Muitas mães que amamentam questionam se é necessário fazer suplementação de cálcio para evitar osteoporose, já que o cálcio presente no leite materno vem das reservas de cálcio da mãe. Abaixo reproduzimos um trecho de um artigo que comprova que esta suplementação é desnecessária e que a amamentação diminui os riscos de osteoporose.
Fraturas por osteoporose
Retirado do artigo: "Os benefícios da amamentação para a saúde da mulher"
Rea MF. Os benefícios da amamentação para
a saúde da mulher. J Pediatr (Rio J). 2004;80(5 Supl):S142-S146.
Durante a fase de lactação, a mulher produz de 600 a
1.000 ml de leite por dia, com uma perda média diária de
cálcio de 200 mg, o que poderia levar, por exemplo, a fratura
óssea por perda desse mineral, especialmente se a amamentação
for exclusiva por 6 meses (como é recomendado). Seria plausível, portanto, supor que a amamentação aumente
o risco de fraturas, já que as perdas de cálcio e as
modificações hormonais ocorridas na gravidez e na lactação
podem ser responsáveis por modificações ósseas que facilitem
fraturas. Porém, sabe-se que na natureza tal perda se
recupera no período de desmame e de retorno menstrual.
De fato, a massa óssea mostrou-se com maior densidade
mineral entre mulheres que amamentaram por mais de 8
meses, em estudo realizado em Minnesota, Estados Unidos (19).
Um outro estudo mostrou que a amamentação
protege contra o risco de fratura de quadril (20), embora essa
conclusão tenha sido prejudicada por não ter sido levada em
consideração a paridade, fator sabidamente associado a
fraturas (21). Alderman et al. também mostraram proteção da
amamentação contra a presença de fraturas no quadril e no
braço por osteoporose (22). Entretanto, Michaelsson et al. não
encontraram relação entre amamentação e risco de fratura
de quadril em mulheres suecas, considerando a paridade (21).
Porém, outros autores sugerem que a amamentação, independentemente
da paridade, pode diminuir o risco de
fraturas ósseas por osteoporose (18).
Referências citadas no artigo:
18. Cumming RG, Klineberg RJ. Breastfeeding and other reproductive
factors and the risks of hip fractures in elderly woman. Int J
Epidemiol. 1993;22:684-91.
19. Melton LJ, Bryant SC, Wahner HW, OFallon WM, Malkasian GD,
Judd HL, Riggs BL. Influence of breastfeeding and other
reproductive factors on bone mass later in life. Osteoporos Int.
1993;3:76-83.
20. Kreiger N, Kelsey JL, Holford TR, OConnor T. An epidemiological
study on hip fracture in postmenopausal women. Am J Epidemiol.
1982;116:141-8.
21. Michaelsson K, Baron JA, Farahmand BY, Ljunghall S. Influence
of parity and lactation on hip fracture risk. Am J Epidemiol.
2001;153:1166-72.
22. Alderman B, Weiss N, Daling J, Ure CL, Ballard JH. Reproductive
history and postmenopausal risk of hip and forearm fracture.
Am J Epidemiol. 1986;124:262-7.
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quinta-feira, 11 de junho de 2015
segunda-feira, 16 de setembro de 2013
Cálcio do LM não interfere na absorção de Ferro
- Postagens em tópicos do GVA no orkut
- http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5509300936551479590&na=1&npn=1&nid=
- MINISTÉRIO DA SAÚDE - DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVELGuia alimentar para crianças menores de 2 anosLink - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf Passo 2 - A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais. "A alimentação complementar, como o nome diz, é para complementar o leite materno e não para substituí-lo. (...) No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena e a mãe pode oferecer o peito após a refeição com os alimentos complementares. (...) Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças."Passo 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança. "Crianças amamentadas no peito, em livre demanda, desenvolvem muito cedo a capacidade de auto-controle sobre a ingestão de alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após períodos sem oferta de alimentos.É importante a mãe distinguir o desconforto da criança com fome de outras situações como: sede, sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas. Não se deve oferecer comida, ou insistir para que a criança coma, quando ela não está com fome. Oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos que coincidem com o desejo de comer demonstrado pela criança.Após a oferta dos alimentos, a criança deve receber leite materno, caso demonstre que não está saciada.Não é aconselhável a prática de gratificação (prêmios) ou castigos para conseguir que a criança coma o que os pais acreditam queseja o necessário para ela. Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer, nunca forçadas."O leite materno NÃO atrapalha a absorção de ferro, o que faz isso é LEITE DE VACA!O LM NÃO dificulta a absorção de ferro, porque é levemente ácido; o leite de vaca sim, sem falar que ainda espolia o ferro existente por micro hemorragias intestinaisAlém disso, o LM possui lactoferrina que ajuda na absorção de ferro, sendo que no LV só existe traços. E possui um teor de lactose maior que o LV, favorecendo a absorção de minerais.Como o leite materno AJUDA na absorção do ferro, é recomendável amamentar antes ou depois de dar outros alimentos, exatamente como diz o dr. González.Artigo do Ministério da Saúde:http://nutricao.saude.gov.br/mn/ferro/ferro_programa_info_geral.phpSobre deficiência de ferro, vale a pena ler!Trecho:"Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce."
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