quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Curvas de peso: como interpretá-las?

Por Maria Birman Cavalcanti
Revisão: Luciana Freitas e Gabriela Silva


“Seu bebê está abaixo da curva!”

Você já ouviu isso em tom de alerta, de que algo não vai bem? O pediatra olhou o gráfico na caderneta de vacinação e disse que seu leite não era suficiente, que não era forte, que não era gorduroso? Ele disse que seu bebê precisava tomar complemento e justificou com essa afirmação? Mas o que é essa curva afinal?

Curva é como chamamos um dos instrumentos utilizados para avaliar o desenvolvimento do bebê. A curva é o caminho desenhado nos gráficos que ficam no final da Caderneta da Criança, documento produzido pelo Ministério da Saúde e que todas as crianças devem possuir. Ter a Caderneta preenchida por um profissional de saúde é um direito! 

Cada bebê tem sua própria curva, seu próprio caminho, seu ritmo. Essa curva desenhada individualmente pode ser avaliada, e classificada como adequada ou não, quando comparada às referências presentes no gráfico. Na versão atual da Caderneta da Criança, os gráficos mostram cinco linhas: uma verde, duas vermelhas e duas pretas. 

A curva verde marca a mediana. Isso significa que ela divide a população em duas partes iguais, metade para cima, metade para baixo. Quer dizer que a metade dos bebês saudáveis do mundo têm menos peso do que o que a linha verde indica; a outra metade, também saudável, tem mais peso. A curva verde não representa um padrão ideal de ganho de peso! “Chegar” nela não é um objetivo a ser perseguido e não é necessário para ter saúde! 

As curvas vermelhas marcam o caminho que os bebês mais extremos, aqueles bem grandes e os bem pequenos, fazem ao longo de seu crescimento e de ganho de peso. Nós não somos todos iguais, somos? Há adultos de 1,49m e de 1,89m igualmente saudáveis, independentemente de sua altura. É claro que essas pessoas também têm pesos diferentes (e filhos de tamanhos diferentes)! Bebês cujos peso está próximo dessas curvas são menos comuns, menos frequentes na população, mas tão saudáveis quanto os bebês que estão próximos da linha verde.

As curvas pretas são nosso sinal de alerta. É muito raro um bebê apresentar o peso marcado na linha preta sem que haja alguma aspecto a ser investigado sobre sua saúde. Quando o peso de um bebê está próximo à linha preta do gráfico, é preciso investigar para entender o que pode estar acontecendo: tanto pode ser um desses raros casos de bebês muito pequenos (ou muito grandes), como um caso de problema real de ganho de peso. 

Mas... A palavra mais importante de todo esse texto é mesmo curva. Durante a avaliação do ganho de peso de um bebê, é preciso observar se o traço feito com a caneta desenha uma curva parecida com as linhas coloridas já existentes no gráfico, seguindo uma inclinação parecida. Se o ganho de peso segue esse padrão, que chamamos de ascendente, ou seja, de subida, ele é satisfatório. Quando a curva vai perdendo sua inclinação, isso é, quando o caminho de ganho de peso do bebê vai caindo, é preciso prestar atenção. Por exemplo, se um bebê nos primeiros meses estava um pouco acima da linha verde e mais tarde vai se aproximando da vermelha, é preciso investigar o que está acontecendo. É diferente de um bebê que já nasce pequeno, ali entre a linha verde e a linha vermelha inferior, e segue ganhando peso num padrão ascendente sempre entre essas duas linhas, algo que é esperado e saudável. 

Figura 1:  Curva com ganho de peso estável
Figura 2: Curva com queda inicial no ganho de peso e depois aumento no ganho

O que é a livre demanda?

Por Mariana Santana
Revisão: Luciana Freitas e Gabriela Silva


Um dos pilares para o sucesso da amamentação é o que chamamos de livre demanda. No entanto, até hoje persistem muitas dúvidas e más orientações sobre o que seria amamentar em livre demanda. A cultura do aleitamento materno foi tão diminuída e a medicalização do nascimento tão ampliada que, hoje, os adultos costumam desconhecer as necessidades de um bebê e buscam ansiosos por regras a seguir. Daí que surgem orientações de amamentar a cada 2 ou 3h, algo completamente distante do comportamento mais comum de uma criança pequena.

Um bebê recém-nascido pode mamar a cada 2 ou 3h, mas também é comum que ele queira mamar absolutamente o tempo todo! Nessa fase, ele busca se sentir acolhido como estava no útero e não existe melhor lugar pra isso do que o peito e o colo da mãe. Tenhamos em mente que o peito não é só alimento, mas é também o melhor lugar de afago, aconchego e segurança para uma criança pequena. No peito ele sente o calor, o cheiro e os sons do corpo da mãe e, por que não, se alimenta de forma contínua, como no útero.

É importante que os pais estejam atentos ao bebê, percebendo seus sinais precoces de fome para alimentá-lo. O choro já é um sinal tardio: antes disso a criança dará outros sinais que são bastante particulares. Com o tempo, os pais vão instintivamente aprendendo que sinais são esses, mas, geralmente, começam a ficar agitados, virando a cabeça, fazendo biquinho, sugando “o nada”, sugando a língua, movimentando-se como se procurando o peito, soltando saliva pelo cantinho da boca etc. Coloque-o próximo ao peito e ele mamará com gosto! Assim, fazer livre demanda não é esperar para amamentar somente quando o bebê chorar, mas sempre que ele parecer estar com fome ou simplesmente quiser estar no peito. 

O bebê passará também por mudanças sutis ou bruscas no padrão das mamadas. Ora passarão longos períodos sem mamar, ora requisitarão muito mais o peito. Isso é muito comum e costuma assustar bastante a família, que erroneamente pensa que o leite está acabando. Tratam-se dos saltos de desenvolvimento ou dos picos de crescimento que ocorrem de forma mais ou menos regular em todos os bebês [1]. Esses períodos são importantes para regular a produção de leite, avisando ao corpo da mãe as necessidades de cada fase do desenvolvimento.

Em alguns casos, como o de bebês pequenos para a idade gestacional (PIG), grandes para a idade gestacional (GIG) ou prematuros, a livre demanda precisa ganhar um reforço. Nesses casos além de oferecer sempre que a criança pedir, reforçamos a amamentação, algo que no GVA chamamos de "intensivão de peito". O que significa? Que para esses bebês, vamos amamentar pelo menos a cada 2h (de dia) e 3h (de noite/madrugada), mesmo que eles pareçam estar ainda dormindo ou quietinhos, sem fome. Eles precisam ganhar peso e nem sempre conseguem acordar sozinhos ou chorar pedindo pra mamar.

Diferente do que circula no senso comum, esse cuidado não se relaciona com risco de hipoglicemia[2/3], mas por conta da maior dificuldade que esses bebês possuem de ganhar peso. Por isso, o intensivo de peito deve ser mantido até que o peso se estabilize. Para as crianças fora desses grupos, caso não haja recuperação do peso de nascimento em até 10 dias, é recomendado que sejam também submetidos a um intensivo de peito. 

É recomendável, ainda, que o bebê durma próximo à mãe, pelo menos no mesmo cômodo, nos primeiros meses de vida. Isso porque quando a criança se percebe sozinha, pode adotar o comportamento de dormir por longos períodos, que é uma forma instintiva de guardar energia. Essa “hibernação” frequente pode trazer problemas no ganho de peso e no desenvolvimento. Se não for possível manter a criança próxima, também recomendamos o intensivo de peito até estabilização no ganho de peso.

Lembre que a livre demanda também implica em não controlar qual mama será oferecida de cada vez. Exceto em casos específicos [4], não há motivo para oferecer uma mama em determinado período, ou alternar, necessariamente, a mama que será oferecida. Quando for amamentar, basta oferecer a mama que lhe parece mais confortável, seja pela posição em que está, seja por estar mais cheia ou pesada ou por precisar de uma ou outra mão livre. Atenção para não oferecer sempre a mesma mama, pelo risco de ingurgitamento (“empedramento”) e também para não aumentar a diferença natural de tamanho que todas temos entre as duas mamas. Novamente, devemos perceber os sinais do bebê: caso ele rejeite a mama, seja no início ou no meio da mamada, teste a outra.

Outro ponto muito importante: amamentação não combina com relógio, em nada. Não apenas para indicar quando dar o peito, mas também quanto ao tempo da mamada. Circula uma ideia, totalmente errada, de que o bebê deve fica no máximo 15 minutos no peito. Imagine alguém dizendo que você só pode comer por 5 ou 10 minutos, beber água por apenas 1 minuto ou algo parecido com isso? É fundamental para a saúde do bebê que ele fique no peito o tempo que quiser, inclusive porque ele é o responsável por controlar a composição do leite materno. Isso mesmo. Conforme ele vai mamando, o leite vai tornando-se mais rico em gorduras e é ele, o bebê, que pela sucção torna isso possível.

Por fim, é importante considerar que o leite materno é o principal alimento durante o primeiro ano de vida e que não se recomenda nenhum tipo de restrição à livre demanda até o primeiro aniversário. Isso significa não marcar horários mínimos ou máximos, oferecer o peito sempre que solicitado e não iniciar desmame, nem mesmo o noturno. Após um ano de vida, a livre demanda pode continuar se for confortável para a dupla, mas a partir deste momento podem surgir algumas limitações, caso isso seja vontade da mulher, e não de terceiros.


Referências:

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

FAQ "choro no final da tarde"

A cólica em bebes é um nome genérico que se da a qualquer choro sem causa determinada, então antes de dizer "meu bebe sofre de cólicas" analise a situação. O choro com hora marcada, geralmente final de tarde, geralmente está associado ao cansaço. O desconforto por gases é normal, os puns são uma sensação nova para o bebe, o que lhe deixa desconfortável. O uso de chupetas pode entre outras favorecer a inclusão de gases no sistema digestivo do bebe, se está em uso suspenda imediatamente.

Outro fator importante que pode favorecer a aparição de gases ou a irritação no bebe é o cansaço acumulado, bebe novinhos especialmente, se deixados acordados mais 2 hs ficam muito irritados e tem dificuldade para dormir. Observe os sinais de cansaço de seu bebe e coloque para dormir rapidamente, ele não sabe adormecer sozinho precisa da ajuda do peito e o embalo, se for preciso permita que alguma soneca seja no colo para que seja quebrado o ciclo de cansaço acumulado.
Use exterogestação, colocar o bebe para mamar e dormir aos primeiros sinais de sono e cansaço. Capriche na livre demanda e não ofereça chás, nem nada diferente ao LM. Evite dar remédios para gases mesmo que sejam receitados, a maioria tem como efeito secundário a dor abdominal, cólica real, e evacuação dolorida devido á forte movimentação dos intestinos.
recomendamos ler sobre o tema nesses textos:

Alternativas para tratar os Gases do bebe https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/358434994272783/

O efeito Vulcão- pular sonecas produz birra, irritação e mais dificuldades de dormir?
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/266817410101209/

IMPORTANTE:
Dar ÁGUA, CHÁ, SUCOS para curar as "cólicas" do bebe atrapalham a amamentação exclusiva e pior colocam em risco a saúde do bebe sem necessidade. O LM contem BIOATIVOS, os tais pro-bioticos que os fabricantes de LA juram que tem (mas não). Esses bioativos garantem o equilíbrio da flora intestinal do bebe, atuando como uma proteção ao evitar que bactérias ruins se instalem no tubo digestivos, eles formam um BIOFILME nos intestino do bebe que o protegem de doenças. E o que acontece com chá, água, sucos? todos eles enxugam essa bio película, deixando o intestino do bebe como um habita disponível para a primeira bactéria que entrar se instalar e multiplicar rapidamente, o que pode causar uma infecção rapidamente (gastro enterites). Com a interrupção de AME, o bebe fica desprotegido e coisas simples que antes não eram nenhum risco podem atuar como transmissores, um beijo, levar a mão na boca, chupar um brinquedo, o dosador da vitamina, o chá mesmo. Entre mais novo o bebe ao qual se administra chá, suco, água, etc, maior é o risco de contaminação. CUIDADO, não coloque em risco a saúde de seu bebe.

Alimentação da criança amamentada maior de 1 ano

Alimentação da criança amamentada maior de 1 ano

Por Zioneth Garcia

Até agora seu bebe vinha se alimentando principalmente de Leite materno, os alimentos introduzidos desde os 6 meses são parte importante da alimentação diária. Ele tem uma necessidade energética crescente graças ás novas habilidades motoras, engatinhar, se levantar, quiçá começar andar e até correr. Porém, ele não vai mais crescer no ritmo de um bebezinho, durante esse próximo ano ele ganhará apenas poucos gramas ao mês, quiçá tenha meses que não ganhe nada ou incluso perda um pouco de peso, para chegar no seu segundo aniversario com um ganho de peso total de ao redor de 1k. Não se espante se seu filho diminui o tamanho das porções, é normal e esperado, agora ele não só poderá mastigar melhor, aproveitar melhor os alimentos, se não que fará mais refeições ao longo do dia.

O leite materno continuará ter um importante valor nutricional, ele não vira agua da noite para o dia. Seu bebe não precisa de nenhuma formula especial de seguimento, o seu leite continua sendo fonte de nutrientes suficiente para seu bebe.  Lembre que o leite materno NÃO INTERFERE COM ABSORÇÃO DE FERRO então pode oferecer o leite materno antes durante ou depois das refeições.

O esquema sugerido é:
  Leite materno em livre demanda
  Café da manha: fruta + cereal ou tubérculo. Por exemplo: Uma porção de fruta com pão ou bolo integral.
         Lanche da manha: Fruta Por exemplo: Uma maçã em pedacinhos
         Almoço: Igual ao da família. Por exemplo: Arroz, feijão, carne (picadinha bem fininha) e verduras ao  vapor.
         Lanche da Tarde: Fruta ou cereal ou tubérculo. Por exemplo: Pão simples com geleia de frutas.
   Jantar: Igual ao da familia. Quase como o almoço
Ceia: Se o jantar for cedo pode oferecer uma fruta, chá ou similar para o bebê antes da ultima mamada antes de dormir.

É provável que ainda venham pela frente vários períodos nos que o bebe vai se alimentar muito pouco ou quase nada, mas enquanto mantenha o aleitamento materno estará garantida a sua nutrição básica. Porém, também podem vir períodos nos que o bebe vai se negar mamar, sem que isso seja sinal de desmame, são as chamadas greves de amamentação, nesses momentos garanta o consumo de leite materno oferecendo-o em copo, em colher ou misturado com algum alimento.  Ainda lhe esperam pela frente vários picos de crescimento, períodos de dentição, doenças, ansiedade de separação, vacinas, etc. nesses períodos podem acontecer mudanças no comportamento alimentar do bebe, é importante que mantenha a oferta normal de alimentos e mamadas mas sem impor nada.

Lembre, a alimentação saudável é um habito que se aprende em casa. Incentive seu filho a se alimentar junto com a família, comendo junto com ele refeições saudáveis, com variedade de frutas, legumes, verduras, cereais, carnes. O Ministério da saúde recomenda que alimentos industrializados, enlatados, cafés, salgadinhos, balas, refrigerantes, sucos de caixinha, entre outros, sejam evitados nos primeiros anos de vida.  A sal deve ser usada com moderação.

Use a sua criatividade, não é necessário mingaus todo dia, mas podem ser incluídos na dieta, um mingau de aveia com frutas e leite materno pode ser uma boa opção de lanche da tarde (o leite é opcional). Uma polenta  com molho de carne moída pode ser muito boa no jantar.  Evite os preparados industriais, do tipo mucilon, eles contem adição de açucares de pouco valor nutricional. Existem muitos cereais além do arroz e a aveia, atualmente o mercado oferece o milho em diversas versões, chia, quinoa, cevada, trigo integral, o kibe, etc... eles oferecem uma imensa gama de possibilidades para a sua alimentação e a de seu filho. Use a internet para procurar receitas e experimente, aproveite e coloque seu filho lhe ajudar na cozinha, isso será um ótimo incentivo para ele comer suas preparações.

Após fazer um ano alimentos como o leite de vaca e o mel que até agora estiveram restritos podem ser introduzidos.  Porém, nenhum deles é obrigatório. Ambas são escolhas culturais, milhões de pessoas no mundo todo vivem sem consumir laticínios ou mel sem que isso afeite suas vidas. No Brasil, como em outros países ocidentais o consumo de Leite de vaca tem se tornado um comportamento cultural fortemente arraigado. Mas tome cuidado, o leite continua sendo um alimento de risco, ainda há chances de acontecer sensibilização alérgica, não são poucos os casos de crianças que desenvolvem ou manifestam a alergia ás proteínas do leite de vaca quando expostas diretamente após fazerem um ano de vida. Ao introduzir os laticínios (leite de vaca, queijos, iogurte, etc) faça-o de forma gradual, observando sempre as reações do organismo da criança. Fique atenta as mudanças no sistema digestivo como refluxo violento repentino, gases exagerados, mudanças nas fezes ( fezes com muco ou sague são um sinal de alerta), mudanças na pele (erupções, urticarias, dermatites) e/ou mudanças no sistema respiratório (tose secas, prurido, catarro, falta de ar etc).

Algumas dicas para introdução de laticínios após 1 ano:

-É importante que lembre que o leite de vaca SIM INTERFERE COM ABSORÇÃO DE FERRO, pelo que é indispensável que seu consumo seja longe das refeições principais do dia, e especialmente longe de alimentos ricos em ferro para não competir com sua absorção.

- Com a introdução de laticínios pode aumentar a ingestão de açucares na dieta do bebe, é importante que capriche na escovação dos dentes.

-Comece a introdução usando os laticínios em preparações como bolos, pães, sanduíches, molhos para saladas de frutas ou verduras. Seja criativa. Pode oferecer uma salada de frutas com uma colher de sopa de  molho de iogurte ou uma salada de verduras com molho de coalhada, margarina no pão, queijo com frutas secas, etc.

- Ofereça iogurte nos lanches da tarde ou da manha, pode oferecer vitaminas ou sobremesas feitas com frutas batidas com o iogurte. Prefira o iogurte natural sem açúcar sempre, a maioria de preparados industrializados contem quantidades de açúcar inadequadas para a idade de seu filho,  Danoninho é um claro exemplo de um alimento inadequado, ele é indicado para crianças acima de 4 anos acordo com o fabricante e para consumo esporádico.

- Ofereça primeiro o leite de vaca misturado com suco, chás, ou em vitamina antes de oferecer ele puro.  Respeite a vontade de seu bebe, mesmo que você esteja decidida incluir os laticínios na dieta de seu filho é ele quem decide, se ele não gostar do leite de vaca não o obrigue consumi-o nem use achocolatados ou saborizantes similares para incentivar o consumo, eles são altamente calóricos e de pouco valor nutricional. Por serem bombas de açúcar podem deixar seu filho mais agitado do normal, dificultando ás sonecas diurnas e o descanso noturno.


Referencia:
Dez passos para uma alimentação saudável paracrianças brasileiras menores dedois anos: http://189.28.128.100/nutricao/docs/geral/dez_passos_para_familia.pdf


Pode se interesar também por:https://www.facebook.com/photo.php?fbid=10152158766327955&set=oa.457562414360040&type=1

Por que param de comer com 1 ano?
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/274266252689658/

Não é necessário acostumá-los a seguir um horário?
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/285207218262228/

Comer bem para dormir bem
https://www.facebook.com/notes/solu%C3%A7%C3%B5es-para-noites-sem-choro/comer-bem-para-dormir-bem/287290731295343

Cálcio do LM não interfere na absorção de ferro
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/336109913171958/

Não devemos tirar da criança o prazer de descobrir como comer, e até o prazer de brincar com a comida.
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/336359443147005/

FAQ cólica

A cólica em bebes é um nome genérico que se da a qualquer choro sem causa determinada, então antes de dizer "meu bebe sofre de cólicas" analise a situação. O choro com hora marcada, geralmente final de tarde, geralmente está associado ao cansaço. O desconforto por gases é normal, os puns são uma sensação nova para o bebe, o que lhe deixa desconfortável. O uso de chupetas pode entre outras favorecer a inclusão de gases no sistema digestivo do bebe, se está em uso suspenda imediatamente.

Outro fator importante que pode favorecer a aparição de gases ou a irritação no bebe é o cansaço acumulado, bebe novinhos especialmente, se deixados acordados mais 2 hs ficam muito irritados e tem dificuldade para dormir. Observe os sinais de cansaço de seu bebe e coloque para dormir rapidamente, ele não sabe adormecer sozinho precisa da ajuda do peito e o embalo, se for preciso permita que alguma soneca seja no colo para que seja quebrado o ciclo de cansaço acumulado.
Use exterogestação, colocar o bebe para mamar e dormir aos primeiros sinais de sono e cansaço. Capriche na livre demanda e não ofereça chás, nem nada diferente ao LM. Evite dar remédios para gases mesmo que sejam receitados, a maioria tem como efeito secundário a dor abdominal, cólica real, e evacuação dolorida devido á forte movimentação dos intestinos.
recomendamos ler sobre o tema nesses textos:

Alternativas para tratar os Gases do bebe https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/358434994272783/

O efeito Vulcão- pular sonecas produz birra, irritação e mais dificuldades de dormir?
https://www.facebook.com/groups/266812223435061/doc/266817410101209/

IMPORTANTE:
Dar ÁGUA, CHÁ, SUCOS para curar as "cólicas" do bebe atrapalham a amamentação exclusiva e pior colocam em risco a saúde do bebe sem necessidade. O LM contem BIOATIVOS, os tais pro-bioticos que os fabricantes de LA juram que tem (mas não). Esses bioativos garantem o equilíbrio da flora intestinal do bebe, atuando como uma proteção ao evitar que bactérias ruins se instalem no tubo digestivos, eles formam um BIOFILME nos intestino do bebe que o protegem de doenças. E o que acontece com chá, água, sucos? todos eles enxugam essa bio película, deixando o intestino do bebe como um habita disponível para a primeira bactéria que entrar se instalar e multiplicar rapidamente, o que pode causar uma infecção rapidamente (gastro enterites). Com a interrupção de AME, o bebe fica desprotegido e coisas simples que antes não eram nenhum risco podem atuar como transmissores, um beijo, levar a mão na boca, chupar um brinquedo, o dosador da vitamina, o chá mesmo. Entre mais novo o bebe ao qual se administra chá, suco, água, etc, maior é o risco de contaminação. CUIDADO, não coloque em risco a saúde de seu bebe.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Chupeta x Dedo x Peito

por Andréia Stankiewicz, 



Tudo o que acontece desde o útero, no momento do parto, nos primeiros anos de vida e também na infância, são determinantes na formação dos indivíduos. Por isso, estímulos fisiológicos nesse período são tão importantes para o desenvolvimento do bebê. E nossas escolhas, fundamentais (!) já que repercutirão diretamente sobre a vida de um novo ser.

Vou tentar explicar um pouco da diferença peito x dedo x chupeta, através de uma espécie de "parecer técnico", embasada nas evidências da Ortopedia Funcional dos Maxilares, ok?

1. Dedo é natural; chupeta, não!
Chupar o dedo faz parte do processo de desenvolvimento do bebê. Muitos já o fazem desde o útero! É uma exploração inerente à fase oral (que vai até em torno de 1 ano e meio a 2 anos de vida). Com o tempo e a presença de outros estímulos (peito, alimentos, brinquedos, mordedores, engatinhar, andar, falar, etc...) o dedo vai sendo esquecido. Isso é o normal, não há motivos para preocupações! Tem fases que o bebê pode querer chupar mais mesmo, até a mão inteira, como, por exemplo, quando os dentinhos estão para nascer, pois a gengiva coça, dói, irrita. Mas passa!
Já a chupeta é imposta pelos pais e não faz parte do desenvolvimento natural, tanto é que a maioria dos bebês demora a aceitar a dita cuja.

A sucção feita com a chupeta é bem diferente da sucção normal feita no peito, pois os músculos são utilizados de forma diferente (ou seja, chupeta é uma academia de ginástica anti-natural)

 2. O dedo é mais anatômico do que a chupeta.
Tomando como padrão ouro de sucção infantil a amamentação, observa-se que ao sugar o dedo, este fica numa posição mais parecida dentro da boca com o bico do peito da mãe. Ele vai até o limite entre o palato duro e o palato mole, estimulando nesta região o desenvolvimento de um ponto neural chamado de "ponto de náusea" (aquele que "dispara" a ânsia de vômito). A língua também fica numa posição mais parecida com a da amamentação (mais anteriorizada). Já a chupeta não tem uma proctratibilidade tal qual o peito, e seu bico ou termina no meio da boca (no caso das chupetas normais) ou logo na entrada da cavidade oral (no caso das ortodônticas), atrás da região dos incisivos superiores; estimulando erroneamente aí a formação daquele ponto neural. Com a chupeta, a língua é "empurrada para trás" (na garganta), ficando numa posição mais posteriorizada, com a ponta baixa e o dorso elevado, ao contrário do que seria o normal. Tanto o dedo é mais fisiológico e anatômico, que não atrapalha a amamentação, enquanto que a introdução de bicos artificiais pode sim atrapalhar (a chamada "confusão de bicos") ou ainda comprometer o ganho de peso, pois o bebê tende a solicitar menos o peito.


3. Hábitos de sucção não-nutritivos persistentes
Não importa se for o dedo, a chupeta, o lábio, a língua, o braço, um brinquedo, paninho, seja lá o que for... Os estragos são semelhantes: palato profundo e atrésico, queixo pequeno e retro-posicionado, base do nariz estreita, cantinho do olho “caído”, olheiras persistentes, perda do vedamento dos lábios, boca aberta, respiração bucal, língua baixa e flácida, alterações na rota de crescimento dos ossos da face, dentes tortos e mordida errada, falta de espaço, dificuldades para respirar, mastigar, engolir, falar, distúrbios do sono - ronco, apneia, bruxismo, terror noturno... - problemas posturais da coluna (lordose, escoliose, “pé chato”), patologias respiratórias de repetição - rinite, bronquite/asma, sinusite, amigdalite, otite, gripes/resfriados frequentes -, etc. etc. etc.
Daí vem o medo da maioria dos pais e profissionais quanto ao dedo, justificando que a chupeta é mais fácil de tirar. O que é um erro!

A grande maioria dos bebês vai deixar de chupar o dedo naturalmente (como já foi explicado), até o final da fase oral se receber estímulos positivos: amamentação com boa-pega, em livre demanda, mamando até ficar satisfeito, exclusiva até pelo menos os 6 meses, desmame gradual e preferencialmente prolongando a amamentação nos primeiros anos de vida da criança (até 2 anos ou mais); uma introdução de alimentos bacana, tanto na qualidade como na consistência; ter liberdade para explorar o ambiente, brincar, colocar coisas na boca...enfim, se o desenvolvimento estiver normal, é uma fase e passa! Caso isto não ocorra, é necessário avaliar o que aconteceu e intervir para que as coisas voltem ao seu curso natural. Profissionais de várias áreas podem ajudar (dentista, fono, psicólogo, pediatra...).

Existe uma técnica chamada de Mamilo, utilizada por alguns dentistas ortopedistas capacitados, que é super legal e eficaz na remoção de qualquer hábito oral que se prolongue além do normal; e que atua não contra o hábito, mas a favor da biologia e da fisiologia da criança, consertando os estragos que houverem e ao mesmo tempo esgotando a necessidade neural de sucção que tenha ficado.
A chupeta um dia será tirada pelos pais e, se a criança ainda não tiver esgotado essa necessidade neural até então, muito provavelmente substituirá por outro hábito (roer unha, arrancar "pelinha" do dedo, morder lápis/caneta...). No caso da chupeta, não é uma fase que passa, ela é dada pra depois ser "arbitrariamente" tirada (quando achamos que está "na hora"). E não existe uso racional, como muitos profissionais preconizam. Afinal, os pais não têm como saber a medida certa do quanto o bebê precisa sugar para se satisfazer, enquanto que o dedo, o bebê auto-gerencia (! rsrsrs).
Ah, outra coisa: muitos dentistas falam que é só tirar a chupeta que o dentinho torto volta pro lugar. É verdade, mas o osso todo que "entortou" não volta! E no futuro faltará espaço para os dentes permanentes, além de outros problemas morfo-funcionais bem complicados.

4. Não é tudo culpa da genética!
Colocar a culpa dos dentes tortos e ossos mal-formados apenas na genética não reflete a realidade. Os fatores ambientais são fundamentais na manifestação de certas características. E por isso, as escolhas que fazemos pelos nossos filhos são tão importantes, inclusive a de oferecer ou não uma chupeta! Claro que existem biotipos mais suscetíveis aos hábitos e outros mais resistentes. Entretanto, se considerarmos que a função determina a forma, e a chupeta prejudica a função...isto quer dizer que a chupeta DEFORMA! (mais que o dedo que prejudica menos as funções). Vou tentar explicar melhor: vamos supor (uma estória, bem trágica, tá certo?) dois irmãos gêmeos: um deles caiu do berço quando era bebê e ficou paraplégico (toc, toc, toc, bate na madeira 3x! rsrsrs). Vocês concordam que, apesar da genética idêntica, o desenvolvimento entre os dois irmãos será bem diferente? Um terá as pernas atrofiadas e o outro não. Na boca acontece a mesma coisa! Ela atrofia por falta de uso, ou melhor, por funcionar errado, pela presença de estímulos neuro-motores patológicos que influenciarão diretamente o crescimento. A chupeta é um destes estímulos (junto com falta de amamentação ou o desmame precoce, uso de mamadeira ou copos de transição, respiração bucal, dieta macia e de má-qualidade, etc). Vocês sabiam que 80% do crescimento mandibular ocorre até os 6 anos de vida? E já repararam como a face e a boca do bebê crescem rapidamente no primeiro, segundo anos? Por isso que estímulos ruins neste período são tão "catastróficos", digamos assim.


5. Todo mundo conhece alguém que chupou chupeta e
tem dentes ótimos ou que ficou até com o dedo torto de tanto que chupou o dedo...

Bem, tudo é relativo. Infelizmente, são poucos os profissionais que sabem detectar precocemente uma mal-oclusão (isto é, antes dos 6-7 anos; lá por 2, 3 anos ou até menos). Muitas vezes os sinais são sutis e incipientes (os dentes até parecem normais), e passam despercebidos pela maioria dos pais e profissionais de saúde. Dificilmente uma criança "escapa ilesa" de um hábito de chupeta. O que pode acontecer são alguns raros casos de biotipos mais favoráveis nos quais os danos são menores. Por outro lado, é uma porcentagem muito pequena de crianças que "viciam" no dedo, e hoje existem formas eficazes e tranquilas de remover o hábito bem precocemente (lá por volta dos 2 anos), sem traumas. E a amamentação é a principal forma de prevenção!

Ou seja, acho que deu pra entender a mensagem: o dedo é menos pior!!! Pode deixar o bebê chupar. É válido usar alguns recursos quando a criança está chupando o dedo como oferecer o peito, distrair a criança com alguma outra coisa, brincar, cantar, desviar a atenção...reforço negativo ( do tipo "tira o dedo da boca", "é feio", "é sujo", "ai, que nojo"...) não é produtivo e pode servir até como forma da criança chamar a atenção dos pais. Nossa ansiedade com o dedo também pode ser percebida pela criança, estimulando ainda mais o hábito. Agora, dar chupeta não é legal!

Pode até parecer radicalismo, mas quem se dispõe a estudar a fundo como as chupetas funcionam, e lida profissionalmente (ou pessoalmente) no dia-a-dia com seus efeitos, não consegue defendê-las...nem um pouquinho!

Ah, mamadeiras, idem! Mas aí, já é outra estória...

O fato do bebê chupar dedo, embora seja super natural e normal, acabou virando um grande mito. Os pais/familiares muitas vezes têm medo de que o hábito persista e grande parte dos profissionais, inclusive das áreas médica e odontológica, acabam orientando equivocadamente sua substituição pela chupeta, causando uma série de (reais!) problemas no lugar do "problema" imaginário que é o seu bebê chupar dedo.
Nessa fase (a fase oral, que vai até mais ou menos uns 2 anos), o bebê leva tudo à boca, suas próprias mãozinhas, inclusive. Ele chupa o dedo pra se acalmar, pra "experimentar", pra brincar, pra mostrar que quer mamar...Aqui em casa, por exemplo, quando RN, a Luiza, minha filhota de 1 aninho, quase nunca chorava pra mamar, ela só chupava os dedinhos e logo ganhava o peito! Era o seu jeitinho de mostrar que estava com fome. Depois, quando começa a nascer os dentinhos, as gengivas coçam, o bebê fica irritado e o dedinho passa a servir como um excelente recurso para aliviar o incômodo. No transcorrer do seu desenvolvimento, o bebê passa a ter outros estímulos e maneiras de se expressar, brincar, se acalmar... e o dedo vai sendo esquecido. Mas isso tudo só acontece se for bem estimulado. Como? Principalmente através da amamentação!!!

Em livre demanda (mas LD de verdade, sem olhar relógio! afinal, quem melhor que o próprio bebê pra saber a hora que precisa mamar, seja por fome, vontade de sugar, estar no colo, se acalmar, dormir, etc.) E prolongada por tanto tempo quanto for a necessidade de cada criança (a OMS fala, até os 2 anos ou MAIS). O desmame ideal seria um desmame espontâneo, gradual, natural. Algumas vezes, mesmo sem querer, a mãe acaba provocando um desmame precoce, por ex., com a introdução de chupetas e mamadeiras/copos de transição ou até mesmo realizando um desmame noturno que acaba diminuindo sua produção de leite e levando ao desmame completo.
Oferecer a chupeta é um grande equívoco culturalmente estabelecido. Estaremos substituindo a necessidade de sucção pela necessidade do objeto! E isso explica inclusive o fato da necessidade de sucção com bicos artificiais nunca ser plenamente satisfeita, sempre fica um déficit.
Não é plenamente satisfeita porque a necessidade de sucção não é apenas o sugar em si, mas ter o seio materno por perto, que logicamente faz ter a mãe por perto, são necessidades psico-emocionais mais amplas. 

A chupeta representa uma tentativa de preencher que acaba deixando mais um vazio, já que vai chupar infinitamente, sem ter o calor, o cheirinho, a voz, o afeto da mãe junto.

Prevenir com a amamentação em LD é muito mais eficaz e coerente do que tentar corrigir dando chupeta. (contribuição de Gabriela Silva)

Então, se a dúvida é dedo X chupeta? A resposta é dedo. E VIVA O PEITO!

Mamilo é uma técnica q foi desenvolvida por uma dentista muito especial, a Dra. Gabriela Dorothy de Carvalho (que inclusive é membro da WABA e faz um trabalho muito bonito com crianças respiradoras bucais e promovendo a amamentação), juntamente com sua equipe, formada por um grupo de profissionais do Núcleo de Estudos em Ortopedia dos Maxilares - Respirador Bucal, o NEOM-RB (www.neom-rb.com.br). Assim, não são todos os dentistas que conhecem ou executam essa técnica, mas ela vem sendo cada vez mais difundida. Ele é um acessório colocado nos aparelhos ortopédicos que, ao mesmo tempo que faz a correção dos estragos causados pelos hábitos deletérios de sucção, ajuda a criança a abandonar o hábito. É uma bolinha que, quando colocada no lugar certo (no ponto de sucção), faz com que a criança sugue o Mamilo até satisfazer completamente sua vontade, "estressando" o hábito. Gradualmente essa bolinha vai sendo desgastada até que a necessidade neural de sucção seja satisfeita. É eficaz na remoção de hábitos de sucção de dedo, chupeta, língua, lábio...


Em seu livro SOS Respirador Bucal, a Dra. Gabriela fala: "Sempre é possível obter uma resposta favorável do organismo quando nossos procedimentos clínicos ou aparatológicos não são direcionados contra a alteração presente, mas sim a favor da fisiologia, da biologia e da saúde." Ou seja, o Mamilo não atua impedindo a sucção, e sim fazendo com que a criança esgote um possível déficit neural de sucção que tenha ficado, chupando o aparelhinho e aos poucos não sentindo mais essa vontade.

Este aparelho pode ser usado a partir dos 2 anos ou tão logo a criança que esteja apresentando problemas por conta da sucção prolongada possa cooperar. E por que usar aparelho tão cedo? Porque alterações funcionais na respiração, mastigação, deglutição, fala, prejudicam a saúde, a qualidade de vida e o desenvolvimento equilibrado da criança. Por isso é preciso intervir tão logo o problema seja identificado a fim de romper um ciclo que levará ao surgimento de outros problemas bem graves (respiratórios - as ites: rinites, bronquites, sinusites, otites, amigdalites...frequentes; fonoarticulatórios; dentários; de postura; de alimentação; pedagógicos/comportamentais - TDAH, ansiedade, entre outros; distúrbios do sono - bruxismo, terror noturno, xixi na cama em crianças grandes; etc...).


Mamilo é feito em acrílico, o mesmo material utilizado para fazer os aparelhos dentários. Depois de polimerizado ele fica durinho. Pode ser confeccionado de 2 maneiras: em laboratório, onde é feito primeiro um molde da boquinha da criança e depois é feito o aparelho já com o Mamilo posicionado; ou então ele pode ser colocado depois que o aparelho já estiver adaptado na boca. A primeira forma é mais fácil de fazer e tem a vantagem de que o polimento fica melhor, ou seja, o Mamilo fica bem lisinho e super gostoso de chupar - parece uma balinha! hehehe. A segunda forma tem uma grande vantagem, ao meu ver, que é a de ficar numa posição ótima dentro da boca. É feito assim: quando a "bolinha" já está quase pronta (endurecendo), a gente coloca ela no aparelho e pede pra criança chupar do jeitinho que ela está acostumada a fazer com o dedo/chupeta, etc. Dessa forma, o Mamilo fica bem anatômico e colocado exatamente no ponto de sucção, onde ela mais gosta de sugar.

O aparelho em si vai depender do tipo de problema da criança. Existem vários tipos de aparelhos ortopédicos mecânicos e funcionais e o Mamilo pode ser acoplado em qualquer um deles. Em geral, para crianças pequenas prefere-se um tipo de aparelhinho que fica fixo no céu da boca e que tem uma ação rápida (em torno de 3 meses de uso), com resultados muito satisfatórios, especialmente sobre o aspecto respiratório.
Nosso site andou um pouco "abandonado" ultimamente por conta da maternidade, trabalho e outros projetos, enfim...mas prometo em breve colocar mais informações e fotos sobre o tratamento e o trabalho que realizamos para q vocês possam visualizar melhor tudo isso. Pode deixar q eu venho avisar assim que estiver no "ar". Também no livro da Dra. Gabriela fala bastante a respeito. Chama-se: SOS Respirador Bucal - Uma visão funcional e clínica da amamentação (Ed. Lovise).

Ao contrário da maioria dos colegas que têm uma visão mais odontocêntrica (focada nos dentes), nós observamos que chupar o dedo faz menos estragos sob o aspecto funcional do que os bicos artificiais. Isso porque enquanto suga o dedo, como na ordenha do peito, o padrão de respiração é nasal. E a respiração é primordial, pois comanda vários outros desdobramentos biológicos e estímulos neuro-musculares. Com os bicos artificiais perde-se o selamento labial e inicia um desequilíbrio/incoordenação nas válvulas vitais (nariz, boca, palato, epiglote). Mas nessa fase é possível intervir com 100% de eficácia, sem provocar traumas de nenhum tipo na criança, pois como eu expliquei, o Mamilo não impede a sucção, ele busca a satisfação neural completa para eliminar a necessidade do hábito naturalmente.
http://www.vivavita.com.br/arquivos/artigos/o_uso_do_aparelho_mamilo_para_tratamento_do_habito_de_succao_digital.pdf


Andréia Stankiewicz
(dentista odontopediatra, professora de pós-graduação, homeopata, ortodontista e ortopedista funcional dos maxilares)

Chupar o dedo no útero é normal. Chupar o dedo no útero é normal.
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