Em 2015, fomos surpreendidos por casos de microcefalia em bebês
cujas mães tiveram infecção pelo zika virus durante a gravidez.
Com o pânico disseminado, alguns meios de comunicação divulgaram reportagens afirmando que o "zika PODE ser transmitido por leite
materno" (grifo nosso), para, em seguida, generalizar como orientação oficial
a mera opinião de uma médica de um hospital particular de São Paulo,
pois afirma em um subtítulo que "com o vírus, amamentação deve ser
interrompida" (Jornal O Globo).
Diante desse cenário, recorremos aos órgãos oficiais e aos meios de pesquisa científica para trazer o esclarecimento abaixo.
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quarta-feira, 4 de maio de 2016
Recomendações quanto à amamentação na vigência de doença/infecção materna
Por Grid Rocha
Quase todas as mães podem ser bem sucedidas na amamentação, o que inclui iniciar a amamentação dentro da primeira hora de vida, amamentar exclusivamente nos primeiros seis meses e continuar a amamentar (com alimentos complementares apropriados) até dois anos de idade ou mais.
Os efeitos positivos da amamentação na saúde das mães e crianças têm sido observados em toda parte. A amamentação reduz o risco de infecções agudas como diarréia, pneumonia, otite, Haemophilus influenzae, meningite e infecção urinária. Também protege contra doenças crônicas como diabete tipo I, colite ulcerativa e doença de Crohn. A amamentação está associada com menor pressão sanguínea média e colesterol total no soro, além de baixa prevalência de diabete tipo II, sobrepeso e obesidade na adolescência e vida adulta. A amamentação retarda a volta à fertilidade da mulher e reduz os riscos de hemorragia pós parto, câncer de mama, pré-menopausa e câncer de ovário.
Muitas mães ao serem acometidas por algum tipo de doença acabam desmamando seus filhos pela falta de informação adequada, pensando ou sendo levadas a pensar que na presença de tais enfermidades não se pode mais amamentar. Pois bem, a boa notícia é que são raras as razões que necessariamente levam ao desmame. Aqui, vamos falar um pouco sobre isso.
Quase todas as mães podem ser bem sucedidas na amamentação, o que inclui iniciar a amamentação dentro da primeira hora de vida, amamentar exclusivamente nos primeiros seis meses e continuar a amamentar (com alimentos complementares apropriados) até dois anos de idade ou mais.
Os efeitos positivos da amamentação na saúde das mães e crianças têm sido observados em toda parte. A amamentação reduz o risco de infecções agudas como diarréia, pneumonia, otite, Haemophilus influenzae, meningite e infecção urinária. Também protege contra doenças crônicas como diabete tipo I, colite ulcerativa e doença de Crohn. A amamentação está associada com menor pressão sanguínea média e colesterol total no soro, além de baixa prevalência de diabete tipo II, sobrepeso e obesidade na adolescência e vida adulta. A amamentação retarda a volta à fertilidade da mulher e reduz os riscos de hemorragia pós parto, câncer de mama, pré-menopausa e câncer de ovário.
Muitas mães ao serem acometidas por algum tipo de doença acabam desmamando seus filhos pela falta de informação adequada, pensando ou sendo levadas a pensar que na presença de tais enfermidades não se pode mais amamentar. Pois bem, a boa notícia é que são raras as razões que necessariamente levam ao desmame. Aqui, vamos falar um pouco sobre isso.
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