Você já escutou esse tipo de coisa? Estão te pressionando a desmamar?
Publique no seu Facebook um relato em modo público com a hashtag #mandoudesmamar.
O GVA está fazendo uma campanha para que as mães contem suas experiências: precisamos falar sobre isso!
Todos os dias ouvimos relatos de mães que receberam a sentença: tem que desmamar. Quem decidiu? Profissionais da área da saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, ...), a escola, a babá, a avó, vizinhos... sob as mais diversas alegações e motivos, entre os mais comuns: porque a criança não se alimenta conforme as expectativas dos adultos; porque a criança chora quando a mãe se afasta; porque a criança acorda de madrugada; porque a criança tem cárie ou para evitar que tenha; porque a criança "está muito grande" pra mamar; porque a mãe está muito magra; porque a mãe quer emagrecer; porque a mãe precisa fazer tratamento médico ou odontológico.
Salvo raros casos de doenças graves que não possuem tratamento compatível, essas indicações não tem fundamento, seja quando o bebê tem 3-6-9 meses, sejam com 1-2-n anos.
Só cabe à mãe e à criança decidirem a hora do desmame.
Os links abaixo explicam porque a maioria dos motivos usados para indicações de desmame são infundados:
1) Só a mãe e a criança podem decidir a hora do desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/para-quem-escolheu-amamentar-liberdade.html
2) Existem muitos medicamentos (e também anestesias, para o caso de cirurgia ou tratamento dentário) que são compatíveis com a amamentação (ou possuem substituto compatível). A maioria das mães não precisa desmamar para fazer tratamentos: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/06/estou-amamentando-posso-tomar.html
3) Leite materno nunca vira água:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/como-o-leite-materno-vira-agua-e-vaca.html
4) A indicação da OMS de amamentar por 2 anos ou mais não serve só para famílias pobres:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-e-bom-apenas-por-3-6-ou.html
5) Leite materno não causa cáries:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/774642772588089/?type=1&theater
6) Amamentação não torna a criança dependente nem insegura:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-torna-crianca-insegura.html
7) Volta ao trabalho não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/11/volta-ao-trabalho-e-ausencia-ocacional.html
8) Nova gravidez não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/amamentacao-durante-gravidez.html
9) Amamentar em tandem é possível e é benéfico:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/769839976401702/?type=1&theater
10) Amamentação continuada não é carência materna:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/778931888825844/?type=1&theater
11) A manutenção da amamentação é indicada para bebês com alergia alimentar:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/10/carta-de-uma-mae-aplv-um-pediatra.html
12) Bebê desmamado não dorme melhor. Diferenças no sono do bebê que mama ou toma Leite artificial:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/diferencas-do-sono-do-bebe-que-e.html
13) Amamentação Continuada: Os benefícios da amamentação para lactentes e crianças pequenas nutricional, imunológica e psicologicamente:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/amamentacao-continuada-os-beneficios-da.html
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sábado, 29 de outubro de 2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Até quando você vai amamentar?
Por Fernanda Rezende Silva
Imagine que você é uma mãe que tem um bebê de quase 2 anos e amamenta. Você enfrentou as dificuldades iniciais da amamentação, resistiu bravamente a mamadeiras e chupetas, conseguiu amamentar exclusivamente por 6 meses, tinha sempre uma resposta na ponta da língua para pitacos do tipo “seu leite é fraco”, “nessa idade o leite virou água”, “ele precisa desgrudar de você”.
Você já faz parte de uma minoria que conseguiu vencer tantas batalhas (meus parabéns!) mas calma, não acabou – você ainda tem pelo menos mais uma pela frente: as pessoas que pensam que a amamentação precisa ter um prazo de validade estabelecido pela mãe.
Muitas pessoas pensam que a mãe precisa estabelecer esse prazo porque senão “o bebê não vai parar de mamar nunca”. Esse mito é fácil de desmentir: não existe nenhuma pessoa no mundo que tenha mamado até a idade adulta, então, quando ouvimos esse argumento, na verdade a pessoa quer dizer o seguinte: “não vai parar de mamar num prazo razoável”.
Muitas pessoas pensam que a mãe precisa estabelecer esse prazo porque senão “o bebê não vai parar de mamar nunca”. Esse mito é fácil de desmentir: não existe nenhuma pessoa no mundo que tenha mamado até a idade adulta, então, quando ouvimos esse argumento, na verdade a pessoa quer dizer o seguinte: “não vai parar de mamar num prazo razoável”.
E o que é um prazo razoável?
sábado, 23 de agosto de 2014
Para quem escolheu amamentar: liberdade. Para quem torna isso difícil: tratamento.
Por Luzinete R. C. Carvalho (Psicanalista)
Vejo muitas pessoas, inclusive mães, falando que para evitar os olhares tortos ou comentários maldosos, bastaria que a mãe que amamenta se "preservasse" um pouco, que um simples paninho poderia resolver o problema.
A realidade é que quem assim pensa ou é a pessoa que não amamenta exclusivo, ou a que se privou de sair de casa, ou a que não amamenta na rua depois de uma certa idade do bebê, ou a que não sabe de fato o que é amamentar prolongadamente.
Quem assim pensa é, muitas vezes, quem nunca amamentou e nem nunca vai amamentar...
Para quem conseguiu amamentar só em casa, para quem conseguiu amamentar também em locais públicos com um paninho cobrindo a cabeça do bebê: ÓTIMO, que bom que deu certo.
Mas deixa eu explicar que uma mãe que escolheu amamentar exclusivamente, e em livre demanda para o sucesso da amamentação, também tem o direito e a NECESSIDADE de sair de casa.
Que a mãe que escolheu renunciar da mamadeira não pode se transformar em uma prisioneira dentro de casa, até que o bebê não precise mais mamar na rua.
E só quem amamentou um pouco mais de tempo sabe que é muito diferente amamentar um bebê de poucos meses e um bebê maior, curioso, que quer olhar ao redor, que quer olhar para a própria mãe, cheio de vida e que não quer um pano cobrindo sua cabeça.
E a escolha por amamentar um bebê "maior" não pode ser abandonada para aplacar a fúria e a hipocrisia da sociedade.
Uma sociedade que deturpa as coisas mais belas e puras, transforma tudo em objeto sexual, sem perceber depois o quanto isso fala negativamente sobre si mesma.
Sem perceber o quanto isso entrega sua ignorância e extrema limitação.
Quem escolheu a amamentação continuada, o está fazendo seguindo recomendações da OMS, da SBP, do MS, que indica a amamentação para até 2 anos OU MAIS, qualquer caixinha de leite no mercado trás esta preciosa informação.
Não ajuda nem um pouco dizer para uma mãe, que tanto se esforça e se dedica, que ela precisa "se cuidar", que ela precisa "se preservar", que ela "precisa se dar ao respeito".
Uma mãe que escolheu amamentar seu filho, o fez pelos melhores e mais altruístas motivos, escolheu baseada em recomendações dos órgãos sérios já citados, escolheu pelo vínculo, pela alegria que é nutrir seu filho com seu próprio leite.
Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento e bom senso, se realmente quiser ajudar uma mãe que escolheu amamentar, JAMAIS dirá que ela é responsável pelo preconceito e assédio que pode sofrer.
Qualquer pessoa informada e com bom senso, se realmente quiser ajudar, tentará se livrar de seus próprios problemas em relação ao peito de uma mãe que amamenta, tentará se livrar de seus próprios preconceitos e ignorância.
Quem realmente quiser ajudar uma mãe que amamenta, apoiará que ela o faça em qualquer lugar e a qualquer hora, sem ser acuada ou agredida.
Se você se incomoda ao ver uma criança mamando, este é um problema só seu.
Você pode ter a dignidade de se retirar até que consiga superar seus problemas, até conseguir lidar de forma saudável com um peito alimentando uma criança.
Reflita.
Se necessário, procure ajuda, faça um tratamento, algum tipo de terapia.
Acredite: sua visão vai mudar e você descobrirá o quanto estava equivocado e o quanto pode ser feliz!
Ou você pode confessar o quão doente você é, de acordo com o tamanho da sua agressividade em relação a este assunto.
Mães: amamentem, eu lamento que sofram qualquer tipo de assédio ou preconceito, mas não se sintam só, não neguem a seus bebês o direito de serem alimentados com respeito e dignidade, insistam, persistam.
E não neguem a vocês mesmas o direito de sair de casa. Vocês precisam viver esta experiência com alegria e liberdade.
Peçam que os estabelecimentos lhes entreguem por escrito, em papel timbrado, quando a convidarem a se retirar com seu bebê.
Convidem as pessoas a fazerem sua refeição no banheiro ou em cubículos apertados e quentes, quando sugerirem que procure um lugar "adequado" para amamentarem seus bebês.
Diga para as pessoas cobrirem a própria vergonha quando sugerirem que cubram o peito escondendo a amamentação.
Informe com carinho e respeito na medida que forem tratadas com carinho e respeito.
Peçam ajuda a quem compreende.
Denunciem.
Tenham dentro de si a certeza de que não estão fazendo nada de errado.
Apenas saibam que o mundo inteiro é lugar para amamentar, já que o mundo inteiro é lugar para se amar.
Sim, a verdade é que amamentar é alimentar e amar um bebê.
Lembre-se que somente pelos filhos temos coragem de enfrentar qualquer coisa nesta vida, inclusive o preconceito.
Vamos mudar este mundo sim, com mais informação e com mais Amor.
sábado, 2 de agosto de 2014
Amamentar não é bom apenas por 3, 6 ou 12 meses. Amamentar... É bom por 2 anos ou mais!
As mães que continuam amamentando após um ano enfrentam muitos problemas, sobretudo devido às críticas de quem crê que isso “não é normal” e as ameaçam com todo tipo de doenças e catástrofes.
Na realidade, não se conhece qual é a idade “natural” do desmame no ser humano. Cada cultura tem a esse respeito seus próprios costumes, apesar de que nenhuma desmama tão cedo quanto a cultura ocidental do século XX.
Fragmento de Apoio às mães que amamentam após um ano de Dr. Carlos Gonzalez.
Foto cedida gentilmente por Marília Valencise Magri
Na realidade, não se conhece qual é a idade “natural” do desmame no ser humano. Cada cultura tem a esse respeito seus próprios costumes, apesar de que nenhuma desmama tão cedo quanto a cultura ocidental do século XX.
Fragmento de Apoio às mães que amamentam após um ano de Dr. Carlos Gonzalez.
Foto cedida gentilmente por Marília Valencise Magri
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