveria ser lido por todos os que tratam de crianças alérgicas) ou fórmula de aminoácidos. A mãe desmama uma criança doente; ela sofre, a criança, mais ainda. A criança faz 6 meses, começa a introdução dos sólidos, mas seu organismo não mais conhece proteínas inteiras e o resultado, ao receber o sólido, podemos imaginar qual é... De fato, não é uma nenhuma evidência, mas o que observamos é isso: a criança APLV amamentada pode até demorar mais tempo a ficar assintomática, mas a médio e a longo prazo, tudo é melhor, inclusive a tolerância aos sólidos. Continuando a historinha: a criança faz 8 meses e começa a engatinhar... Um espetáculo de traços de todos os alimentos no chão. A criança coloca a mão na boca... Imagine o chão de uma festa infantil... Ah, antes mesmo de aprender a engatinhar, ainda tem a tia com aquela boca que acabou de comer pão com manteiga direto na bochecha do bebê... O pai que bebeu leite... O irmão, o vizinho... Onde há mais “contaminação” pelo alérgeno? No leite da mãe ou em tudo isso que eu disse? Olha, o que eu conheço de criança APLV desmamada e cheia de reações mesmo em exclusividade de fórmula de aminoácidos... Desmamou, privou a criança do LM e de tudo o que envolve a amamentação, mas livrou a criança dos alérgenos? E nem falei de creche e escolinha. Você acha que vão separar utensílios como fazemos em casa? Que vão impedir que uma criança roube um biscoito da outra?

7) Em teoria, a criança com APLV desmamada tem fórmula fornecida pelo poder público. Tudo parece lindo e maravilhoso. Até o dia que o leite atrasa. O leite acaba. O leite, mesmo com liminar, não sai. Não conheço uma mãe cujo filho dependa de fórmulas especiais que nunca tenha passado por isso. Aí, aquele desespero, claro. Junta daqui, pede dali, compra no mercado negro, é enganada por golpistas... Conheço lugares em que as crianças passaram meses sem receber as fórmulas.

8) Já vi criança APLV com os mais variados sintomas, respiratórios, dermatológicos, já vi casos graves de refluxo, otite crônica, esofagite eosinofílica, proctite, enterocolite, hiperplasia nodular linfóide... Algumas já desmamadas quando se juntaram a nós, outras que desmamaram depois, mas muitas que mantiveram a amamentação, felizmente. Desmamou porque a mãe não aguentou a dieta? Perfeito, cada um tem seu limite e ele deve ser respeitado. Mas desmamar porque “fórmula de aminoácidos é a solução” e o “leite materno está fazendo mal ao bebê”, isso eu não aceito e não tem respaldo em evidências científicas... A mãe que quer amamentar costuma lutar por isso, mas ouvir de um médico que é preciso desmamar consegue destruir a segurança de muitas delas. Se o médico já na consulta do diagnóstico diz: “se não melhorar com a dieta vamos entrar com fórmulas especiais” ou “se você não aguentar a dieta”, pronto! Lá se foi a determinação de muitas mães! Eu, com meu filho sangrando bastante por 3 meses nunca ouvi nada disso. Se ouvisse, não me abalaria, porque eu estava determinada. Mas muitas mães ouvem e ficam arrasadas, fracassadas e aí tudo fracassa mesmo.

9) Os casos que você cita que recomendou o desmame eu, obviamente, não conheço. Não estou de forma alguma afirmando que foi um erro e não estou te criticando, mas preciso dizer que nunca vi caso que não melhorasse com ajuste na dieta e apoio e informação à mãe. Eu não chegaria aonde cheguei sem o apoio das minhas queridas companheiras, muitas delas amigas de verdade hoje em dia. Onde eu aprenderia que existe pão de queijo sem queijo? Como eu imaginaria que tem que separar a esponja? Como eu aventaria a hipótese de que há produtos de higiene infantis com proteínas do leite? Xampu, lenços umedecidos, sabonete, creme... Isso tudo e muitos, muitos outros detalhes.

10) Eu poderia escrever não apenas uma mensagem longuíssima como esta, mas talvez um livro com tantas histórias sobre APLV, mas não dá. Deixo, então, uma foto de mães e seus bebês APLVs amamentados. Todos mamaram por mais de um ano, exceto dois que ainda têm menos de 3 meses. Quase todas amamentaram por mais de 2 anos. Uma delas faz dieta de leite, soja e glúten há mais de 2 anos, pois suas gêmeas têm APLV. Eu também estou na montagem, no aniversário de 2 anos do meu filho, eu completando 22 meses sem leite. Ambos em dieta e felizes.



Com carinho e admiração,

Luciana Freitas



*Atualização: em 28/10/2016 o grupo atingiu 15.250 participantes. 

Carta publicada originalmente dia 12/06/2011 em https://www.facebook.com/notes/meu-filho-%C3%A9-al%C3%A9rgico-a-leite/carta-de-uma-m%C3%A3e-aplv-a-um-pediatra/130125460401323

Amamentar um bebê com alergia alimentar não é contra-indicado. Amamentar é... O caminho para a cura!


O leite materno é sempre o melhor alimento. Nos casos que se apresenta qualquer alergia alimentar a primeira conduta deve ser a restrição alimentar da mãe e a procura do profissional idôneo para avaliar o problema (gastropediatra ou alergista). 

O diagnóstico de APLV (Alergia às proteínas do leite de vaca) ou qualquer outra alergia alimentar em bebês depende basicamente do teste clínico, a observação da reação e melhora com a evolução da dieta restritiva na mãe que amamenta. 
Em nenhum caso o desmame é recomendado, mas sim deve de se orientar a mãe a realizar a deita de forma correta, controlando os traços, lendo rótulos dos alimentos e tendo plena consciência do que come. 
O bebê com alergia alimentar que é amamentado tem melhores chances de cura, com menores chances de reações adversas durante introdução alimentar e uma qualidade de vida muito melhor para mãe e bebê. 

A mãe que precisa fazer a dieta restritiva de leite de vaca, soja, ovos, oleaginosas e/ou glúten não precisa encarar isto como uma tragédia na sua vida. É um investimento na saúde e qualidade de vida do seu filho, e uma oportunidade de reavaliar a alimentação familiar para torna-a mais saudável. 

Recomendamos: 

Carta de uma mãe APLV a um pediatra
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/10/carta-de-uma-mae-aplv-um-pediatra.html

Intolerância x galactossemia x alergia a leite de vaca
https://www.facebook.com/notes/meu-filho-é-alérgico-a-leite/intolerância-x-galactossemia-x-alergia-a-leite-de-vaca/117234975023705

Orientações sobra a dieta de LV
https://www.facebook.com/notes/meu-filho-é-alérgico-a-leite/orientações-sobra-a-dieta-de-lv/116963151717554

Mas afinal, o que são “traços de leite”?
https://www.facebook.com/notes/meu-filho-é-alérgico-a-leite/mas-afinal-o-que-são-traços-de-leite/118606494886553

Alergia a LV e problemas respiratórios
https://www.facebook.com/notes/meu-filho-é-alérgico-a-leite/alergia-a-lv-e-problemas-respiratórios/118122651601604

O papel dos exames para o diagnóstico da alergia alimentar
https://www.facebook.com/notes/meu-filho-é-alérgico-a-leite/o-papel-dos-exames-para-o-diagnóstico-da-alergia-alimentar/120334648047071

Texto por Zioneth Garcia

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A alimentação da mãe pode causar cólicas e gases no bebê?

Por Maria Birman Cavalcanti
Revisão: Luciana Freitas



 O leite materno é composto principalmente de água, carboidratos, lipídios e proteínas, além de vitaminas, minerais e componentes imunológicos. No seio há células que literalmente produzem os componentes do leite sob demanda (estímulo), mas a água do leite vem do sangue da mãe. O sangue é "filtrado", e apenas a parte líquida (o plasma) chega nos alvéolos das glândulas lactíferas, para diluir os componentes nutritivos produzidos pelo corpo materno. Esses componentes nutritivos seguem uma "receita" específica, que praticamente não se altera. Por isso o leite materno sempre tem qualidade e composição adequadas para o bebê, independente da dieta da mãe. Entretanto, junto com o plasma, chega ao leite uma amostragem bem pequena das coisas que a mãe consumiu e absorveu. 

Uma porcentagem microscópica de todas as proteínas que chegam na nossa corrente sanguínea pode chegar ao leite materno. As proteínas são variadas e sua concentração é muito baixa, e isso é benéfico, pois estimula o sistema imunológico do bebê. Não há quantidade suficiente para provocar uma reação intestinal, como gases, dores ou "cólica", a não ser que o bebê já tenha sensibilidade para alguma proteína específica (como no caso da APLV). A dieta da mãe não interfere no funcionamento das células da glândula lactífera, portanto, a "receita" do leite materno nunca muda: ele é sempre forte, perfeito e sustenta! A dieta para APLV não muda a composição do leite materno, só tira a proteína do leite de vaca circulante no sangue da mãe, pois ela deixa de consumir leite de vaca, derivados e traços.
 

E os alimentos que causam gases na mãe, por exemplo, feijão - o pouco que passa para o leite pode afetar o bebê? Alimentos que causam gases não têm esse efeito devido às suas proteínas, mas sim devido a carboidratos específicos - e esses são totalmente degradados, absorvidos ou excretados nos intestinos. Eles não chegam à corrente sanguínea, por isso não passam pelo leite materno e não causam gases no bebê.

 

Referências:
 

GONZÁLEZ, Carlos. Manual Prático de Aleitamento Materno. São Paulo: Editora Timo, 2014,p.46 e 47. 

Ballard O1, Morrow AL. Pediatrics Clinics of North America 2013 Feb;60(1):49-74.Human milk composition: nutrients and bioactive factors.
(Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3586783/).



segunda-feira, 18 de julho de 2016

Tempo de Armazenamento de Leite Materno


Traduzido e adaptado por Marla Stern
Revisão: Sarita Oliveira e Daniela Guerreiro Do Valle



PORQUE HÁ DIFERENTES ORIENTAÇÕES SOBRE ARMAZENAMENTO DE LEITE MATERNO ORDENHADO?

Ler diferentes orientações para armazenamento de leite materno em fontes diferentes pode te deixar confusa! Quais orientações estão corretas? Por que os especialistas não entram em consenso? O que você realmente precisa saber?
A boa notícia é que há explicações lógicas para estas diferenças. E uma vez que você as conheça, você pode armazenar e usar seu leite com confiança.

Ideal versus seguro
Nas orientações dadas no final deste texto, alguns prazos de armazenamento para o leite refrigerado e para o congelado são classificados como “seguro” enquanto outros são classificados como “ideal”. Dentro dos prazos “Seguro” o leite ordenhado não irá estragar. Entre “ideal” e “seguro” o leite ainda estará bom, mas algumas vitaminas, antioxidantes, e outros nutrientes são perdidos. Algumas organizações de saúde, como a Academia de Medicina de Amamentação, recomendam o menor tempo de armazenamento como “Ideal” porque eles preferem que o leite seja consumido antes que estas perdas aconteçam.
É sempre melhor usar seu leite o quanto antes do que mais tarde, porém seu leite não deverá estragar dentro dos períodos de tempo “seguro”. Leite materno encontrado no fundo da geladeira depois de 8 dias ainda vai ser muito melhor para o seu bebê que fórmula.

Qual é a sua temperatura ambiente?
Algumas orientações de armazenamento de LM também variam porque elas levam em consideração diferentes definições de temperatura ambiente. Se você vive em um clima tropical ou subtropical, a maior temperatura ambiente das orientações abaixo deve condizer melhor com a sua realidade. Nas zonas temperadas, a menor temperatura, provavelmente, se encaixe melhor, pelo menos durante as estações mais frias.

Congelado previamente ou não?
O período de armazenamento para o para o LM descongelado é menor que o período de armazenamento do LM fresco ou refrigerado que nunca foi congelado. O congelamento mata anticorpos, que protegem o leite de estragar. Quando as células vivas do leite estão mortas, ele estraga mais facilmente. Quando tiver dúvida, cheire ou prove. Leite estragado tem cheiro de estragado.
 

A sua situação particular faz diferença

Se você ainda está com dúvida sobre quais orientações seguir e como melhor armazenar seu leite, se faça as seguintes perguntas:
 

- Seu bebê é saudável?  Estas orientações são para bebês a termo, saudáveis em casa (não hospitalizado).
- Se o seu bebê está hospitalizado, as orientações para armazenamento de LM do seu
hospital provavelmente são diferentes destas. Bebês pré termo e doentes são mais vulneráveis a doenças, então as recomendações para ordenha e armazenamento podem ser mais rigorosas.
 

- Quanto LM ordenhado o seu bebê toma? Se o seu bebê toma a maior parte do LM direto dos seus seios, você não precisa se preocupar se a pequena quantidade de leite ordenhado que ele toma está fresco, refrigerado, ou congelado previamente. Se uma grande parte do LM que o seu bebê toma é leite ordenhado, pese suas opções com mais cautela. O congelamento mata anticorpos, então ao invés de congelar todo o seu leite ordenhado, ofereça a maior quantidade de leite fresco ou refrigerado que você puder. Mas mesmo sem os anticorpos, leite congelado é ainda uma escolha muito mais saudável que fórmula.

Tempo de armazenamento de LM para bebês a termo em casa (não hospitalizados): 

 
Temperatura ambiente (19°C-22°C)
• Fresco, nunca congelado: 6-10 horas.
• Congelado e descongelado: 4 horas.
• Congelado então descongelado, aquecido mas não oferecido ao bebê: usar imediatamente.
• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: até que se termine de
oferecer ao bebê (descartar o que sobrar).

Temperatura ambiente (23°C–25°C)
• Fresco, nunca congelado: 4 horas.
• Congelado e descongelado: 4 horas.
• Congelado então descongelado, aquecido mas não oferecido ao bebê: usar imediatamente.

• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: até que se termine de
oferecer ao bebê (descartar o que sobrar).

Térmica com gelox
• Fresco, nunca congelado: 24 horas.
• Congelado e descongelado: não armazenar dessa forma.
• Congelado então descongelado, aquecido mas não oferecido ao bebê: não armazenar dessa forma.
• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: não armazenar dessa forma.

Geladeira (4°C)
• Fresco, nunca congelado: ideal: até 72 horas, seguro: até 8 dias.
• Congelado e descongelado: 24 horas.
• Congelado então descongelado, aquecido mas não oferecido ao bebê: 4 horas.

• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: descartar.

Freezer de geladeira (variável -18°C)
• Fresco, nunca congelado anteriormente: 3 a 4 meses.

• Congelado e descongelado: não armazenar dessa forma (não congelar novamente).
• Congelado então descongelado, aquecido, mas não oferecido ao bebê:
não armazenar dessa forma (não congelar novamente).
• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: descartar.

Freezer separado fundo (-18°C)
• Fresco, nunca congelado: ideal: até 6 meses, seguro: até 12 meses.
• Congelado e descongelado:
não armazenar dessa forma (não congelar novamente).
• Congelado então descongelado, aquecido, mas não oferecido ao bebê: não armazenar dessa forma (não congelar novamente).
• Congelado então descongelado, aquecido e oferecido ao bebê: descartar.

Referências
Jones, F. Best Practices for Expressing, Storing and Handling Human Milk, 3rd edition.
Raleigh, NC: Human Milk Banking Association of North America, 2011.
Mohrbacher, N. Breastfeeding Answers Made Simple. Amarillo, TX: Hale Publishing, 2010.


sábado, 9 de julho de 2016

Como retomar a amamentação exclusiva


Por Ana Beatriz Herreros e Fernanda Rezende Silva
Revisão: Luciana Freitas, Sarita Oliveira, Daniela Guerreiro do Valle

O processo de retomar a amamentação exclusiva, eliminando o LA (leite artificial) não é fácil - é uma mudança grande para a mãe e para o bebê, por isso a mãe precisa estar ciente que o bebê pode demandar mais atenção e chorar mais (se a mãe sabe que isso vai acontecer o processo fica mais fácil). Se for possível: peça ajuda com a casa (talvez o marido possa tirar alguns dias de folga, por exemplo), mas deve-se escolher bem a quem pedir ajuda, pois não adianta chamar uma amiga que vai dizer o tempo todo "você tem pouco leite", "esse bebê chora de fome". Um sling pode ajudar bastante, pois no sling o bebê pode mamar (e até dormir) enquanto a mãe tem as mãos livres para outras atividades da casa.
 

A grande maioria dos bebês que tomam LA, o fazem em mamadeira, e muitos deles também usam chupeta. O primeiro passo para a mãe que deseja amamentar exclusivamente é se livrar de mamadeiras, chupetas e bicos (protetores) intermediários de silicone, pois eles influenciam na forma como o bebê suga o peito, afetando a produção de leite. Não adianta iniciar a redução do LA se o bebê ainda usa bicos artificiais, pois o bebê que usa bico artificial não ordenha o seio corretamente, não obtém todo o leite de que precisa, e não estimula adequadamente a produção. Para entender como os bicos artificiais atrapalham leia aqui. Chupetas devem ir para o lixo. Mamadeiras devem ser substituídas por copinho, colher ou colher-dosadora - veja opções aqui. Se a mãe usa bico de silicone também deve se livrar dele (veja dicas aqui).
 

Se o bebê ainda pega o peito, mesmo que por pouco tempo, isso é ótimo. Bebês que estão totalmente desmamados devem primeiro fazer relactação. Bebês que rejeitam o peito precisam de ajuda para voltar a mamar bem.
 

Agora vamos aos detalhes do LA - como fazer a redução. Fracione as doses para não ter volumes muito altos poucas vezes ao dia (pode fracionar em 3 a 5 doses, conforme o volume), e fixe os horários para oferecê-lo (você pode oferecer a cada quatro ou cinco horas, conforme os sinais de fome ou a rotina prévia). A livre demanda é só para o peito. Procure não oferecer LA de madrugada. Um exemplo prático: se o seu bebê toma 90 ml de LA 2 vezes ao dia, passe a oferecer 60ml de LA, 3 vezes ao dia. Os horários, neste caso, poderiam ser: 10h, 17h, 20h. Se toma 150ml 3 vezes ao dia, pode passar a tomar 90ml 5x ao dia. Os horários são uma referência. Não se desespere caso não sejam seguidos rigorosamente - é importante ter um planejamento de horários mas não há problema se atrasar ou adiantar um pouco.

Ofereça SEMPRE o peito antes do LA. Tente deixar o máximo de tempo em cada seio, até o bebê largar sozinho ou se irritar demais. Troque de seio uma ou duas vezes antes do LA, para garantir estímulo aos dois seios. Exemplo: bebê mamou o peito direito, reclamou: ofereça o peito esquerdo, bebê reclamou de novo: volte para o peito direito, reclamou mais uma vez: ofereça o peito esquerdo novamente - se o bebê não aceitar de novo o peito esquerdo, ou estiver ficando muito impaciente, aí sim é hora de oferecer o LA. O bebê pode não tomar o LA todo. Tente oferecer, mas não o force a tomar.


Estimule a produção de leite materno. Pratique a livre demanda verdadeira, sempre verificando se a pega está correta. Ofereça o peito o tempo todo, sempre ao menor sinal de que possa querer mamar (aqui o sling ajuda muito). Bebê acordou? Peito! Bebê resmungou? Peito! Bebê agitado? Peito! Ofereça o tempo todo, mas não se chateie caso o bebê, em alguns momentos, não queira mamar - ele está apenas lhe dizendo que está satisfeito. Peito murcho também tem leite. Tomar banho juntos, contato pele-a-pele e cama compartilhada ajudam a estimular ainda mais a produção de leite. Faça intensivo de peito: não deixe passar mais de duas horas sem oferecer o peito durante o dia (a menos que o bebê esteja dormindo) e 3 horas à noite. Não precisa acordar o bebê à noite para mamar, basta oferecer o peito, com o bebê dormindo mesmo: deite ao lado do bebê, toque o mamilo (molhado com um pouco de leite) nos lábios do bebê - se mamar ok, se não mamar deixe o bebê dormir.


Após fixar a quantidade e os horários de LA pode começar a redução: a cada dois dias retirar 10 ml de cada dose de LA oferecida. Se hoje o bebê toma doses de 120 ml: em dois dias reduzir cada dose para 110ml, em mais dois dias reduzir para 100ml, depois 90ml etc.. Sempre oferecer o peito primeiro, depois o LA e depois tentar novamente o peito.


Questões práticas da redução do LA: prepare uma porção múltipla de 30ml, retire a diferença usando uma seringa e JOGUE FORA. Exemplo: se o bebê vai tomar 110ml, prepare 120ml, retire 10ml na seringa e descarte. Jogue fora mesmo o que foi retirado na seringa para não cair na tentação de oferecer ao bebê.


Fique atenta aos sinais do seu bebê. Observe a cor do xixi: se estiver sempre clarinho é um indicador que o bebê está mamando bem. As fezes podem ficar menos frequentes, e isso não é sinal de constipação, já que o LM é melhor aproveitado. Pese seu bebê uma vez por semana, sempre na mesma balança, e esteja consciente de que o ganho de peso poderá desacelerar (bebês de mamadeira geralmente são super alimentados) - se o bebê se mantém com ganho de peso constante e dentro do mesmo canal (espaço entre duas curvas) do gráfico de curvas de percentis ou z scores (que se encontra na caderneta da criança do seu bebê e deveria ser preenchido pelo pediatra), então está tudo indo bem.
 

A sugestão é reduzir de 10 em 10 ml, porém seu bebê pode querer reduzir mais rápido do que isso - se você se sente segura pode acelerar a redução. Um exemplo: o bebê deveria tomar 90ml em cada dose de LA, mas durante um dia inteiro não tomou mais do que 70ml, então pode continuar a redução a partir dos 70ml.


Resumindo:
1- Jogue fora todos os bicos artificiais (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone) e passe a oferecer o mesmo volume de LA em um recipiente seguro (copo, colher).
2- Aumente a produção de leite fazendo um intensivo de peito. Não deixe passar mais de 2 horas sem oferecer o peito de dia nem mais de 3 horas de noite.
Lembre que o bebê deve estar mamando bem no peito, livre da interferência de bicos artificiais, antes de começar a reduzir o LA. Você pode demorar alguns dias na fase 2 até sentir que o bebê está confortável no peito.
3- Redução do LA: a cada 2 dias reduzir 10ml de cada dose de LA, até zerar o volume, ou até chegar ao mínimo com que o bebê ganhe peso e se mantenha na sua curva.
IMPORTANTE: o bebê deve ser pesado uma vez por semana durante toda a redução.
Não pule mamadas, não pule os horários do LA, nem faça a redução de uma vez, pois isso pode atrapalhar o ganho de peso e ser prejudicial ao seu bebê.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Doação de Leite Humano

Quem pode ser doadora de leite humano?
Algumas mulheres quando estão amamentando produzem um volume de leite além da necessidade do bebê, o que possibilita que sejam doadoras de um Banco de Leite Humano.
De acordo com a legislação que regulamenta o funcionamento dos Bancos de Leite no Brasil (RDC Nº 171) a doadora, além de  apresentar excesso de leite, deve ser saudável, não usar medicamentos que impeçam a doação e se dispor a ordenhar e a doar o excedente.

Como doar?
Se você quer doar seu leite entre em contato com um Banco de Leite Humano.
Clique aqui e veja o mais próximo de você. Veja aqui os Bancos de leite ou postos de coleta na sua região>http://www.redeblh.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=393

Como preparar o frasco para coletar o leite humano?
- Escolha um frasco de vidro com tampa plástica, pode ser de café solúvel ou maionese;
- Retire o rótulo e o papelão que fica sob a tampa e lave com água e sabão, enxaguando bem;
- Em seguida coloque em uma panela o vidro e a tampa e cubra com água, deixando ferver por 15 minutos (conte o tempo a partir do início da fervura);
- Escorra a água da panela e coloque o frasco e a tampa para secar de boca para baixo em um pano limpo;
- Deixe escorrer a água do frasco e da tampa. Não enxugue;
- Você  poderá usar quando estiver seco.

Como se preparar para retirar o leite humano (ordenhar)?
O leite deve ser retirado depois que o bebê mamar ou quando as mamas estiverem muito cheias.
Ao retirar o leite é importante que você siga algumas recomendações que fazem parte da garantia de qualidade do leite humano distribuído aos bebês hospitalizados:
1- Escolha um lugar limpo, tranquilo e longe de animais;
2- Prenda e cubra os cabelos com uma touca ou lenço;
3- Evite conversar durante a retirada do leite ou utilize uma máscara ou fralda cobrindo o nariz e a boca;
4- Lave as mãos e antebraços com água e sabão e seque em uma toalha limpa.

Como retirar o leite humano (ordenhar)?
Comece fazendo massagem suave e circular nas mamas.
Massageie as mamas com as polpas dos dedos   começando na aréola (parte escura da mama) e, de forma circular,  abrangendo toda mama.
Video-aula sobre ordenha manual

É ideal que o leite seja retirado de forma manual:
- Primeiro coloque os dedos polegar e indicador no local onde começa a aréola (parte escura da mama);
- Firme os dedos e empurre para trás em direção ao corpo;
- Comprima suavemente um dedo contra o outro, repetindo esse movimento várias vezes até o leite começar a sair;
- Despreze os primeiros jatos ou gotas e inicie a coleta no frasco.
Se você estiver com dificuldade de retirar seu leite, procure apoio no Banco de Leite Humano mais próximo de você. 

Como guardar o leite retirado para doação?
O frasco com o leite retirado deve ser armazenado no congelador ou freezer.
Na próxima vez que for retirar o leite, utilize outro recipiente esterilizado e ao terminar acrescente este leite no frasco que está no freezer ou congelador.
O leite pode ficar armazenado congelado por até 15 dias.
O leite humano doado, após passar por processo que envolve seleção, classificação e pasteurização, é distribuído com qualidade certificada aos bebês internados em unidades neonatais.

(Texto retirado do site da Rede Brasileira de Bancos de Leite humano:

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Como prevenir fissuras nos seios? Como curar fissuras se elas aparecerem?


Por Moderadoras GVA

Uma das muitas preocupações de gestantes é preparar os seios para a amamentação (com a intenção de evitar fissuras), e infelizmente alguns médicos ainda fazem recomendações neste sentido. Durante a gravidez não há uma preparação para as mamas com a finalidade de prevenir fissuras; na verdade, a maioria do que é recomendado mais atrapalha do que ajuda - nem mesmo a recomendação de tomar sol nos seios é válida. 

Por que nada que se faça na mama evita fissuras? Porque as fissuras mais comuns são  causadas pela pega errada do bebê, não por uma suposta sensibilidade da mama. Assim, o que as grávidas precisam é saber identificar e corrigir a pega correta. 
 Leia mais aqui: 
* Texto: Estou grávida e quero saber como me preparar para amamentar


Depois que o bebê já nasceu, caso as fissuras apareçam, o que fazer? O primeiro passo é, como dissemos, corrigir a pega: não adianta tratar a fissura se a pega continuar errada, pois isso continuará machucando o peito. Imagine a seguinte situação: você furou o dedo com uma agulha, está passando um medicamento para curar o machucado, mas todos os dias volta a furar o dedo novamente. Você conseguirá curar esse machucado? É o mesmo com a fissura na mama: a pega errada é o que causa o machucado; portanto, não adianta nada usar um medicamento, por mais milagroso que digam que ele é, se o bebê continuar machucando o peito com a pega errada em cada mamada. 


Veja nesse texto imagens e vídeos sobre a pega correta (tente a manobra com a mão em C descrita na imagem): 
* Texto: Pega correta


Se você não consegue corrigir a pega sozinha, visite um Banco de Leite (clicando aqui, você consegue localizar o mais próximo de você), procure uma consultora de amamentação, peça ajuda a uma amiga que amamenta - não sofra sozinha, é importante pedir ajuda.

Se o peito estiver muito cheio, ordenhe um pouco de leite antes da mamada, pois mama muito cheia dificulta a pega. 
Veja aqui sobre ordenha manual: 
* Texto: Como retirar e estocar o leite materno


Se estiver difícil acertar a pega na posição tradicional de amamentação tente outras posições, como as sugeridas nesse texto do GVA no Facebook. 

Caso sinta dor durante a mamada, interrompa e acerte a pega quantas vezes forem necessárias. Se for preciso tirar o peito da boca do bebê, use seu dedo mínimo para ajudar o bebê abrir a boca e retirar o mamilo sem dor, como na imagem abaixo:



Ofereça o peito em livre demanda, sempre aos primeiros sinais de fome do bebê - um bebê ansioso e esfomeado tende a pegar o peito de forma errada. Na imagem abaixo, você pode ver como identificar os primeiros sinais de fome, os sinais médios e os sinais tardios:



Quando a mãe consegue corrigir a pega, a dor diminui mesmo se o peito ainda não estiver curado completamente, pois mamando de forma correta o bebê não costuma pressionar a região machucada.
Nunca use intermediários (bico de silicone), pois atrapalham a pega e agravam a lesão mamilar. Não adianta a mãe se esforçar para corrigir a pega se o bebê estiver usando chupetas ou mamadeiras, pois elas fazem o bebê "desaprender" a mamar. 

Veja neste vídeo como a pega do peito é completamente diferente da pega da mamadeira/chupeta: 



E como tratar as fissuras que já apareceram? 

- Recomenda-se sempre o tratamento úmido das lesões mamilares, com o objetivo de formar uma camada protetora que evite a desidratação das camadas mais profundas da epiderme. Para isso, pode-se usar o próprio leite materno nas fissuras, passando de hora em hora e sempre após as mamadas. 

- Evite usar pomadas e óleos - eles deixam o peito escorregadio, o que faz o bebê errar a pega, e podem causar obstrução de ductos. O Ministério da Saúde cita a pomada de lanolina pura como uma das alternativas possíveis para ajudar na cicatrização, porém até mesmo esta pomada deve ser usada com muito cuidado, pois além de deixar o mamilo escorregadio há também o risco de alergia (já houve relatos de mães que desenvolveram alergia à lanolina).

- Proteja o peito do atrito com a roupa. Para isso, o melhor é deixar o seio livre ou usar rolinhos de fralda, como na foto abaixo:


- Não use conchas, pois elas podem machucar os ductos e deixam o peito abafado, favorecendo a proliferação de fungos e bactérias que causam infecção mamária.

- Não use no peito chás, cascas ou folhas: a eficácia desses tratamentos não está documentada e eles são fonte de contaminação (microorganismos encontrarão nas fissuras a porta aberta para provocar uma infecção na mama).

- Absorventes descartáveis podem ser usados nos seios desde que a mãe tenha o cuidado de trocá-los quando ficarem molhados. O ideal é usá-los por curtos intervalos de tempo, lembrando sempre de verificar se é necessário substituir por um seco.


Textos recomendados

- A importância da correção da pega


- O que acontece com os músculos bucais quando um bebê usa qualquer bico artificial (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone)


sábado, 21 de maio de 2016

Estou grávida e quero saber como me preparar para amamentar

Existem muitas recomendações sobre como deve ser a preparação nas mamas para a amamentação, mas são todos falsos. Você não precisa preparar suas mamas, pois elas já estão prontas: você é mamífera, seus peitos são o resultado de milhões de anos de evolução da espécie humana e foram desenhados para alimentar o seu bebê.

Não use cremes hidratantes ou lanolina na aréola e nos mamilos. Igualmente, não esfregue a mama com bucha vegetal ou com toalhas. Tudo isso pode ter o efeito contrário e deixar a pele do mamilo mais fina e sensível.

Tomar sol em qualquer parte do corpo, durante meia hora, até as 10h da manhã ou após as 16h é saudável. No entanto, expor as mamas ao sol não ajuda a evitar fissuras e não representa uma preparação para amamentar. Na verdade, considerando que a maioria das mulheres não costuma expor seus seios ao sol, isso pode até mesmo deixá-los mais sensíveis.

Não importa se seu mamilo é grande, pequeno, plano ou invertido, porque o bebê, ao mamar, não pega o bico e sim a aréola toda ou quase toda. Assim, não é necessário fazer nada para “formar bico” caso seu mamilo seja plano ou invertido. Não use conchas e não faça massagens.

Se não é necessário preparar o corpo, como se preparar para amamentar? O que você precisa preparar é a sua cabeça: estudar pelo menos um pouco sobre amamentação, especialmente sobre a pega correta, que é o que efetivamente evita fissuras. Também é interessante conhecer um pouco sobre o processo de produção de leite materno, refletir sobre alguns (pre)conceitos sobre bebês, sobre sua criação e sobre a própria amamentação.

Amamentar é da nossa espécie, mas, por motivos diversos deixou de ser uma prática habitual durante muitas décadas. Assim, deixou também de ser transmitido de mães para filhas. Por isso, o que em séculos passados se aprendia com a mãe, agora é preciso aprender por meio de outros recursos. Portanto, informe-se, pesquise, fique atenta.

Estes são alguns textos que recomendamos:

Como se preparar para amamentar com sucesso
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/01/como-aumentar-as-chances-de-ter-sucesso.html

Expectativas sobre bebês: parte 1 (desenvolvimento físico e sono)
https://www.facebook.com/notes/soluções-para-noites-sem-choro/expectativas-sobre-bebês-parte-1/282770681747348

Expectativas sobre bebês: parte 2 (alimentação e independência)
https://www.facebook.com/notes/soluções-para-noites-sem-choro/expectativas-sobre-bebês-parte-2-de-2/339160729441676

Cesariana eletiva e aleitamento materno: revisão sistemática com metanálise
http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/cesariana-eletiva-e-aleitamento-materno.html

Indicações reais e fictícias de cesariana
http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html

Porque alguns sites e blogs não vão te contar que mamadeiras e chupetas causam desmame e muitos outros prejuízos
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/porque-alguns-sites-e-blogs-nao-vao-te.html

Recomendamos que tente ler nossos arquivos e álbuns:

Índice alfabético
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/p/indice-alfabetico-gva.html

Álbuns https://www.facebook.com/groups/grupovirtualdeamamentacao/photos/?filter=albums

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Vitamina A

Por Zioneth Garcia


A importância do adequado estado nutricional de vitamina A é incontestável, uma vez que ela possui papel fisiológico muito diversificado, atuando no bom funcionamento do processo visual, na integridade do tecido epitelial e no sistema imunológico, entre outros.

Vários estudos epidemiológicos vêm destacando, nas duas últimas décadas, o papel da vitamina A na redução da mortalidade e da morbidade, principalmente por doenças infecciosas. Observou-se que, em populações com alta prevalência de deficiência, o aumento no consumo de vitamina A em crianças reduz o risco de morte, principalmente quando associado à diarréia. A metanálise dos oito principais estudos de intervenção em relação à mortalidade indica que a redução geral na mortalidade foi de 23% em crianças menores de 5 anos.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Anemia ferropriva

Por Fernanda Mainier Hack

Publicado originalmente na comunidade Meu Filho é alérgico a leite do Orkut

 
A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo, acarretando prejuízos a curto e longo prazo no desenvolvimento neuropsicomotor e na aprendizagem, além de comprometimento na resposta do sistema imunológico.

Os sinais e os sintomas mais frequentemente observados são inespecíficos, como palidez, falta de apetite, apatia, irritabilidade, cansaço, fraqueza muscular e dificuldade na realização de atividade física, dificuldade no ganho de peso. O diagnóstico do estado nutricional relativo ao ferro é realizado principalmente por meio de exames laboratoriais. Os indicadores de deficiência de ferro são difíceis de interpretar em crianças, devido às variações fisiológicas em diversas fases do crescimento e do desenvolvimento, além de sofrerem influência de outros fatores, como os processos infecciosos.

No Brasil, a anemia ocorre em cerca de 40 a 50% das crianças menores de cinco anos, não havendo diferenças entre as macrorregiões. Seu comportamento endêmico permite que crianças e mães sejam afetadas, independentemente das condições socioeconômicas.

EM CRIANÇAS, ESPECIALMENTE AS MENORES DE DOIS ANOS, A NECESSIDADE DE FERRO É ELEVADA DEVIDO AO INTENSO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, E A INGESTÃO DE ALIMENTOS FONTE DE FERRO COM BOA BIODISPONIBILIDADE TENDE A SER INSUFICIENTE, O QUE AUMENTA A CHANCE DE CARÊNCIAS E RELACIONA-SE AOS ELEVADOS ÍNDICES DE ANEMIA FERROPRIVA OBSERVADOS NESSA FAIXA ETÁRIA, o que aumenta a chance de carências e relaciona-se aos elevados índices de anemia ferropriva observados nessa faixa etária.


Amamentação e zika: o que fazer?

Em 2015, fomos surpreendidos por casos de microcefalia em bebês cujas mães tiveram infecção pelo zika virus durante a gravidez.

Com o pânico disseminado, alguns meios de comunicação divulgaram reportagens afirmando que o "zika PODE ser transmitido por leite materno" (grifo nosso), para, em seguida, generalizar como orientação oficial a mera opinião de uma médica de um hospital particular de São Paulo, pois afirma em um subtítulo que "com o vírus, amamentação deve ser interrompida" (Jornal O Globo).

Diante desse cenário, recorremos aos órgãos oficiais e aos meios de pesquisa científica para trazer o esclarecimento abaixo.


Recomendações quanto à amamentação na vigência de doença/infecção materna

Por Grid Rocha

Quase todas as mães podem ser bem sucedidas na amamentação, o que inclui iniciar a amamentação dentro da primeira hora de vida, amamentar exclusivamente nos primeiros seis meses e continuar a amamentar (com alimentos complementares apropriados) até dois anos de idade ou mais.

Os efeitos positivos da amamentação na saúde das mães e crianças têm sido observados em toda parte. A amamentação reduz o risco de infecções agudas como diarréia, pneumonia, otite, Haemophilus influenzae, meningite e infecção urinária. Também protege contra doenças crônicas como diabete tipo I, colite ulcerativa e doença de Crohn. A amamentação está associada com menor pressão sanguínea média e colesterol total no soro, além de baixa prevalência de diabete tipo II, sobrepeso e obesidade na adolescência e vida adulta. A amamentação retarda a volta à fertilidade da mulher e reduz os riscos de hemorragia pós parto, câncer de mama, pré-menopausa e câncer de ovário.

Muitas mães ao serem acometidas por algum tipo de doença acabam desmamando seus filhos pela falta de informação adequada, pensando ou sendo levadas a pensar que na presença de tais enfermidades não se pode mais amamentar. Pois bem, a boa notícia é que são raras as razões que necessariamente levam ao desmame. Aqui, vamos falar um pouco sobre isso.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Aleitamento Materno: quanto o álcool pode influenciar na saúde do bebê?


Retirado do artigo de mesmo nome, de autoria de Adriana T. Kachani, Ligia Shimabukuro Okuda, Ana Lucia Rodrigues Barbosa, Silvia Brasiliano e Patrícia Brufentrinker Hochgraf, para o Programa de Atenção à Mulher Dependente Química do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (PROMUD- IPq- HC- FMUSP), de 2008


Mitos relacionados ao consumo de álcool

O aleitamento materno, além de ser biológico, é histórica, social e psicologicamente delineado através da cultura, com suas crenças e tabus, que influenciam de forma crucial sua prática (8). Em vários povos persiste a crença de que o álcool seria galactogênico, ou seja, que o consumo de pequenas quantidades de álcool imediatamente antes do aleitamento facilitaria a produção de leite nas glândulas mamárias. Trabalho realizado com 40 mulheres lactantes mostrou que 45% delas receberam aconselhamento de seus médicos e/ou enfermeiras para consumir álcool durante a lactação e 35% delas receberam o mesmo conselho de familiares e amigos (9).


segunda-feira, 25 de abril de 2016

Índice Alfabético por Temas - links do grupo



A
Abreviaturas GVA
Abreviaturas e termos utilizados no grupo
Adoção
Tópico chave: Amamentação e adoção
Adição de novos membros (veja organização e princípios)
Álcool
Aleitamento Materno: quanto o álcool pode influenciar na saúde do bebê? (artigo com tabela importante)
Álcool e amamentação (recomendações gerais)
Alimentação (Veja também introdução alimentar)
Comer bem para dormir bem
Não devemos tirar da criança o prazer de descobrir como comer, e até o prazer de brincar com a comida
Alimentação da mãe
Mulheres que amamentam precisam de reposição de cálcio?
Alimentação, exercício e uso de medicamentos e outras substâncias durante a amamentação - conjunto de links
Amamentação continuada
Amamentação Continuada - Conjunto de links
Para quem escolheu amamentar: liberdade. Para quem torna isso difícil: tratamento.
Amamentação cruzada
Aleitamento cruzado ou amamentação cruzada (amamentar um bebê que não é seu)
Amamentação em Tandem
Relato: amamentando 2 filhos de idades diferentes
Álbum amamentação em tandem
Amamentação exclusiva
A importância do aleitamento materno exclusivo
Efeito protetor da amamentação exclusiva por 6 meses contra infecções na infância
Amamentação noturna
Porque a amamentação noturna é tão importante
Amamentação na vigência de doença/infecção materna
Recomendações quanto à amamentação na vigência de doença/infecção materna
Mãe com Zika vírus
Anemia
Anemia ferropriva
Ansiedade de separação
As separações e a crise dos oito meses
Álbum A crise dos 8 meses
Anticoncepção
Anticoncepção na Lactação
Álbum método de amenorréia lactacional
APLV "Alergia às proteínas do leite de vaca"
Orientações sobra a dieta de LV
Mas afinal, o que são “traços de leite”?
Alergia a LV e problemas respiratórios
Constipação e alergia a LV
O papel dos exames para o diagnóstico da alergia alimentar
Ausência da mãe  (Veja volta ao trabalho e ausência da mãe)
Álbum "O bebê e a separação"
A resposta das crianças à separação
B
Bancos de Leite Humano
Bebês novinhos
Bebês novinhos: técnicas de acalmar e entender seu bebê
Como estimular o bebê a aprender (ou reaprender) a mamar
Bicos artificiais
Considerações sobre a chupeta, baseadas em evidências
Mamadeira contém “substância” que seca o leite materno
O que acontece com os músculos bucais quando um bebê usa qualquer bico artificial (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone)
Como identificar sinais de Confusão de Bicos
Porque alguns sites e blogs não vão te contar que mamadeiras e chupetas causam desmame e muitos outros prejuízos
O bico intermediário de silicone não ajuda, só piora seus problemas!
Dicas para retirar o bico de silicone
Bombinhas
Enquete sobre as bombinhas tira leite
C
Caderneta da criança MS
Caderneta da criança com as curvas de crescimentos atualizadas
Cálcio e LM
Cálcio do LM não interfere na absorção de ferro
Cáries e LM
Seu dentista, amiga, vizinha, mandou desmamar a noite? Leia:
Cama compartilhada
Álbum com diferentes configurações de Cama compartilhada
Eu deveria deixar meu bebê dormir comigo?
Cama ou quarto compartilhado: promovendo a independência
Normas gerais de segurança da cama compartilhada
O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada
Cama compartilhada - Conjunto de links
Álbum Cama compartilhada
Cansaço acumulado
O efeito Vulcão - pular sonecas produz birra, irritação e mais dificuldades de dormir?
Chá
Chás para emagrecer
Porque dar chá, água, suco, etc, para o bebê menor de 6 meses atrapalha o aleitamento materno exclusivo?
Choro
Possíveis razões para o choro dos bebês
Choro final da tarde
Meu leite acaba de tarde
Meu bebê chora de fome. Será que é fome mesmo?
Chupeta (Veja confusão de bicos artificiais)
Relatos de chupeta causando confusão de bicos e desmame
Chupeta x Dedo x Peito
Como eliminar a chupeta
Cocô (veja fezes)
Cor, frequência, aspecto geral
Colostro
Colostro - o primeiro alimento do bebê e a capacidade gástrica nos primeiros dias de vida
Compressão da mama
Técnica de compressão da mama
Conselhos não solicitados
Como lidar com conselhos não solicitados (palpiteiros de plantão)
Copinho
Vídeo aula: copinho
Vídeo com técnica do copinho: Sociedade brasileira de pediatria
Criação com apego
O Conceito do continuum - a importância da fase do colo 
A NATUREZA DA DEPENDÊNCIA
Importância da amamentação e o apego - Conjunto de links
Disponibilidade para amamentar, por Laura Gutman
D
Dedos
Seu bebê agora vive com dedo na boca? Veja o que fazer
Se o bebê está chupando o dedo, o que ele pode estar querendo dizer?
Dentes
Dentinho nascendo? Calor? Picolé de leite materno!
Olha esse vento nas costas, menino! - texto do Dr. Dráuzio Varela sobre como o frio ou alimentos gelados não causam resfriados nem gripes
Dentes nascendo, chupando dedos, uso de chupetas e/ou mamadeiras - Conjunto de links
Depressão pós-parto
Laura Gutman. Cap. 3: Lactação. EM: Maternidade e o encontro com a própria sombra.
Dicas de como lidar com o Baby Blues
Desmame
Diga não ao desmame abrupto! (com dicas para desmame gradual)
Sobre a técnica "mamá dodói"
O peito machucado, sob o ponto de vista do bebê
Não tenha medo, o desmame faz parte!
Até quando você vai amamentar?
Como lidar com conselhos não solicitados
Desmame: orientações e relatos amamentação - Conjunto de links
Andreia Mortensen e Lucas - relato de amamentação prolongada e desmame natural
Anna - relato de desmame gradual aos 3 anos
Bel e Diana - relato de desmame natural - 3 anos e 5 meses
Fernanda e Isabela - relato de desmame natural
Gabriela e Mônica - relato de amamentação e desmame gradual (2 anos e 3 meses)
Relato de amamentação continuada com desmame aos 46 meses
Relato de Amamentação da Mariana, mãe da Isabel
Relato de amamentação e desmame natural de Luisa filha de Michely Miguelote (APLV)
Relato de amamentação prolongada e Desmame Natural – Fabiana
Diplomas amamentação
Álbum celebrando a amamentação
Doação de Leite materno
Doação de Leite Humano
Normas Técnicas da Fiocruz para doação de leite materno
Doação de Sangue
Posso doar sangue amamentando?
Dor (veja também problemas)
Dor mamilar, mamilo ferido/rachado
Dor no seio, empedramentos, vermelhidão, bolinhas brancas no bico
Dor insuportável, ardor, antes durante e/ou depois da mamada
E
Exercício
O exercício pode interferir na amamentação?
Expectativas
Expectativas sobre bebês: parte 1 (desenvolvimento físico e sono)
Expectativas sobre bebês: parte 2 (alimentação e independência)
A necessidade do apego
Bebês high need (crianças com altas necessidades)
Educando os "especialistas"  - lição 1:  Choro
Educando os "especialistas" - lição 2: Necessidades do bebê
Educando os "especialistas" - lição 3: o Toque
Educando os "especialistas" - lição 4: Auto-conforto
Educando os "especialistas" - lição 5: horários
Sobre suas expectativas
Exterogestação
Teoria da exterogestação, pelo Dr. Harvey Karp
Álbum exterogestação
F
Fezes
Pseudoconstipação do Lactente
Freio de Língua curto
Anquiloglossia - "freio de língua" curto
https://www.facebook.com/notes/grupo-virtual-de-amamenta%C3%A7%C3%A3o-gva/326979814084968/

Fusão Emocional
A Fusão Emocional - Laura Gutman
G
Gases
Alternativas para tratar os Gases do bebê
Gêmeos
Julia Aidar - relato de amamentação exclusiva por 6 meses das gêmeas Beatriz e Isabel
Gestantes
Álbum seriado sobre aleitamento materno - Ministério da Saúde
Cesariana eletiva e aleitamento materno: revisão sistemática com metanálise
Como se preparar para amamentar com sucesso
Indicações reais e fictícias de cesariana
Promoção da amamentação e alimentação complementar
Porque alguns sites e blogs não vão te contar que mamadeiras e chupetas causam desmame e muitos outros prejuízos
Como se preparar para amamentar com sucesso  - Conjunto de links
Golfar e/ou vomitar (veja refluxo)
Meu bebê começou golfar e antes não acontecia
H
Hiperlactação
Hiperlactação ou Fluxo forte do leite materno
Quando muito leite é um problema
Hipogalactia (veja também Leite Materno pouco)
Hipogalactia ou agalactia verdadeira (ter pouco ou nenhum leite)
I
Introdução alimentar
Quando, como, onde?
Guia fácil para a introdução de alimentos
Seis razões para esperar 6 meses para introduzir sólidos
Por que não oferecer sucos antes de 1 ano de idade?
Introdução alimentar - Conjunto de links
Álbum Introdução alimentar
Álbum Porque esperar os 6 meses pra introduzir sólidos.
Dez passos para a alimentação complementar e da família
Preparações regionais, receitas por região
Alimentação da criança amamentada maior de 1 ano
L
Lactogestação
Amamentação e gravidez
Amamentação durante a gravidez
Perturbação na amamentação
Amamentação durante a gravidez (lactogestantes) - Conjunto de links
Álbum colostro amamentação em tandem vs não tandem
Leite artificial
Como retomar a amamentação exclusiva
A verdade sobre a indústria de leites artificiais
Alternativas à mamadeira
Vídeo sobre o uso da colher-dosadora
Depoimento de sucesso na relactação 1
Depoimento de sucesso na relactação 2: Relato Relactação Patrícia, mãe do Miguel
Depoimento de sucesso na relactação 3: Marjori Crispim
Diferenças no sono do bebê que mama ou toma Leite artificial
Reflexões de uma ex-dependente do leite artificial: revelações que os pediatras não fazem
Tem mesmo pouco leite, baixo peso? NAN é a solução?
Deixar o leite artificial - Conjunto de links
Leite materno, armazenamento
Como retirar e estocar o leite materno
Leite congelado que fica rançoso
Tempo de armazenamento e congelamento do leite materno
Álbum Por quanto tempo guardar o LM ordenhado
Leite materno, pouco
Beber muita água para ter mais leite?

Como o leite materno vira água e a vaca passa a fazer melhor
Hipogalactia ou agalactia verdadeira (ter pouco ou nenhum leite)
Passei por uma situação de estresse e meu leite acabou!
Tem mesmo pouco leite, baixo peso? NAN é a solução?
Leite fraco? Pouco leite? - Conjunto de links
Sensação de pouco leite
Leite materno, gosto
Existe leite doce e salgado?
Leite materno, produção e composição
Produção do leite materno
Alimentos, chás ou homeopatias podem aumentar o leite?
Quem produz o leite materno - a mãe ou o bebê?
O que passa e o que não passa pelo leite materno
Álbum Produção do leite materno
Álbum Composição do LM
Livre demanda
Álbum Livre Demanda
M
Maiores de 1 ano
Amamentação Continuada: Os benefícios da amamentação para lactentes e crianças pequenas nutricional, imunológica e psicologicamente.
Para maiores de 1 ano: ajude seu filho a ajustar o ritmo biológico
Para maiores de 1 ano: técnica da Remoção Gentil - RG
Mamadeira
Uso de mamadeira é prejudicial em qualquer idade?
Vídeo - Mamadeira: um produto perigoso
Mamas acessórias
Mamas acessórias e amamentação
Mamilos planos ou invertidos
Álbum Mamilos Planos ou Invertidos
Mamoplastia (Cirurgia mamária)
Manual MS
Caderneta de atenção básica N° 23: Saúde da criança, nutrição e aleitamento materno
Como ajudar as mães a amamentar - Ministério da Saúde
Manual alimentação do lactente - Sociedade Brasileira de Pediatria
Promoção da amamentação e alimentação complementar
Materiais do Ministério da saúde - Conjunto de links
Medicamentos
Remédios compatíveis com a amamentação
Medicamentos e amamentação (FIOCRUZ)
Posso tomar (qualquer medicamento)?
Menstruação (veja anticoncepcionais) - Como fica, quando volta?
Mitos da Amamentação
Mitos de amamentação X realidade
As mulheres podem amamentar - como as mudanças culturais as fizeram duvidar disso
Mordidas (veja dentes, bicos artificiais)
O bebê morde o bico? veja o que fazer
O
Ordenha
Vídeo-aula sobre ordenha manual
Ordenha não mede produção de leite
Se eu começar a ordenhar minha produção de leite vai aumentar? Se eu ordenhar para doação vai faltar leite para o meu bebê? Se eu parar de fazer ordenhas meu leite vai secar?
Organização GVA
Álbuns
Mapa do grupo versão Docx
Álbum para anúncios
Álbum Princípios do GVA
Álbum Entrevista com as moderadoras
Vídeos SMAM 2013
SMAM 2013
Otites x amamentação
Pode amamentar deitada?
https://www.facebook.com/notes/grupo-virtual-de-amamenta%C3%A7%C3%A3o-gva/276259032490380/

P
Papel do pai
Cap 6: Apoiar e separar: Duas funções do pai. Em Laura Gutman. A maternidade e o encontro com a própria sombra.
Pediatra
O pediatra não manda em mim!
Qual o papel do pediatra na amamentação
Relacionamento com o pediatra  e o peso do bebê - Conjunto de links
Peito murcho (veja produção de leite materno)
Peito murcho
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=495188580660017&set=oa.385169041599378&type=3&theater

Você está amamentando e seu peito está sempre murcho? Que maravilha!!!
Pega correta (Veja problemas amamentação)
A importância da correção da pega
Álbum Pega Correta - fotos e vídeos
Anatomia interna da Pega Correta
Peso do bebê
Bebês agradavelmente gordinhos
Álbum passo a passo para curva de crescimento
Picos de crescimento
Picos de crescimento e saltos de desenvolvimento
Fases de crescimento que modificam o sono do bebê e da criança
Álbum Picos de crescimento e saltos de desenvolvimento
Posições amamentação
Álbum posições para amamentar
Perguntas frequentes
Amamentação unilateral
Dor e fissura mamilar
Ingurgitamento e bloqueio de ducto
Infecção mamária
Cólica



Pseudoconstipação e fezes em geral


Golfadas


Introdução Alimentar


Uso de medicamentos durante a amamentação


Tratamentos estéticos

Sling


Tratamentos para emagrecer

Preparação para amamentar (grávidas)
Lactogestação (amamentar grávida)
Mordidas no peito
Cirurgia mamária
Menstruação
Anticoncepcional e amamentação
Como adicionar pessoas ao grupo
Bebê que chupa dedo
Cárie e amamentação
Vacinas e problema na amamentação
Bebê maior de 1 ano que acorda de noite
Queda de cabelo
Amamentar emagrece?
Perda de peso da mãe
Meu RN está mamando bem?
Meu bebê maior de 3 meses está mamando menos
IA começou e bebê não come, só mama
Precisa arrotar?
Relactação
Posso doar sangue amamentando?
Estou doente, posso amamentar?
Perda de peso inicial X Indicação de Complemento
Meu bebê quer peito/colo o tempo todo
Meu bebê chora de fome. Será que é fome mesmo?
Meu bebê mama para dormir. Tenho dúvida se isso é correto.
Volta ao Trabalho e Ausência Ocasional da Mãe
Se eu começar a ordenhar minha produção de leite vai aumentar? Se eu ordenhar para doação vai faltar leite para o meu bebê? Se eu parar de fazer ordenhas meu leite vai secar?
Prematuros
Método mãe-canguru: manual do Ministério da Saúde
Depoimento de Sucesso
Relato Nefa Sorcière: duas historias diferentes de bebês extremo-prematuros e de extremo baixo peso que foram amamentados
Manual para aleitamento de prematuros
Relactação passo a passo
Bebês prematuros e/ou PIG - Conjunto de links
Problemas amamentação (Ver também Bicos artificias)
Importância da rede de apoio para o sucesso na amamentação.
10 maiores erros que mães que querem amamentar comentem
10 Motivos que comprovam a importância da pega correta do bebê ao mamar
Bloqueio de ductos lactíferos
Dermatite e Amamentação - um relato pessoal
Problemas comuns na amamentação e seu manejo
Problemas comuns na amamentação e seu manejo - Conjunto de links
Álbum problemas na amamentação
R
Recém nascidos
Hipoglicemia em bebês RN
Icterícia e leite materno


Posição segura do bebê dormir é de barriga pra cima!
Preciso colocar meu bebê para arrotar?
Meu bebê quer peito/colo o tempo todo - será que isso é normal?
Refluxo
Guia de medidas posturais para bebês com refluxo
Sobre o refluxo. Fisiológico ou patológico?
Refluxo, vomitadas, golfadas, APLV? - Conjunto de links
Rejeição da mama
Como lidar com uma greve de amamentação
O bebê prefere um lado só? Não se preocupe é normal!
Relactação
Relactação passo a passo
Álbum Relactação
Alerta: a banalização do uso das sondas de relactação e seus riscos
Vídeo sobre o Uso de Sonda - Relactação e Translactação
Voltar a amamentar um bebê desmamado precocemente
Relatos amamentação (Ver desmame)
Relatos de amamentação em andamento - Conjunto de links
S
Sapinho (Ver também problemas amamentação , Dor)
Você tem ou teve "sapinho"? Novos dados

Tudo sobre sling
Álbum carregadores de bebês
Sono (Veja também picos de crescimento, cansaço acumulado)
8 fatos sobre o sono dos bebês que todo pai e toda mãe deveriam saber
A TV e o sono das crianças
Por quê bebês novinhos “confundem o dia com a noite”
Quando deixam de acordar à noite - resultado de pesquisa
Refletindo sobre suas expectativas de sono
Tabela de sono dos bebês
Meu bebê mama para dormir. Tenho dúvida se isso é correto.
Sono do bebê - Conjunto de links
T
Tabagismo
Tabagismo e Lactação
Tatuagens
Tópico chave: Amamentação e tatuagens, dicas de especialista
Tratamentos estéticos (veja medicamentos)
Escova, carboxiterapia, clareamentos, etc.
V
Vacina
Seu bebê tomou vacina? veja o que fazer
Viagens
Dicas Para viagens de avião de mães com bebês de colo
Vitaminas e minerais
Sobre Vitamina D: Deficiência de Luz Solar e Aleitamento Materno
Tabela alimentos com ferro
Tabela alimentos com vitamina A
Vitamina A
Suprimento de vitaminas - Conjunto de links
Volta ao trabalho
FAQ "Volta ao Trabalho e Ausência Ocasional da Mãe
Retorno ao trabalho: e o sono do bebê, como fica?
Depoimentos - retorno ao trabalho e ordenha
Relato de mãe: Retorno ao trabalho - 4 meses e meio
Retomar as atividades sem desmamar ou atrapalhar o aleitamento materno é absolutamente possível! Relato da mamãe Raiane e do bebê Raphael.
Adaptação a um novo cuidador em 4 passos
Volta ao trabalho e ausência da mãe - Conjunto de links
Cartilha para a mãe que trabalha e amamenta
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