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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

A privação do afeto como recurso "educativo"

Por Luzinete R. C. Carvalho ( Psicanalista )
Publicado originalmente em: https://www.facebook.com/notes/vis%C3%A3o-clara/a-priva%C3%A7%C3%A3o-do-afeto-como-recurso-educativo/370263859987720

Quando nos apaixonamos, quando amamos alguém, ou mesmo queremos bem alguém, procuramos conhecer seus gostos, suas vontades e suas necessidades.

E sem que represente um sacrifício, tentamos corresponder aos anseios e desejos da pessoa querida.

Tentamos nos mostrar interessados em seu bem estar e em sua felicidade de mil maneiras muito pessoais.

Telefonamos, mandamos mensagens pelo what's app, recados pelo facebook.

Levamos para jantar no restaurante preferido, levamos em shows e passeios que agradem.

Quando vemos em uma loja algo que a pessoa gosta pensamos em comprar, mesmo não sendo nenhuma "data especial", pois a pessoa é especial e vale o presente fora de hora.

Para facilitar a reflexão, e evitar distorções desnecessárias, aviso que neste texto estou falando de relações saudáveis, onde o carinho e atenção são recíprocos, onde não há abuso de um lado, nem baixa autoestima de outro.
Estou falando de relações nas quais nos sentimos bem em deixar claro que conhecemos muito bem os gostos, as vontades e as necessidades da pessoa.

Estou falando de relações em que nos sentimos bem quando acertamos no presente, na guloseima, no passeio, na surpresa.

Nos sentimos genuinamente felizes quando deixamos claro o quanto conhecemos a pessoa querida, e o quanto conseguimos supri-la com nosso carinho, atenção e amor.

É a frase feita, mas que é tão verdadeira quando diz que "não basta amar, é preciso conseguir fazer com que a pessoa se sinta amada".

E quando amamos uma pessoa nos esforçamos para que ela se sinta amada do jeito que ela entende que é amada. 

Apenas me pergunto as razões disso ser plenamente aceitável quando se trata das relações entre adultos, mas quando se trata de amar nossos filhos pequenos, a regra não vale...

Se nos esforçamos tanto para que um adulto se sinta amado do jeito que ele precisa, por que criticamos quando os pais tentam fazer com que seus bebês e suas crianças se sintam amadas do jeito que elas precisam?
Serei mais clara.

Bebês e crianças pequenas não vão entender se você apenas disser "eu te amo".

Tenho minhas dúvidas se apenas dizer "eu te amo" é o suficiente inclusive para adultos.

Bebês são mais simples que os adultos, não precisam de presentes, não precisam de eventos elaborados, não precisam de declarações rebuscadas.

Bebês entendem que são amados através do abraço, do toque, do peito, do colo.

Se um bebê chora precisando de colo, não vai ser o suficiente acenar de longe dizendo que estamos ali.

Se um bebê chora precisando de peito, não vai ser o suficiente ficar por perto repetindo que o amamos, com voz branda e mantendo-nos calmos e tranquilos. 

Os profissionais e as pessoas em geral precisam parar de recomendar que mães e pais neguem colo para seus bebês e crianças.

As pessoas precisam parar de recomendar que mães neguem peito como forma de consolo para seus bebês e crianças.

Não entender o papel da amamentação, do colo, do contato físico na formação de uma base emocional forte e saudável da criança é estar, além de limitado, ignorante de muitos estudos a respeito do assunto.

Amamentação é nutrição física e também emocional.

Colo é nutrição emocional e psíquica.

É cruel, ignorante e perigoso  negar que uma criança se sinta amada do jeito que entende: através do peito, do abraço, do contato físico, do colo.

E vamos deixar tudo bem claro para não haver más interpretações: não me refiro a situações em que pode ser impossível amamentar ou pegar no colo, não me refiro a situações em que a própria criança não deseja ser tocada ou embalada.

Me refiro a situações em que deliberadamente, sem nenhuma necessidade real, se aconselha que mães e pais neguem para bebês e crianças aquilo que é plenamente possível ser oferecido. 

Me refiro a situações nas quais, sem nenhuma razão verdadeira, se nega carinho, afeto e aconchego do jeito que um bebê pode compreender.

Vários são os pretextos para que se indique a negação do afeto: preparar a criança para vida, treinar para que durma, treinar para que obedeça, "educar", castigar.

Percebam que a privação do afeto é usada tanto como desculpa para "educar" quanto para punir.

A natureza dúbia deste recurso já deveria ser o suficiente para que relutássemos em aceita-lo.

A privação do afeto é usada para manipular, chantagear e amedrontar.

O amor e o afeto dos pais ficam condicionados a um suposto "bom comportamento" por parte do bebê ou da criança, que na maioria das vezes ainda nem consegue compreender o que está sendo esperado ou exigido dela.

Geralmente os pais não se sentem confortáveis em aderir a este tipo de recomendação, geralmente os pais estão passando por alguma situação em que já esgotaram seus próprios recursos para solucionar a questão, e acabam cedendo mediante previsões nada boas sobre o futuro dos filhos, que, segundo muitos profissionais, se tornarão mimados e dependentes.

Os pais são estimulados a negarem afeto aos filhos como forma de se mostrarem firmes e fortes. Aqueles que não seguem as recomendações são taxados de manipulados e fracos.

A verdade é que não se prepara uma criança para a vida através de lições que deixam a mensagem de que ela não pode contar com as pessoas em quem mais confia, nos momentos em que mais precisa.
Não se educa através do medo de perder o amor.
Não se fortalece uma pessoa abalando suas bases emocionais com negativas de carinho e segurança.

Não vou incluir neste texto considerações sobre muitos estudos sérios que falam da importância da amamentação, do colo, do toque e do contato físico para a formação do cérebro do bebê durante seu primeiro ano de vida.

Aqui me basta dizer que os estudos sérios existem, inclusive sobre a importância do contato físico e do acolhimento nos primeiros anos de vida para o desenvolvimento da inteligência emocional do ser humano.

Por hora basta dizer que estudos sérios e confiáveis existem, e uma pesquisa simples pode dar acesso a eles.

Neste texto quero apenas instigar uma outra visão sobre o assunto e propor uma reflexão inicial necessária a cada pai e mãe, sobre quais mensagens gostariam de deixar gravadas na mente e no coração dos seus filhos.

Se tanto nos esforçamos para atender aos desejos, necessidades e anseios de quem amamos, como podemos recomendar que se negue para um bebê ou para uma criança aquilo que ela precisa no momento, para se sentir tranquila, calma, relaxada e segura?
Se fazemos tudo que está ao nosso alcance para que quem amamos sinta nosso amor do jeito que conseguem, então que façamos o mesmo com nossos bebês e nossas crianças.

Não precisamos negar ajuda, afeto e acolhimento para nossos filhos pequenos por medo de não prepara-los bem para o futuro.

Não precisamos criar momentos de frustração e batalhas que servem apenas para desgastar a família e destruir o vínculo entre pais e filhos.

Não precisamos negar ou privar nossos filhos de afeto sem necessidade, o tempo inteiro surgem frustrações e situações em que realmente a negativa é necessária e verdadeira.
A verdade pura e cruel é que a vida, dinâmica em sua natureza, proporciona, e sempre  proporcionará, muitas situações em que nada poderemos fazer para consolar nossos filhos.
A vida por si só trará frustrações e dissabores que não poderemos evitar, e, na melhor das hipóteses, nos restará apenas estar ao lado deles, torcendo para que a fortaleza interior adquirida ao longo da vida, os ajude a suportar e superar as dificuldades.

Que possamos então fortalece-los em suas bases emocionais, enquanto nos é possível agir ativamente para contribuir que desenvolvam a resiliência tão necessária diante as adversidades inevitáveis.

Que possamos mostrar para eles que não importa onde estejam, nem o que tiver acontecido, que somos nós, seus pais, as pessoas em quem eles sempre poderão confiar e contar, ainda que apenas para oferecer a oração, a torcida, o carinho, a companhia.

E enquanto são bebês e crianças que possamos ter a liberdade de demonstrar o quanto são amados do jeito que conseguem entender, através do peito e do nosso colo quente e seguro.

A verdade é que nunca mais teremos tempos mais felizes do que esses em que conseguimos resolver tudo e ajudar nossos filhos com um "simples" abraço. 



domingo, 18 de outubro de 2015

Meu bebê quer peito/colo o tempo todo - será que isso é normal?






Tire da cabeça aquela ideia de bebê que só mama a cada 3 horas e nos intervalos está dormindo ou brincando sozinho - não é isso que se deve esperar de um bebê (é até comum um RN só mamar e dormir nos primeiros dias, mas logo isso muda, quando ele percebe que saiu da barriga).
Tudo que um RN quer é estar grudado na mãe. Antes ele estava na barriga, ouvindo o coração da mãe e recebendo alimentação contínua - é claro que este bebê vai procurar as mesmas coisas quando nasce (1). Desde que nasce o bebê já sabe que peito não é só alimento - é carinho, aconchego, segurança - é seu porto seguro.
As melhores dicas que se pode dar a uma grávida são: faça cama compartilhada (2, 3); compre um sling e tente aprender a usá-lo antes do bebê nascer (4). Use o sling em casa, passe o primeiro mês (pelo menos) com o bebê no sling o máximo de tempo possível - deixe-o mamar e dormir no sling. À noite deite com o bebê para amamentá-lo e durma junto (5) - a ocitocina relaxa e adormece também a mãe, não brigue com a natureza tentando ficar acordada, e liberte-se da ideia de bebê arrotar (6). Se puder amamente deitada e durma junto com o bebê também nas sonecas - tudo que uma puérpera precisa é de descanso.  Se você não tem ajuda suficiente para isso use e abuse ainda mais do sling - com ele você tem as mãos livres para outras atividades.
O bebê e a mãe se estressam se a família tenta ir contra a natureza: deixar o bebê muito tempo fora do colo, amamentar seguindo horários (7), oferecer bico artificial no lugar do peito (8), passar a noite longe do bebê (9). E porquê os bebês que tomam LA aceitam mais facilmente ficar longe da mãe? Porque eles estão com o estômago pesado: o LA cai no estômago como se fosse uma feijoada, faz o corpo do bebê concentrar todos os esforços nessa digestão difícil.
Você sabia que o corpo da mãe ajuda a regular a temperatura e a respiração do bebê (10)? Isso também explica porque o bebê quer a mãe o tempo todo - até mesmo adormecido ele sente se a mãe se afasta, daí é fácil entender porque a grande maioria dos bebês que ficam grudadinhos na mãe não têm "cólicas" (11): eles não sofrem o estresse de tentar regular a própria temperatura e respiração sozinhos.
Até quando precisa desse grude todo? Quem vai dar sinais é o bebê. Assim como qualquer marco do desenvolvimento, a fase de extero-gestação (12) também varia - alguns bebês evoluem mais rápido que outros.
Como a família pode ajudar: papai, vovós, titias, entendam que o bebê pode demorar um pouquinho a perceber que existe alguém no mundo além da mamãe, não fiquem enciumados, logo ele será louco por vocês também - se o bebê já aceita outros colos, dê colo ao bebê (não o deixe sozinho em berço/cama/carrinho - ele precisa de contato) para que a mãe possa se cuidar. Dica para todos que puderem ajudar: cuidem da casa: ofereçam água e comida à puérpera e não duvidem da capacidade dela de amamentar seu bebê - este é o melhor presente para esta fase.

1 - O Conceito do Continuum - a importância da fase do colo: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/o-conceito-do-continuum-importancia-da.html
2 - Eu deveria deixar meu bebê dormir comigo? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/eu-deveria-deixar-meu-bebe-dormir-comigo.html
3 - Normas gerais de segurança da cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/normas-gerais-de-seguranca-da-cama.html
4 - Carregadores de bebês -http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/11/carregadores-de-bebes.html
5 - Pode amamentar deitada? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pode-amamentar-deitada.html
6 - Preciso colocar meu bebê para arrotar? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/10/preciso-colocar-meu-bebe-para-arrotar.html
7 - Porque a amamentação noturna é tão importante - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/porque-amamentacao-noturna-e-tao.html
8 - O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/01/o-jogo-hormonal-entre-mae-e-filho-na.html
9 - Teoria da exterogestação, pelo Dr. Harvey Karp
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/teoria-da-extero-gestacao.html

sábado, 28 de junho de 2014

O Conceito do Continuum - a importância da fase do colo

por Soluções para noites sem choro, Quarta, 15 de Junho de 2011 às 23:55

A antropóloga americana Jean Liedloff estudou a tribo venezuelana dos Yequana e defende que para conseguir um desenvolvimento físico, mental e emocional ótimo, o ser humano e especialmente um bebê, necessita o tipo de experiências às quais a nossa espécie se adaptou durante uma longa evolução. Para uma criança são: constante contato físico com seu cuidador desde o nascimento, dormir com os pais até deixar de fazê-lo por vontade própria, amamentação a livre demanda, ser levado constantemente nos braços ou de maneira que possa observar a atividade do adulto, ter cuidadores que respondam aos seus sinais imediatamente sem julgá-la e finalmente, sentir que cumpre as expectativas dos pais, que é bem-vindo e digno. Segundo Liedloff, as crianças cujas necessidades "continuum" forem satisfeitas crescerão com maior auto-estima e serão mais independentes.

Nos dois anos e meio que morei entre os índios da idade da pedra na selva sul-americana – não consecutivos, mas sim em cinco expedições distintas com muito tempo entre elas para refletir – cheguei a compreender que a natureza humana não é o que nos fizeram acreditar. Os bebês da tribo Yequana, longe de precisarem de paz e tranquilidade para dormir, tiravam uma soneca tranquilinhos enquanto os homens, mulheres ou crianças que os carregavam dançavam, corriam, andavam ou gritavam. Todas as crianças brincavam juntas sem brigar ou discutir e obedeciam aos mais velhos no mesmo instante e de bom grado.
A essa gente nunca lhes passou pela cabeça a idéia de castigar uma criança e, no entanto, seu comportamento não deixa entrever permissividade nenhuma. Nenhum moleque faz escândalo, interrompe os outros ou espera que um adulto lhe mime. Aos quatro anos, contribuíam mais com as tarefas do lar que davam trabalho elas mesmas.

Os bebês nos braços quase nunca choravam e era fascinante comprovar que não agitavam os braços e as pernas, não arqueavam as costas nem flexionavam as mãos e os pés. Permaneciam sentados nos slings ou dormiam encostados nos quadris do seu cuidador, desmentindo deste modo a crença de que os bebês precisam mover-se e flexionar as extremidades para exercitar-se. Também observei que não regurgitavam a não ser que estivessem muito doentes e que também não tinham cólicas. Quando se assustavam nos primeiros meses de engatinhar, não esperavam que ninguém acudisse correndo, ao invés disso, iam sozinhos em direção à mãe ou cuidador em busca dessa sensação de segurança antes de seguir com suas explorações. Inclusive sem supervisão, nem os menorzinhos se machucavam.

Será que sua natureza humana é diferente da nossa? Algumas pessoas assim o creem, mas evidentemente só existe uma espécie humana. Que podemos aprender, então, da tribo Yequana?

Antes de tudo, podemos tentar compreender o poder educativo do que eu chamo da “fase do colo”, que começa no momento do nascimento e termina quando o bebê começa a mover-se, quando pode afastar-se do seu cuidador e voltar quando queira. Essa fase consiste, simplesmente, em que o bebê tenha contato físico durante as 24 horas com um adulto ou criança mais velha.
A princípio, vi que essa experiência tinha um efeito extraordinariamente benéfico para os bebês, que não eram tão difíceis de tratar. Seus suaves corpinhos se adaptavam a qualquer postura que fosse cômoda para quem o levasse. Em contraposição a esse exemplo, vemos a incomodidade dos bebês que, com sumo cuidado, dormem no berço ou no carrinho. Bem agasalhados, se encontram lá jogados e rígidos, com o desejo de abrigar-se a um corpo vivo e em movimento: o lugar que lhes corresponde por natureza. Um corpo, em definitivo, que pertence a alguém que acreditará no seu choro e aliviará o seu anseio com braços afetuosos.
Por quê nossa sociedade é tão incompetente? Desde a infância, nos ensinam a não acreditar nos nossos instintos. Condicionados para desconfiar do que sentimos, nos persuadem para que não acreditemos no choro de um bebê que diz: “ Me pega no colo!”, “Quero estar com você!”, “Não me deixe!”. Em lugar disso, recusamos a idéia da resposta natural e seguimos os preceitos da moda que são ditados pelos “especialistas” no cuidado infantil. A perda da fé em nossa experiência inata nos leva a pular de um livro a outro, à medida que vão fracassando todas e cada uma das modas passageiras.

É essencial entender quem são os verdadeiros especialistas. O segundo especialista em cuidado de bebês reside no nosso interior, assim como em cada ser vivo que, por definição, deve saber como cuidar de sua cria. É claro que o maior especialista é o próprio bebê, programado durante milhões de anos de evolução para demonstrar seu temperamento com sons e gestos quando gosta do cuidado que recebe. A evolução é um processo de perfeição que “afinou” nosso comportamento com uma precisão magnífica. O sinal do bebê, a compreensão deste por parte dos que o rodeiam e o impulso a obedecê-la formam parte do caráter da nossa espécie. Nosso intelecto presunçoso demonstrou-se mal preparado para advinhar as autênticas necessidades do bebê. A pergunta costuma ser: “Devo pegar o bebê quando chora?”, “Devo deixar chorar um pouco antes de pegâ-lo?” ou “Deveria deixar que chore para que saiba quem manda e não se torne um tirano?”.

Nenhum bebê concordará com essas imposições. De forma unânime nos fazem saber através de gestos e sinais que não querem que lhes façamos dormir e lhes ponhamos no carrinho. Como essa opção não foi muito defendida na civilização ocidental atual, a relação entre pais e filhos acabou marcada por essa confrontação.
O jogo se centrou em como fazer o bebê dormir no berço, mas nunca se debateu se é preciso respeitar ou não o choro do bebê. Apesar de que o livro de Tine Thevenin, The Family Bed (A Cama Familiar), entre outros, abriu a brecha com o tema de que as crianças durmam com seus pais, não se
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