segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Introdução de Alimentos e leita artificial na volta ao trabalho - é necessário?




Devo acostumá-lo com outros alimentos porque vou começar a trabalhar?Os alimentos que começam ser introduzidos com 6 meses são COMPLEMENTARES eles não vão substituir o LM, ele continua sendo o principal alimento do bebê até 1 ano, então adiantar a introdução alimentar não vai fazer diferença para você, e o fato dele comer não irá diminuir a quantidade de LM que ele precisa, mas sim fará muita diferença para o bebê - ele pode não aceitar ou aceitar pouco. Geralmente com a introdução alimentar o ganho de peso dá uma freada abrupta, até o corpo do bebê se adaptar. Uma introdução de alimentos precoce ou acelerada (que começa substituir LM) pode levar a um desmame precoce e comprometer o estado nutricional do bebê também.
Devo introduzir LA para ir se acostumando?
Não, se você se organizar poderá ordenhar o seu LM para ele tomar na sua ausência. Veja os tópicos sobre ordenha e armazenamento de LM.
 
Porque mantê-lo só no LM?Porque o LM é o melhor alimento para seu bebê, é o único alimento completo nutricionalmente, além de oferecer um enorme número de agentes imunológicos que nenhuma fórmula é capaz de oferecer. 

Amamentação após a volta ao trabalho - continua a livre demanda?



Devo restringir as Mamadas?
Não, pelo menos até um ano a amamentação deve continuar em livre demanda para garantir a boa nutrição de seu bebê. Lembre que amamentar não é apenas alimentar seu bebê, amamentar é uma forma de se relacionar com seu filho, após um ano, essa dimensão emocional da amamentação começa pesar mais. Não esqueça dos picos de crescimento, fases de ansiedade de separação, e saltos de desenvolvimento - f
ases nas que a demanda pode ser aumentada de forma temporária.
Quando posso parar de deixar LM? 
Vai depender do tempo e horário que o bebê fica longe de você. Uma vez bem engatada a introdução alimentar (8-10 m) você pode fazer uma retirada gradual do LM nos horários que ele não for mais indispensável, como na hora do lanche ou almoço, mas mantendo-o nos horários de sonecas que em geral são os mais importantes, já que o bebê com o LM fica bem satisfeito podendo assim descansar melhor e por mais tempo. Mas cuidado, se você percebe mudanças no ritmo que o bebê mama em casa, se ele começar a mamar mais, em horários pouco habituais , e por mais tem
po é um sinal que o LM retirado de dia está fazendo falta - neste caso volte atrás e passe a deixar novamente.

Você saberá que é hora de deixar de deixar LM quando seu filho for maior de uma ano e já se alimentar bem de todos os grupos alimentares - quando ele começar a não receber ou trocar o seu LM por outra coisa nos horários habituais, quando ele começar dormir as sonecas do dia sem precisar ser amamentado em casa, e sem precisar tomar LM na sua ausência, mas principalmente quando a retirada do LM na rotina diária durante sua jornada laboral não causar alterações na sua rotina nos momentos que você e seu bebê estão juntos.
Meu bebê acorda muito a noite e preciso descansar para poder trabalhar, o que fazer?
Esse pode ser um sinal de amamentação em ciclo reverso, acontece principalmente em bebês menores de um ano que ainda tem como principal fonte de nutrientes o LM. Mas também pode acontecer em bebês maiores que deixam por algum motivo de se alimentar normalmente. Se seu bebê for menor de um ano seria ideal começar a deixar mais LM para ser oferecido durante o dia.

Se seu bebê for maior de um ano recomendamos a leitura de:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=298306960348181&set=oa.385169041599378&type=3&theater
 

domingo, 8 de novembro de 2015

É realmente possível amamentar e trabalhar?



É possível sim. Voltar ao trabalho é uma escolha difícil, com muitas variáveis a avaliar, qualidade de vida, renda, educação dos filhos, futuro familiar, realização profissional, crescimento pessoal, etc..
Algumas mulheres decidem ficar em casa mesmo que isso signifique um nível de vida mais modesto; outras preferem trabalhar para oferecer às suas famílias um melhor nível de vida, algumas mulheres nessa fase se descobrem empreendedoras e largam seus trabalhos como empregadas para começar a trabalhar em casa virando seus próprios chefes; outras mudam radicalmente sua carreiras profissionais para conseguir conciliar horários mais flexíveis com a maternidade, muitas continuam em seus antigos empregos tratando de seguir o mesmo rumo profissional que um dia se propuseram seguir, ajustando suas rotinas para conciliar a nova vida familiar com o trabalho; outras encontram inspiração na nova maternidade e decidem melhorar as suas carreiras voltando a estudar ou se esforçando mais para conseguir aquela promoção que antes parecia longe.
O certo é que a hora de deixar o filho pequeno é uma hora de muitas dúvidas e revisões de nossas próprias vidas para descobrir dentro de nós o que é o melhor que podemos oferecer aos nossos filhos. Não há nada de errado em nenhuma das escolhas, cada uma é válida do mesmo jeito e com certeza seja qual for a sua será pensando em oferecer o melhor de si mesma ao seu bebê. Lembre que um bebê feliz só é possível com uma mãe feliz. E seja qual for a escolha manter a amamentação sempre é possível.
Apesar de ser um grande desafio conseguimos, muitas não temos outra opção, precisamos da renda em casa ou mesmo de nos sentir realizadas profissionalmente tanto quanto como mães. Para todas é difícil deixar o filho e confiar nos cuidados da creche, dos avós ou mesmo do pai, sentimos medo de nosso bebê ser negligenciado, descuidado ou simplesmente que as coisas não sejam feitas do jeito que nós mesmas faríamos. Estamos acostumadas a fazer tudo nós mesmas, poucas vezes delegamos funções, ainda mais em se tratando de nosso bebê. Porém, agora é hora para começar pensar no tanto de tarefas que assumimos, delegar
e até esquecer ou adiar as que não são indispensáveis.

Veja alguns relatos na série de vídeos que o GVA fez para a SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno) 2015:

http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/08/semana-mundial-de-aleitamento-materno.html

O que fazer com a saudade de meu bebê durante o serviço?Quando escolhemos trabalhar ou estudar fora de casa deixando nosso bebê ao cuidado de terceiros é difícil lidar com a saudade e a dor nos primeiros dias, algumas mulheres desistem de seus trabalhos nesses dias. O melhor a fazer é ter certeza da sua escolha - se você sabe que o que você faz é pelo bem de seus filhos, fica mais suportável a ausência. Leve fotos de seu bebê para seu serviço ou carregue algumas na bolsa, quando estiver com saudade pode dar uma olhada e lembrar porque você está ali.

Meu rendimento no serviço não é como antes de ser mãe, o que fazer?
Esse é um fenômeno mais comum do que você imagina, nos primeiros dias após a volta ao trabalho pode ser difícil se concentrar já que sua cabeça estará dispersa, talvez ainda duvidando se você está no lugar certo ou pensando se seu bebê está bem, se já dormiu, já comeu etc.. A confiança no cuidador de seu bebê é essencial, saber que seu bebê está bem cuidado lhe permitirá se concentrar nas suas atividades de seu trabalho. Tente não se cobrar demais nem adquirir muitos compromissos pelo menos nos primeiros meses da sua volta ao trabalho, dessa forma você poderá cumprir o que se propõe evitando ficar mal com os prazos ou se sentindo desajustada ao ambiente laboral.


Direitos da mãe lactante

 
 
1 - DIREITO À ESTABILIDADE DE EMPREGO DESDE O MOMENTO DA CONCEPÇÃO ATÉ 5 MESES DO PÓS-PARTO
1.1 Constituição Federal no seu artigo 10º (Inciso II, Letra b)II - fica vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa: b) da empregada gestante e lactante, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto.
1.2 Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) Art. 391 - Não constitui justo motivo para a ...
rescisão do contrato de trabalho da mulher o fato de haver contraído matrimônio ou de encontrar-se em estado de gravidez.

2 - DIREITO À LICENÇA MATERNIDADE
2.1 Constituição Federal Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: XVIII - licença à gestante de 120 dias consecutivos, sem prejuízo do emprego e do salário, podendo ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica.
2.2 Consolidação das Leis de Trabalho: Art. 392 - A empregada gestante tem direito à licença-maternidade de 120 (cento e vinte) dias, sem prejuízo do emprego e do salário.§ 1º - A empregada deve, mediante atestado médico, notificar o seu empregador da data do início do afastamento do emprego, que poderá ocorrer entre o 28º (vigésimo oitavo) dia antes do parto e ocorrência deste.§ 2º - Os períodos de repouso, antes e depois do parto, poderão ser aumentados de 2 (duas) semanas cada um, mediante atestado médico.Art. 393 - Durante o período a que se refere o art. 392, a mulher terá direito ao salário integral e, quando variável, calculado de acordo com a média dos 6 (seis) últimos meses de trabalho, bem como aos direitos e vantagens adquiridos, sendo-lhe ainda facultado reverter à função que anteriormente ocupava.
2.3 Regime jurídico dos servidores públicos:Lei 8112/90 - Seção V - Da Licença à Gestante, à Adotante e da Licença-Paternidade: Art. 207. Será concedida licença à servidora gestante por 120 (cento e vinte) dias consecutivos, sem prejuízo da remuneração. § 1o A licença poderá ter início no primeiro dia do nono mês de gestação, salvo antecipação por prescrição médica. § 2o No caso de nascimento prematuro, a licença terá início a partir do parto. § 3o No caso de natimorto, decorridos 30 (trinta) dias do evento, a servidora será submetida a exame médico, e se julgada apta, reassumirá o exercício. § 4o No caso de aborto atestado por médico oficial, a servidora terá direito a 30 (trinta) dias de repouso remunerado. Art. 208. Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor terá direito à licença-paternidade de 5 (cinco) dias consecutivos. Art. 209. Para amamentar o próprio filho, até a idade de seis meses, a servidora lactante terá direito, durante a jornada de trabalho, a uma hora de descanso, que poderá ser parcelada em dois períodos de meia hora. Art. 210. À servidora que adotar ou obtiver guarda judicial de criança até 1 (um) ano de idade, serão concedidos 90 (noventa) dias de licença remunerada. Parágrafo único. No caso de adoção ou guarda judicial de criança com mais de 1 (um) ano de idade, o prazo de que trata este artigo será de 30 (trinta) dias.

*****Algumas empresas oferecem a possibilidade de emendar férias com licença maternidade *****

3 - APÓS OS 120 DIAS A MULHER AINDA PODE CONTAR COM INTERVALOS NO SEU HORÁRIO DE TRABALHO PARA AMAMENTAR O SEU PRÓPRIO FILHO
3.1 Consolidação das Leis de Trabalho:Art. 396 - Para amamentar o próprio filho, até que este complete 6 (seis) meses de idade, a mulher terá direito, durante a jornada de trabalho, a 2 (dois) descansos especiais, de meia hora cada um. Parágrafo único - Quando o exigir a saúde do filho, o período de 6 (seis) meses poderá ser dilatado, a critério da autoridade competente.

******Algumas empresas aceitam a troca desses intervalos para amamentação por: 1- 15 dias a mais acrescentados ao final da licença com previa apresentação de atestado medico de AME conferido pelo pediatra. Ou 2- Horário de serviço reduzido com entrada mais tarde ou saída mais cedo. Só o RH de cada empresa poderá responder se aceita o não tal modalidade. Não existe obrigatoriedade na aceitação do atestado depende da boa vontade do empregador. ******

4 – GARANTIA DE LOCAL APROPRIADO PARA PERMANÊNCIA DE SEU FILHO DURANTE A JORNADA DE TRABALHO
4.1 Consolidação das Leis de Trabalho: Artigo 389, Parágrafos 1º e 2º): Direito à creche – Todo estabelecimento que empregue mais de trinta mulheres com mais de 16 anos de idade deverá ter local apropriado onde seja permitido às empregada guardar sob vigilância e assistência os seus filhos no período de amamentação. Essa exigência poderá ser suprida por meio de creches distritais mantidas, diretamente ou mediante convênios, com outras entidades públicas ou privadas como SESI, SESC, LBA, ou entidades sindicais.Art. 397 - O SESI, o SESC, a LBA e outras entidades públicas destinadas à assistência à infância manterão ou subvencionarão, de acordo com suas possibilidades financeiras, escolas maternais e jardins de infância, distribuídos nas zonas de maior densidade de trabalhadores, destinados especialmente aos filhos das mulheres empregadas. Art. 399 - O Ministro do Trabalho e da Administração conferirá diploma de benemerência aos empregadores que se distinguirem pela organização e manutenção de creches e de instituições de proteção aos menores em idade pré-escolar, desde que tais serviços se recomendem por sua generosidade e pela eficiência das respectivas instalações.Art. 400 - Os locais destinados à guarda dos filhos das operárias durante o período da amamentação deverão possuir, no mínimo, um berçário, uma saleta de amamentação, uma cozinha dietética e uma instalação sanitária.

5 – DIREITO A LICENÇA PATERNA, MEDIANTE NASCIMENTO DOS FILHOS
Os pais, que são grandes parceiros da mulher, têm direito a uma licença para organizar a chegada do bebê em casa, está Constituição no artigo 7º inciso XIX.

6 – DIREITOS DA MÃE ESTUDANTE

As estudantes estão amparadas pela Lei 6202/1979 permitindo que obtenham suas notas com trabalhos realizados em casa.

***Bolsistas CAPES, CNPQ e FAPESP tem direito a licença maternidade remunerada. O processo de solicitação deve ser consultado com cada instituição e é regido pela política de concessão de bolsas em vigor***

7 – DIREITOS DAS MÃES PRIVADAS DE LIBERDADE
A Lei de Execuções Penais no artigo 82 § 2º e artigo 89, e o artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, permite às mulheres privadas de liberdade permanecer com seus bebês até o 4º mês para amamentarem.

Veja mais aqui:
DIREITOS DA MULHER TRABALHADORA: NA GRAVIDEZ, NO PÓS-PARTO E DURANTE O ALEITAMENTO MATERNO
https://www.facebook.com/notes/grupo-virtual-de-amamentação-gva/direitos-da-mulher-trabalhadora-na-gravidez-no-pós-parto-e-durante-o-aleitamento/642696885846591

Cartilha para a mãe que trabalha e amamenta – MS https://www.facebook.com/groups/266812223435061/393124817470467/
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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Porque meu bebê está acordando tanto?


"Minha filha adormeceu até rápido, mas logo acordou. Amamentei, ela dormiu de novo. Em poucos minutos acordou. Só aí eu percebi que ela estava toda suada e o calor estava atrapalhando o sono dela".

"Meu bebê passou a noite acordando de meia em meia hora. Quando amanheceu entendi o motivo: dois novos dentinhos".

"Meu filho ainda acorda de madrugada, mas geralmente só uma vez. Nesta noite ele acordou demais. Fiquei nervosa, não consegui acalmá-lo sozinha. Quando meu marido o pegou no colo percebeu que ele estava cheio de picadas de pernilongos".

"Meu bebê ainda acorda duas vezes à noite, mama e volta a dormir. Eu sei que isso é normal, pois o ciclo de sono dos bebês é diferente dos adultos, e sei que não é fome - ele pede peito simplesmente porque precisa de ajuda (no caso, precisa sugar) para voltar a dormir. Por enquanto isso não me incomoda (nem acordo totalmente, só viro para o lado para ele mamar) mas se um dia incomodar farei a Remoção Gentil."

"Viajamos para outra cidade. Minha filha adormeceu e em menos de meia hora estava chorando. Eu quase chorei junto quando toquei sua pele e vi que ela estava passando frio".

"Ele tinha tomado vacina 3 dias atrás, estava tudo bem e fomos viajar. No avião chorou o tempo todo. Um senhor ao meu lado dizia que era fome, mas meu bebê não saía do peito - eu sabia que não era fome. Só acalmou depois que dei o analgésico - era reação da vacina".

"Minha filha ganhou um macacão lindo e eu a vesti com ele para ela dormir. Ela estava resmungando mas dormiu no peito. Acordou duas vezes, amamentei, dormiu de novo. Na terceira vez decidi que eu precisava descobrir o que a incomodava. Abri o macacão para ver se a fralda estava suja e percebi que o tecido do macacão a havia deixado com a pele toda avermelhada".

"Naquela noite ele não largou o peito. Adormeceu, mas não me deixava tirar o peito da boca. Eu dormi junto, com meu bebê plugado. No dia seguinte ele começou a engatinhar - aquele grude todo era um salto de desenvolvimento".

"Minha filha nunca dormiu bem. Pensei que fosse fome e dei fórmula à noite. Ela dormiu por mais tempo, mas acordou cheia de manchas vermelhas na pele. Tratei com pomada, mas isso se repetiu vários dias, até eu descobrir que o desconforto dela não era fome - era alergia alimentar."

"Tivemos uma noite tensa - bebê chorando muito, não dormia, quando conseguia adormecer logo acordava. A avó dizia que era fome. O tio dizia que era manha. Eu sabia que não era nada disso, e já estávamos quase indo para o hospital quando ele vomitou um giz de cera que tinha engolido - depois disso voltou a ser o meu bebê feliz".

"Era o dia do batizado da minha filha. De manhã estávamos na igreja e ela tirou sonecas no meu colo. À tarde fomos comemorar em um churrasco da família, minha filha passou de colo em colo e eu pensava 'se tiver sono dorme', daí não cuidei das sonecas dela, ela se distraiu muito e não tirou nenhuma boa soneca à tarde. O resultado foi efeito vulcão à noite - ela chorava, chorava, às vezes chegava a adormecer mas acordava logo em seguida, só conseguiu dormir de verdade às 3h da manhã".

"Meu filho era muito ligado ao avô. No dia do velório do avô decidi não levá-lo para ele não sentir a tensão. Não adiantou nada - ele passou uma semana dormindo mal. Crianças sentem tudo mesmo."

"Estávamos na fase de introdução alimentar, e eu tive a péssima ideia de dar batata doce para a minha filha no jantar (era a primeira vez que ela comia batata doce). Ela passou a noite cheia de gases, se espremendo, chorando, acordando toda hora".

"Dois meses sem chuva, a seca estava maltratando. Meu filho só conseguiu dormir para valer depois que eu levei para o quarto uma toalha encharcada".

"Tivemos uma noite tensa. Minha bebê chorava, chorava, e não conseguia dormir. Percebi que uma das orelhas estava sem brinco. Gelei de medo dela ter engolido, mas logo encontrei o brinco preso na roupa dela - estava machucando seu bracinho".

"A empregada trocou a roupa de cama da casa toda, inclusive do berço do meu bebê. Na hora de dormir ele não ficava mais de 10 minutos no berço. Pensei que fosse fome, dei leite artificial e ele dormiu. Quando amanheceu percebi que a empregada havia colocado o lençol por cima de um brinquedo, que estava, claro, incomodando meu bebê e atrapalhando o sono dele. Entendi então que, após tomar o leite artificial, ele dormiu por causa da digestão pesada, e não porque tinha fome. O motivo do choro estava lá ainda, não havia sido resolvido, e seu corpinho foi sobrecarregado por uma digestão difícil".

Você ainda continua achando que só fome faz o seu bebê acordar?

domingo, 18 de outubro de 2015

Meu bebê quer peito/colo o tempo todo - será que isso é normal?






Tire da cabeça aquela ideia de bebê que só mama a cada 3 horas e nos intervalos está dormindo ou brincando sozinho - não é isso que se deve esperar de um bebê (é até comum um RN só mamar e dormir nos primeiros dias, mas logo isso muda, quando ele percebe que saiu da barriga).
Tudo que um RN quer é estar grudado na mãe. Antes ele estava na barriga, ouvindo o coração da mãe e recebendo alimentação contínua - é claro que este bebê vai procurar as mesmas coisas quando nasce (1). Desde que nasce o bebê já sabe que peito não é só alimento - é carinho, aconchego, segurança - é seu porto seguro.
As melhores dicas que se pode dar a uma grávida são: faça cama compartilhada (2, 3); compre um sling e tente aprender a usá-lo antes do bebê nascer (4). Use o sling em casa, passe o primeiro mês (pelo menos) com o bebê no sling o máximo de tempo possível - deixe-o mamar e dormir no sling. À noite deite com o bebê para amamentá-lo e durma junto (5) - a ocitocina relaxa e adormece também a mãe, não brigue com a natureza tentando ficar acordada, e liberte-se da ideia de bebê arrotar (6). Se puder amamente deitada e durma junto com o bebê também nas sonecas - tudo que uma puérpera precisa é de descanso.  Se você não tem ajuda suficiente para isso use e abuse ainda mais do sling - com ele você tem as mãos livres para outras atividades.
O bebê e a mãe se estressam se a família tenta ir contra a natureza: deixar o bebê muito tempo fora do colo, amamentar seguindo horários (7), oferecer bico artificial no lugar do peito (8), passar a noite longe do bebê (9). E porquê os bebês que tomam LA aceitam mais facilmente ficar longe da mãe? Porque eles estão com o estômago pesado: o LA cai no estômago como se fosse uma feijoada, faz o corpo do bebê concentrar todos os esforços nessa digestão difícil.
Você sabia que o corpo da mãe ajuda a regular a temperatura e a respiração do bebê (10)? Isso também explica porque o bebê quer a mãe o tempo todo - até mesmo adormecido ele sente se a mãe se afasta, daí é fácil entender porque a grande maioria dos bebês que ficam grudadinhos na mãe não têm "cólicas" (11): eles não sofrem o estresse de tentar regular a própria temperatura e respiração sozinhos.
Até quando precisa desse grude todo? Quem vai dar sinais é o bebê. Assim como qualquer marco do desenvolvimento, a fase de extero-gestação (12) também varia - alguns bebês evoluem mais rápido que outros.
Como a família pode ajudar: papai, vovós, titias, entendam que o bebê pode demorar um pouquinho a perceber que existe alguém no mundo além da mamãe, não fiquem enciumados, logo ele será louco por vocês também - se o bebê já aceita outros colos, dê colo ao bebê (não o deixe sozinho em berço/cama/carrinho - ele precisa de contato) para que a mãe possa se cuidar. Dica para todos que puderem ajudar: cuidem da casa: ofereçam água e comida à puérpera e não duvidem da capacidade dela de amamentar seu bebê - este é o melhor presente para esta fase.

1 - O Conceito do Continuum - a importância da fase do colo: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/o-conceito-do-continuum-importancia-da.html
2 - Eu deveria deixar meu bebê dormir comigo? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/eu-deveria-deixar-meu-bebe-dormir-comigo.html
3 - Normas gerais de segurança da cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/normas-gerais-de-seguranca-da-cama.html
4 - Carregadores de bebês -http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/11/carregadores-de-bebes.html
5 - Pode amamentar deitada? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pode-amamentar-deitada.html
6 - Preciso colocar meu bebê para arrotar? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/10/preciso-colocar-meu-bebe-para-arrotar.html
7 - Porque a amamentação noturna é tão importante - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/porque-amamentacao-noturna-e-tao.html
8 - O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/01/o-jogo-hormonal-entre-mae-e-filho-na.html
9 - Teoria da exterogestação, pelo Dr. Harvey Karp
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/teoria-da-extero-gestacao.html

Preciso colocar meu bebê para arrotar?

Por Juliana Coutinho-Gieppner



A necessidade de colocar o bebê para arrotar depois de ser alimentado (ou “ajudar o ar a sair”), originou-se com a disseminação do uso da mamadeira na alimentação de bebê. O fluxo rápido de leite, proporcionado pelo bico da mamadeira, força o bebê tomar golfadas de ar nos intervalos extremamente curtos entre os momentos que o bebê engole o leite. Bebês amamentados tem menos problemas com ar na barriguinha: eles conseguem controlar o fluxo de leite no peito e assim eles sugam num ritmo mais lento que os permite coordenar melhor, respirar e engolir o leite. Ainda assim, arrotar pode ser necessário às vezes, mesmo em bebês amamentados, especialmente se o bebê mama muito rápido, se a pega estiver incorreta (por uso de bicos artificiais ou porque o bebê ainda é novinho e está aprendendo a mamar) ou se a mãe tem reflexo de ejeção de leite muito forte. Além dos tapinhas das nas costas, o arroto requer duas ações: segurar o bebê numa posição vertical e aplicar leve pressão na barriga do bebê.
Observe se o bebê dá sinais de que precise arrotar, e isso pode acontecer durante ou após mamar: a criança pode se recusar a ir para o outro seio, pode se contorcer e fazer careta quando você a coloca deitada, ou pode haver uma expressão dolorosa no rosto. Se a criança estiver contente e relaxada, colocá-la para arrotar é desnecessário, lembre-se: na maioria das vezes a criança não precisa arrotar. Não se sinta mal caso não consiga fazer o bebê arrotar após cada mamada. Bebês geralmente não precisam arrotar, especialmente quando amamentados em livre demanda, isto é, quando podem fazer pequenas mamadas várias vezes ao dia. Após uma mamada mais demorada, pode ser que seja necessário colocar o bebê para arrotar - esteja atenta ao sinais que o bebê der. A medida em que os bebês crescem e se tornam mais eficientes em mamar, arrotar se tornará cada vez menos frequente, cada vez menos um problema.
Colocar o bebê para arrotar geralmente é desnecessário, durante as mamadas noturnas, uma vez que nas mamadas noturnas os bebês estão mais relaxados e por isso há ainda menos chances de engolir ar. Se alguma bolha de ar estiver causando desconforto, é possível ter que levantar e colocar o bebê para arrotar, bastando apenas erguer o tronco do bebê ligeiramente, de modo que o ar consiga sair.
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