quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Porque meu bebê está acordando tanto?


"Minha filha adormeceu até rápido, mas logo acordou. Amamentei, ela dormiu de novo. Em poucos minutos acordou. Só aí eu percebi que ela estava toda suada e o calor estava atrapalhando o sono dela".

"Meu bebê passou a noite acordando de meia em meia hora. Quando amanheceu entendi o motivo: dois novos dentinhos".

"Meu filho ainda acorda de madrugada, mas geralmente só uma vez. Nesta noite ele acordou demais. Fiquei nervosa, não consegui acalmá-lo sozinha. Quando meu marido o pegou no colo percebeu que ele estava cheio de picadas de pernilongos".

"Meu bebê ainda acorda duas vezes à noite, mama e volta a dormir. Eu sei que isso é normal, pois o ciclo de sono dos bebês é diferente dos adultos, e sei que não é fome - ele pede peito simplesmente porque precisa de ajuda (no caso, precisa sugar) para voltar a dormir. Por enquanto isso não me incomoda (nem acordo totalmente, só viro para o lado para ele mamar) mas se um dia incomodar farei a Remoção Gentil."

"Viajamos para outra cidade. Minha filha adormeceu e em menos de meia hora estava chorando. Eu quase chorei junto quando toquei sua pele e vi que ela estava passando frio".

"Ele tinha tomado vacina 3 dias atrás, estava tudo bem e fomos viajar. No avião chorou o tempo todo. Um senhor ao meu lado dizia que era fome, mas meu bebê não saía do peito - eu sabia que não era fome. Só acalmou depois que dei o analgésico - era reação da vacina".

"Minha filha ganhou um macacão lindo e eu a vesti com ele para ela dormir. Ela estava resmungando mas dormiu no peito. Acordou duas vezes, amamentei, dormiu de novo. Na terceira vez decidi que eu precisava descobrir o que a incomodava. Abri o macacão para ver se a fralda estava suja e percebi que o tecido do macacão a havia deixado com a pele toda avermelhada".

"Naquela noite ele não largou o peito. Adormeceu, mas não me deixava tirar o peito da boca. Eu dormi junto, com meu bebê plugado. No dia seguinte ele começou a engatinhar - aquele grude todo era um salto de desenvolvimento".

"Minha filha nunca dormiu bem. Pensei que fosse fome e dei fórmula à noite. Ela dormiu por mais tempo, mas acordou cheia de manchas vermelhas na pele. Tratei com pomada, mas isso se repetiu vários dias, até eu descobrir que o desconforto dela não era fome - era alergia alimentar."

"Tivemos uma noite tensa - bebê chorando muito, não dormia, quando conseguia adormecer logo acordava. A avó dizia que era fome. O tio dizia que era manha. Eu sabia que não era nada disso, e já estávamos quase indo para o hospital quando ele vomitou um giz de cera que tinha engolido - depois disso voltou a ser o meu bebê feliz".

"Era o dia do batizado da minha filha. De manhã estávamos na igreja e ela tirou sonecas no meu colo. À tarde fomos comemorar em um churrasco da família, minha filha passou de colo em colo e eu pensava 'se tiver sono dorme', daí não cuidei das sonecas dela, ela se distraiu muito e não tirou nenhuma boa soneca à tarde. O resultado foi efeito vulcão à noite - ela chorava, chorava, às vezes chegava a adormecer mas acordava logo em seguida, só conseguiu dormir de verdade às 3h da manhã".

"Meu filho era muito ligado ao avô. No dia do velório do avô decidi não levá-lo para ele não sentir a tensão. Não adiantou nada - ele passou uma semana dormindo mal. Crianças sentem tudo mesmo."

"Estávamos na fase de introdução alimentar, e eu tive a péssima ideia de dar batata doce para a minha filha no jantar (era a primeira vez que ela comia batata doce). Ela passou a noite cheia de gases, se espremendo, chorando, acordando toda hora".

"Dois meses sem chuva, a seca estava maltratando. Meu filho só conseguiu dormir para valer depois que eu levei para o quarto uma toalha encharcada".

"Tivemos uma noite tensa. Minha bebê chorava, chorava, e não conseguia dormir. Percebi que uma das orelhas estava sem brinco. Gelei de medo dela ter engolido, mas logo encontrei o brinco preso na roupa dela - estava machucando seu bracinho".

"A empregada trocou a roupa de cama da casa toda, inclusive do berço do meu bebê. Na hora de dormir ele não ficava mais de 10 minutos no berço. Pensei que fosse fome, dei leite artificial e ele dormiu. Quando amanheceu percebi que a empregada havia colocado o lençol por cima de um brinquedo, que estava, claro, incomodando meu bebê e atrapalhando o sono dele. Entendi então que, após tomar o leite artificial, ele dormiu por causa da digestão pesada, e não porque tinha fome. O motivo do choro estava lá ainda, não havia sido resolvido, e seu corpinho foi sobrecarregado por uma digestão difícil".

Você ainda continua achando que só fome faz o seu bebê acordar?

domingo, 18 de outubro de 2015

Meu bebê quer peito/colo o tempo todo - será que isso é normal?






Tire da cabeça aquela ideia de bebê que só mama a cada 3 horas e nos intervalos está dormindo ou brincando sozinho - não é isso que se deve esperar de um bebê (é até comum um RN só mamar e dormir nos primeiros dias, mas logo isso muda, quando ele percebe que saiu da barriga).
Tudo que um RN quer é estar grudado na mãe. Antes ele estava na barriga, ouvindo o coração da mãe e recebendo alimentação contínua - é claro que este bebê vai procurar as mesmas coisas quando nasce (1). Desde que nasce o bebê já sabe que peito não é só alimento - é carinho, aconchego, segurança - é seu porto seguro.
As melhores dicas que se pode dar a uma grávida são: faça cama compartilhada (2, 3); compre um sling e tente aprender a usá-lo antes do bebê nascer (4). Use o sling em casa, passe o primeiro mês (pelo menos) com o bebê no sling o máximo de tempo possível - deixe-o mamar e dormir no sling. À noite deite com o bebê para amamentá-lo e durma junto (5) - a ocitocina relaxa e adormece também a mãe, não brigue com a natureza tentando ficar acordada, e liberte-se da ideia de bebê arrotar (6). Se puder amamente deitada e durma junto com o bebê também nas sonecas - tudo que uma puérpera precisa é de descanso.  Se você não tem ajuda suficiente para isso use e abuse ainda mais do sling - com ele você tem as mãos livres para outras atividades.
O bebê e a mãe se estressam se a família tenta ir contra a natureza: deixar o bebê muito tempo fora do colo, amamentar seguindo horários (7), oferecer bico artificial no lugar do peito (8), passar a noite longe do bebê (9). E porquê os bebês que tomam LA aceitam mais facilmente ficar longe da mãe? Porque eles estão com o estômago pesado: o LA cai no estômago como se fosse uma feijoada, faz o corpo do bebê concentrar todos os esforços nessa digestão difícil.
Você sabia que o corpo da mãe ajuda a regular a temperatura e a respiração do bebê (10)? Isso também explica porque o bebê quer a mãe o tempo todo - até mesmo adormecido ele sente se a mãe se afasta, daí é fácil entender porque a grande maioria dos bebês que ficam grudadinhos na mãe não têm "cólicas" (11): eles não sofrem o estresse de tentar regular a própria temperatura e respiração sozinhos.
Até quando precisa desse grude todo? Quem vai dar sinais é o bebê. Assim como qualquer marco do desenvolvimento, a fase de extero-gestação (12) também varia - alguns bebês evoluem mais rápido que outros.
Como a família pode ajudar: papai, vovós, titias, entendam que o bebê pode demorar um pouquinho a perceber que existe alguém no mundo além da mamãe, não fiquem enciumados, logo ele será louco por vocês também - se o bebê já aceita outros colos, dê colo ao bebê (não o deixe sozinho em berço/cama/carrinho - ele precisa de contato) para que a mãe possa se cuidar. Dica para todos que puderem ajudar: cuidem da casa: ofereçam água e comida à puérpera e não duvidem da capacidade dela de amamentar seu bebê - este é o melhor presente para esta fase.

1 - O Conceito do Continuum - a importância da fase do colo: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/o-conceito-do-continuum-importancia-da.html
2 - Eu deveria deixar meu bebê dormir comigo? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/eu-deveria-deixar-meu-bebe-dormir-comigo.html
3 - Normas gerais de segurança da cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/normas-gerais-de-seguranca-da-cama.html
4 - Carregadores de bebês -http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/11/carregadores-de-bebes.html
5 - Pode amamentar deitada? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pode-amamentar-deitada.html
6 - Preciso colocar meu bebê para arrotar? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/10/preciso-colocar-meu-bebe-para-arrotar.html
7 - Porque a amamentação noturna é tão importante - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/porque-amamentacao-noturna-e-tao.html
8 - O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/01/o-jogo-hormonal-entre-mae-e-filho-na.html
9 - Teoria da exterogestação, pelo Dr. Harvey Karp
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/teoria-da-extero-gestacao.html

Preciso colocar meu bebê para arrotar?

Por Juliana Coutinho-Gieppner



A necessidade de colocar o bebê para arrotar depois de ser alimentado (ou “ajudar o ar a sair”), originou-se com a disseminação do uso da mamadeira na alimentação de bebê. O fluxo rápido de leite, proporcionado pelo bico da mamadeira, força o bebê tomar golfadas de ar nos intervalos extremamente curtos entre os momentos que o bebê engole o leite. Bebês amamentados tem menos problemas com ar na barriguinha: eles conseguem controlar o fluxo de leite no peito e assim eles sugam num ritmo mais lento que os permite coordenar melhor, respirar e engolir o leite. Ainda assim, arrotar pode ser necessário às vezes, mesmo em bebês amamentados, especialmente se o bebê mama muito rápido, se a pega estiver incorreta (por uso de bicos artificiais ou porque o bebê ainda é novinho e está aprendendo a mamar) ou se a mãe tem reflexo de ejeção de leite muito forte. Além dos tapinhas das nas costas, o arroto requer duas ações: segurar o bebê numa posição vertical e aplicar leve pressão na barriga do bebê.
Observe se o bebê dá sinais de que precise arrotar, e isso pode acontecer durante ou após mamar: a criança pode se recusar a ir para o outro seio, pode se contorcer e fazer careta quando você a coloca deitada, ou pode haver uma expressão dolorosa no rosto. Se a criança estiver contente e relaxada, colocá-la para arrotar é desnecessário, lembre-se: na maioria das vezes a criança não precisa arrotar. Não se sinta mal caso não consiga fazer o bebê arrotar após cada mamada. Bebês geralmente não precisam arrotar, especialmente quando amamentados em livre demanda, isto é, quando podem fazer pequenas mamadas várias vezes ao dia. Após uma mamada mais demorada, pode ser que seja necessário colocar o bebê para arrotar - esteja atenta ao sinais que o bebê der. A medida em que os bebês crescem e se tornam mais eficientes em mamar, arrotar se tornará cada vez menos frequente, cada vez menos um problema.
Colocar o bebê para arrotar geralmente é desnecessário, durante as mamadas noturnas, uma vez que nas mamadas noturnas os bebês estão mais relaxados e por isso há ainda menos chances de engolir ar. Se alguma bolha de ar estiver causando desconforto, é possível ter que levantar e colocar o bebê para arrotar, bastando apenas erguer o tronco do bebê ligeiramente, de modo que o ar consiga sair.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Dermatite e Amamentação - um relato pessoal

Por Fernanda Rezende Silva
 
Minha saga começou quando minha filha estava com 11 meses. Os primeiros dentes superiores estavam nascendo e meu seio direito machucou. Imaginei que o motivo fosse os dentes apontando e uma eventual pega errada, mas se fosse só isso teria resolvido facilmente.
O seio esquerdo também feriu, eu já tinha acabado com a pomada de lanolina que tinha em casa e o problema continuava. Usei cascas de frutas e o problema piorou (hoje entendo porque o GVA e o Ministério da Saúde são contra o uso de cascas e afins).
Depois de um mês tentando soluções caseiras (um grande erro), conversei com uma consultora de amamentação que me disse que talvez meu problema fosse fungos. Consultei então um mastologista e ele me receitou tratamento para fungos (1). Fiz 2 meses de tratamento sem resultado.
Resolvi então me consultar com minha antiga GO (da minha cidade natal) e ela me disse que meu problema não era fungos - eu tinha uma dermatite e precisava me consultar com um dermatologista. O dermato indicado por ela pediu biópsia (eu tinha a mesma dermatite no braço), confirmou o diagnóstico e receitou pomada de corticoide - só aí comecei a ver melhoras.
A pomada resolvia, mas logo a dermatite (2) aparecia de novo. Consultei outros dois dermatologistas, que mantiveram o tratamento. Fiz um teste de alergia, por suspeita de dermatite de contato, que não matou a charada da dermatite misteriosa. Mais alguns meses se passaram e eu continuava com o problema. 

Desenvolvi alergia a lanolina, talvez por ter usado demais (bastava passar um pouquinho que o peito feria na hora). Sabe quando as moderadoras do GVA falam que o melhor para passar no peito é o próprio leite? Então, isso se explica facilmente se você pensar que até lanolina pode causar alergia (na mãe e/ou no bebê) e com leite materno esse risco não existe.
Nesse ponto da história o GVA entrou na minha vida. Descobri o que é APLV - alergia às proteínas do leite de vaca - e descobri que dermatites frequentes podem ser sintoma de APLV
(3). Lembrei que sofro com dermatites desde a infância - elas aparecem em várias partes do corpo - e era comum minha mãe me tratar com pomadas fortes (dessas que hoje só são vendidas com receita médica) - relembrar estes fatos aumentou minha suspeita de alergia a leite.
Eu já tinha parado de tomar leite há anos por causa de enxaqueca, mas ainda consumia os derivados, então passei a ficar mais atenta. Percebi que por duas vezes tive reação após tomar iogurte - a dermatite dos seios ficou forte, a ponto de sangrar.
Marquei consulta com uma pediatra que realmente entende de amamentação e APLV (engraçado eu me consultar com uma pediatra, mas não conheço médico de adultos que entenda de APLV). Ela confirmou minha suspeita, e me disse que tem sido muito comum adultos que foram amamentados pouco tempo desenvolverem alergia a leite (exatamente o meu caso).  

Comecei a dieta restritiva - cortei os derivados de leite e tudo que tem leite. Passei a ler rótulos, perguntar ingredientes em restaurantes, aprendi receitas sem leite. Depois de usar pomadas de corticoide por quase um ano enfim pude amamentar em paz, sem pomadas e sem dor, graças à dieta.
Tentei escrever de forma bem resumida, mas não posso deixar de citar como estava a minha cabeça. Vários profissionais me sugeriram desmamar, e isso doeu muito. Depois de alguns meses de luta eu até evitava tocar no assunto, pois as pessoas me criticavam, então eu preferia dizer que estava tudo bem, mesmo se estivesse com dor. Aprendi algumas coisas nesta jornada que podem ser úteis a outras mães, então vou resumir aqui:
 

-- Alergias podem ser desenvolvidas (antes eu pensava que alergia fosse uma doença que acompanha a pessoa a vida toda). Um exemplo: já vi amigas que sempre usavam esmalte normalmente desenvolverem alergia a esmalte.
-- Se você já tem um histórico de problemas de pele saiba que: eles podem aparecer também nos seios e isso pode acontecer justamente no período de amamentação, mas dermatite tem tratamento e não é motivo para desmame.
-- É possível viver sem leite de vaca e ele é um alimento que, na minha opinião, faz mais mal do que bem.
-- Nem tudo que coça/arde/descama nos seios é candidíase. Os seios estão sujeitos a todo tipo de problema de pele, assim como o restante do corpo,, e quando o caso é realmente uma infecção há mais chances de ser causada por bactérias do que por fungos, por isso é importante o médico pedir exame antes de receitar medicação (4).

-- Profissionais despreparados acham mais fácil indicar desmame do que procurar a causa do problema da mãe, então se você quer continuar amamentando precisa escolher bem onde procurar ajuda.
-- Leite de vaca é um dos alimentos que pode causar alergia, mas não é o único, então no caso de suspeita de alergia o ideal é testar cada alimento suspeito separadamente.
-- Intolerância a lactose não tem NADA a ver com APLV (5).

-- Alergia alimentar não é frescura e "só um pouquinho" pode fazer muito mal. Um exemplo: eu tive reação ao comer um chocolate que tinha apenas traços de leite.

A amamentação aqui segue firme e forte e já dura 39 meses :) Valeu a pena cada dia de luta - meu leite não virou água, continua rico em nutrientes e anticorpos, e ver minha filha super saudável graças ao meu leite é algo que faz tudo valer a pena.


Links:
1 - Esclarecendo a candidíase mamária: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/04/esclarecendo-candidiase-mamaria.html
2 - Os sintomas mais comuns de qualquer dermatite são vermelhidão, coceira, descamação - se você desconfia que possa ter dermatite consulte um médico.
3 - Desconfie de APLV se: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/aplv-desconfie-de-aplv-se.html
4 - Você tem ou teve "sapinho"? Novos dados: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/voce-tem-ou-teve-sapinho-novos-dados.html
5 - Intolerância x galactossemia x alergia LV: http://meufilhoealergicoaleite.blogspot.com.br/2008/09/intolerancia-x-galactossemia-x-alergia.html

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Alimentação da mãe e composição do leite materno

GVA não despreza a importância de bons hábitos alimentares para todos, mas é preciso esclarecer a real influência da alimentação da mãe na qualidade do leite.

Acompanhe em Inglês a discussão sobre a campanha dos bebês mamando peitos com hambúrguer e refrigerante:
http://www.babymilkaction.org/archives/6899


Vamos nos perguntar a quem interessa culpabilizar a mãe que não tem uma alimentação super balanceada? Qual mãe que amamenta em livre demanda, cuida da casa, dos outros filhos, trabalha fora, entre outras atividades, consegue todos os dias ter uma alimentação "exemplar"?

Existe comprovação científica de que a alimentação da mãe pouco altera a qualidade do leite materno, sendo ainda o melhor alimento para o bebê, independente da alimentação da mãe, do que qualquer fórmula dita completa, superior e/ou semelhante ao leite materno.










 Composição do leite materno (colostro e leite maduro) independente da alimentação da mãe:


Alimentación de la madre y composición de la leche materna

El Grupo Virtual de Amamentação (GVA) no ignora la importancia de los buenos hábitos alimenticios para todos, pero es necesario aclarar la efectiva influencia de la alimentación de la madre en su leche.

¿A quién le interesaría que la madre lactante se sintiera culpable por no tener una alimentación perfectamente balanceada e, incluso, pensara en destetarle a su hijo por esto? ¿Qué madre que da la teta en libre demanda, cuida de la casa, de otros hijos, trabaja fuera de casa, entre otras actividades, consigue todos los días tener una alimentación "ejemplar"?
No hay evidencias científicas de que una mala alimentación de la madre perjudica la composición de su leche, que siempre es la mejor comida para el nene, mucho mejor que cualquier leche de fórmula que se dice completa, superior o semejante a la leche materna.
 











Composición del calostro y de la leche madura:



Breastmilk quality and mother's nutrition

Our breastfeeding support group (GVA) endorses healthy eating habits, however, we make great efforts to elucidate the scientific facts behind a mother’s diet and breast milk.
You can follow the discussion about the controverse 'junk-food' breast campaing here:
http://www.babymilkaction.org/archives/6899


Ask yourself: who is interested in guilting the moms for not maintaining a perfect healthy diet? What nursing or pregnant woman gets to have a balanced nutrition while multitasking: breastfeeding in demand, doing house chores, taking care of several children and working outside of the house?
There is no scientific evidence supporting the notion that the quality of breast milk is damaged by ‘flawless’ nutrition. In fact, a poor diet is more likely to affect the mother than her breastfed baby. Therefore, the idea that the baby might be harmed by mom’s diet and consequently formula milk might be necessary is simply not true.
 










Breastmilk:


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