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sexta-feira, 5 de junho de 2015

Leite Materno não causa cáries


Amamentar não dá cáries, isso é um grande mito amplamente difundido entre os odontólogos, quem dá cáries é a mamadeira de LA. Muitos estudos tem demostrado que o aleitamento materno e a alimentação saudável são fatores que protegem contra a aparição de cáries. 
As cáries são uma doença multifatorial, o LM atua nesse caso como um fator protetor da boca e suas mucosas, porém deve ser sempre acompanhado de uma boa higiene bucal, com pelo menos uma escovação diária eficiente para crianças que já começaram sua introdução alimentar, acompanhada de uma alimentação livre de açúcares industrializados. 

Como prevenir as cáries:
Escovação, alimentação saudável livre de açúcares industrializados (incluindo os do LA, mucilon, bolachas, biscoitos etc.) e amamentação em livre demanda são condutas suficientes para prevenir a aparição de cáries em lactantes.

Amamentar à noite não só é normal mas necessário para o bebê, seja por fatores nutricionais ou afetivos, lembre que amamentar não é só alimentar a criança, e não é preciso ir aos extremos de desmamar na noite ou escovar os dentes após cada mamada para garantir que os dentes fiquem longe da cáries.

Para bebês em aleitamento materno exclusivo (AME) a limpeza da boca e língua é uma medida de condicionamento para costumar o bebê com a higiene bucal, só se faz obrigatória em casos de infecção por sapinho. Basta molhar uma gaze com água filtrada e limpar gengivas e língua com delicadeza.

Recomendamos esse resumo:
https://www.facebook.com/photo.php?fbid=316381891802920&set=a.313465942094515.73832.154050994702678&type=1

Aqui alguns artigos sobre o tema

Feeding habits as determinants of early childhood caries in a population where prolonged breastfeeding is the norm.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19145723


Association between prolonged breast-feeding and early childhood caries: a hierarchical approach.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22725605

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Anquiloglossia - "freio de língua" curto

O que é freio sublingual?

O freio sublingual se define como uma membrana mucosa situada abaixo da língua. Se dificulta ou impede o movimento normal desta, afirma-se que há anquiloglossia ou freio sublingual curto.

O freio sublingual encontra-se na parte de baixo da língua. Forma parte da mucosa oral, encontra-se pouco vascularizado e inervado, por isso, se é necessário cortá-lo, oferece pouca resistência, apenas sangra e não dói.

O freio de língua pode ser flexível ou inflexível, de tecido mole ou fibroso, longo ou curto, o que influenciará no grau de restrição dos movimentos linguais. Mesmo assim, o ponto de inserção do freio na língua pode variar  consideravelmente (posterior ou anterior).

Por que parece que atualmente há tantos bebês com freio de língua curto?

Antigamente se diagnosticava e remediava a anquiloglossia quando o bebê acabava de nascer, e durante séculos as matronas (parteiras) se encarregavam de cortá-la, mas na metade do século XX a lactância materna perdeu popularidade e a frenotomia de rotina deixou de ser habitual, pois quando havia dificuldades a solução era suspender a amamentação e iniciar a administração do leite artificial.

Já no século XXI, com a consciência da superioridade da amamentação e o aumento do interesse por tudo que está relacionado com ela, o tema do freio sublingual voltou à atualidade, assim como a busca de soluções para ele.

É tão importante?

A mobilidade da língua é de vital importância para o bom início da amamentação e para que esta se torne prazerosa para a mãe e efetiva para o bebê.

Pode ocorrer que o bebê tenha freio sublingual curto, mas que esta circunstância não cause problemas nem para ele, nem para a mãe, devido a capacidade de adaptação do peito materno e da própria fisiologia da glândula mamária. Se um bebê cresce e aumenta de peso corretamente, e sua mãe tampouco sente dor ao amamentar, não é necessário realizar intervenção alguma, salvo que se queiram prevenir outros possíveis problemas futuros (ressaltamos que a língua não é só importante para mamar, mas também que influencia de maneira decisiva o desenvolvimento de toda a cavidade oral, o que repercute na dentição, na fala, na respiração e pode inclusive determinar a propensão de sofrer problemas como otites, sinusites, etc)

Os bebês devem realizar uma complexa coreografia com a língua para:
--obter uma boa e efetiva transferência do leite
--não ferir o mamilo.

Há quatro movimentos principais que a língua do bebê deve realizar:

Extensão: ação de estender a língua até cobrir a gengiva inferior com ela e mantê-la nessa postura enquanto dura a mamada.

Elevação: ação de levantar a língua até o palato para comprimir a aréola e poder assim ordenhar o peito.

Lateralização: a habilidade de mover a língua a ambos os lados da boca.

Peristaltismo: movimento ondulante da língua que permite levar o leite até a faringe para ser deglutido.

A anquiloglossia pode impedir ou restringir estes movimentos, dificultando ou impossibilitando uma boa pega do bebê ao peito, o que por sua vez pode fazer com que a transferência do leite seja insuficiente. O bebê com anquiloglossia realiza movimentos compensatórios de sucção para evitar que o mamilo lhe escape da boca (um dos mais habituais é comprimir o mamilo com a gengiva inferior) que por sua vez, provoca traumatismos de grau variável na mama.

Que problemas pode ocasionar o freio de língua?

Na maioria dos casos, a anquiloglossia prejudica tanta a mãe como o bebê.
Para a mãe, o maior inconveniente de dar de mamar a um bebê com freio sublingual curto é a dor: se produzem fissuras pela fricção a que se submete o mamilo, infecções bacterianas causadas pela má drenagem dos condutos e favorecidas pela presença das fissuras, isquemias pela compressão do mamilo contra o palato. Tudo isso faz com que a experiência de dar o peito se torne dolorosa e desagradável.

Não todas as glândulas mamárias reagem do mesmo modo a uma sucção ineficiente. Há casos em que a mãe sofre a falta de leite - hipogalactia - e até que se corte o freio ou se estimule a produção (com uso de uma bomba, por exemplo) a quantidade do leite produzida é insuficiente.

Do outro lado, existem mães cujas glândulas mamárias parecem querer compensar o problema disparando a produção, o que faz que padeçam ingurgitações constantes e subidas de leite entre mamadas.

Além disso, as mamadas podem ser intermináveis, uma vez que os bebês com anquiloglossia não soltam o peito por si mesmos e costumam mostrar-se chorões e irritáveis. A mãe se sente cansada e frustrada, o que pode produzir um abandono precoce da amamentação, inclusive por parte de mães muito motivadas.

Em outras ocasiões, a sucção não é dolorosa, mas é ineficiente. Para a mãe isto causa frustração, já que o bebê mama aparentemente bem mas se mostra muito demandante e não ganha  peso suficiente. Estas mães podem chegar a pensar que o seu leite não é bom ou que não são capazes de produzir suficiente quantidade, quando na realidade o problema é outro.

Para os bebês, as consequências de um freio curto podem variar muito e ainda que a curto prazo podem afetar negativamente a amamentação, a médio e longo prazo causam também outros transtornos.

Existem bebês com anquiloglossia que não aumentam de peso devido à sucção ineficiente, que se traduz numa escassa produção de leite. Outros aumentam com normalidade ou de maneira espetacular.

A glândula mamária atua às vezes de forma compensatória. Diante de um bebê que mama de forma ineficiente ou caótica, pode reagir fabricando muito leite e dando lugar a uma produção excessiva - hipergalactia. Quando isso ocorrer, os bebês tomam muito leite do início, mais rico em lactose, o que lhe faz difícil de digerir e pode dar lugar a decomposições verdes, que cheiram mal e “explosivas”, muito diferente das decomposições típicas do bebê amamentado, que são de cor mostarda e com um cheiro doce que recorda ao do iogurte.

Este excesso de lactose também os faz mais propensos a sofrer regurgitação, pois devem mamar mais volume de leite para obter as mesmas calorias que receberiam se mamassem de forma eficiente, e dores intestinais (gases, cólicas).

Ao nascer, todos os bebês têm um palato alto e fechado, mas à medida que a língua se move de forma eficiente na cavidade oral, este vai se abrindo e descendendo. Se a língua não tem capacidade de elevação devido a um freio curto, esta mudança não se produz, o que afeta a toda a estrutura maxilofacial.

O palato ao ficar mais elevado, as “coanas” (aberturas posteriores das fossas nasais) vêem reduzidos seus diâmetros, o que faz que os bebês com freio curto respirem mais pela boca que pelo nariz, dormem com a boca aberta e ronquem durante o sono. Os problemas respiratórios se devem a entrada de ar nos pulmões diretamente pela boca. Esse ar não é filtrado pelas fossas nasais, o que facilita a entrada de partículas nocivas. E é mais frio, o que lhe predispõe a sofrer bronquites e pneumonias. Também são propensos a sofrer otites, devido a uma mal drenagem da trompa de Eustáquio. Também existem estudos que relacionam a anquiloglossia com uma maior incidência das apneias do sono.

A mal conclusão dental é outro problema derivado da anquiloglossia e se manifesta quando começam a sair os dentes. Estes podem nascer fora do lugar ou encavalar-se, o que unido à deformação do palato pode requerer custosas intervenções odontológicas.

Quando os bebês com anquiloglossia crescem, surgem problemas logopedagógicos (dislexia ou transtornos de articulação fonética) na pronunciação das consoantes /r/, /rr/, /l/, /t/, /d/, /n/, /s/ y /z/.

Por último, a anquiloglossia é responsável por problemas do tipo social que não deixam de afetar a qualidade de vida de quem sofre com eles: as pessoas com freio curto não podem fazer coisas tão simples como lamber um sorvete ou beijar com a língua.

Como se diagnostica a anquiloglossia?

Se deve avaliar o grau da mobilidade da língua, incluída a capacidade da mesma para extender-se mais “além” do lábio inferior, elevar-se até o palato superior com a boca bem aberta e efetuar movimentos transversais de um lado da boca a outro sem necessidade de deformar-se (lateralização). A elevação parece ser o movimento lingual que mais influencia na amamentação, por isso deveria pesar mais que os demais parâmetros na hora de avaliar a anquiloglossia

A grosso modo, podemos dizer que existem dois grande grupos diferenciados: os freios de língua anteriores e os posteriores. Os primeiros, que representam 75% da incidência de anquiloglossia. Se observam a simples vista e são fáceis de diagnosticar e tratar mediante frenotomia. Os segundos, podem passar inadvertidos e requerem uma intervenção mais complexa denominada frenuloplastia.

Freios de língua anteriores
Tipo 1: A língua tem forma de coração e apresenta uma funcionalidade muito restringida. O freio que se insere na ponta da língua, se observa a simples vista.


Tipo 2: O freio se insere mais atrás que no tipo 1, a uma distância de entre 2 e 4 mm referente à ponta da língua. Também pode restringir consideravelmente a elevação e extensão da língua, que se apresenta plana ou ligeiramente torcida.

Freios posteriores
Tipo 3: Este tipo de freio poderia definir-se como uma combinação dos tipos 2 e 4, uma vez que existe uma pequena membrana visível na parte posterior da língua mas também uma “ancoragem” submucosa, por isso não é suficiente cortar a membrana para liberar a língua da parte inferior da boca. Este tipo de freio pode ser difícil de observar à simples vista, mas basta passar um dedo de lado a lado abaixo da língua do bebê em repouso para notar sua presença.

A língua pode apresentar um aspecto normal e realizar o movimento de extensão com relativa facilidade, mas ao fazê-lo se torcerá para a periferia e se deprimirá no centro e o bebê não poderá elevá-la até tocar o palato com a boca totalmente aberta. Em função da espessura e fibrosidade do componente submucoso, a língua também pode apresentar um aspecto “como se fosse bola” e compacto.


Tipo 4 ou freio de língua oculto: o freio como tal não se visualiza a simples vista, já que se encontra oculto abaixo de uma camada de tecido mucoso, e restringe quase totalmente a mobilidade da língua, pois esta se encontra muito “agarrada” à parte inferior da boca e pode apresentar um aspecto compacto. O movimento da língua pode ser assimétrico. Às vezes, se vê um palato ogival ou estreito, a consequência direta da escassa mobilidade da língua.

Que são os movimentos compensatórios?
São recursos que desenvolvem os bebês para conseguirem mamar e escapar das dificuldades que lhes causam o freio curto:

-- Pressionam o peito exercendo uma pressão excessiva com os lábios, o que lhes causa feridas labiais, sobretudo no lábio superior.

-- Comprimem a gengiva contra o mamilo e causam traumatismos e mal drenagem, o que por sua vez favorece o aparecimento de infecções.

-- Mamam abrindo pouco a boca para evitar que o mamilo lhes escape, o que causa má transferência de leite e má drenagem da mama, que pode ocasionar dor e infecções à mãe. (mastites)


Que fazer quando há problemas com a amamentação e o bebê é diagnosticado com anquiloglossia?

Dependerá de cada família. Algumas decidirão rapidamente realizar uma intervenção cirúrgica (frenotomia ou frenuloplastia) para solucionar as dificuldades com a amamentação e prevenir possíveis problemas futuros, enquanto que outras preferirão não intervir e buscar alternativas. Também haverá quem prefira provar medidas paliativas antes de decidir-se por uma intervenção cirúrgica.

Há outros soluções para manter a amamentação sem ter que realizar uma frenotomia?

O primeiro é tentar otimizar a colocação do bebê ao peito, de tal modo que grande parte da aréola entre dentro da boca deste, facilitando assim a transferência do leite e evitando à mãe a dor causada pela pressão que realizam as gengivas.

Segurar o peito com a mão em forma de C ajuda a controlar a mandíbula do bebê. A postura “cavalinho”, na que o bebê mama sentado sobre a coxa da mãe, pode contribuir para minimizar as moléstias desta e a fazer mais efetivas as mamadas.

Também há bebês que encontram uma postura efetiva quando lhes deixa buscar e pegar o peito de forma espontânea, sem dirigir nem controlar seus movimentos. É o que se conhece como pega espontânea.

No caso dos bebês com escasso ganho de peso, há que iniciar complementação e se for possível, com leite materno.

Se existe hipogalactia associada, há que estimular a produção do leite utilizando uma boa bomba.
Em todos os casos, é muito recomendável praticar a compressão mamária, para encurtar as mamadas dolorosas e fazê-las mais efetivas.

Que é e como se faz uma frenotomia?

Se trata do procedimento cirúrgico pelo que se corta o freio sublingual. É uma técnica simples que se realiza em poucos segundos. Há cirurgiões que optam por aplicar anestesia tópica antes de fazer uma frenotomia, mas na maioria dos casos não é necessário, devido que, como comentado anteriormente, é uma zona pouco inervada e que tem pouca sensibilidade.

Antes de proceder ao corte, o cirurgião elevará a língua do bebê com um retrator acanalado que lhe permitirá visualizar o freio. O corte se faz com tesouras cirúrgicas.

As vezes se produz um rápido sangramento sem maior importância, que se detém simplesmente comprimindo a região com uma gaze. Uma vez realizada a frenotomia, o bebê é colocado no peito para mamar.

Convêm advertir que a frenotomia pode não solucionar de imediato os problemas da amamentação. Apesar de que a maioria das mães notam uma melhora instantânea, em outros casos, pode ser necessário realizar exercícios específicos de fisioterapia da sucção e ter paciência até que o bebê aprenda a mamar movendo a língua de maneira correta.

Nos casos dos freios posteriores. Tipos 3 e 4, a frenotomia pode não ser suficiente, devido que há que liberar a língua totalmente do solo da boca. As intervenções que se realizam neste caso se denominam frenuloplastias ou z-plastias.
Estes procedimentos são algo mais complexo que as frenotomias, não se podem realizar de forma ambulatória e requerem anestesia ou sedação, por isso devem ser realizados por cirurgiões.

Fonte: http://www.albalactanciamaterna.org/lactancia/frenillo-lingual-corto-anquiloglosia
Tradução: Sandra C. P.

Publicado originalmente no GVA do Orkut ,em 08/02/2011

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Seis razões para esperar seis meses para introduzir alimentos - Dr. Sears

  • 6 reasons to delay introducing solid food, por Dr. Sears
    Traduzido por Andréia Mortesen
    Tradução postada originalmente no Orkut, na comunidade do GVA intitulada 6 Meses Amamentação Exclusiva
    Tradução revisada por Luciana Freitas


    1.     O intestino do bebê precisa estar desenvolvido

    Os intestinos são a parte do corpo que filtra, peneirando as substancias potencialmente perigosas e permitindo os nutrientes saudáveis.  Nos primeiros meses esse sistema de filtragem é imaturo.  Entre 4-6 meses o revestimento interno do intestino do bebê passa por um processo de desenvolvimento chamado fechamento, no qual o revestimento se torna mais seletivo sobre o que pode ou não passar.
    Para prevenir que comidas potencialmente alergênicas entrem na corrente sanguínea, os intestinos secretam IgA, proteína imunoglobulina, que age como uma proteção, recobrindo os intestinos e prevenindo a passagem de alérgenos perigosos.  Nos primeiros meses, a produção de IgA é baixa (embora haja muito IgA no leite humano), e é mais fácil assim para que potenciais alérgenos entrem no organismo do bebê.  Uma vez que moléculas de comidas entram no sangue, o sistema imunológico pode produzir anticorpos contra aquela comida, produzindo uma alergia ao alimento. Por volta de 6-7 meses de idade, os intestinos do bebê estão maduros e capazes de filtrar os alérgenos mais ofensivos.  Por isso que é tão importante esperar para a introdução de alimentos sólidos, particularmente se existe uma historia de alergia alimentar na família do bebê, o que significa uma tendência desenvolver alergias também, e prestar muita atenção quando oferecer os alimentos aos quais outros membros da família são alérgicos.

     2.     Bebês novos têm reflexo de propulsão da língua

    Nos primeiros quatro meses a língua tem um reflexo de propulsão para proteger os bebês contra engasgo.
    Quando qualquer substância incomum é colocada na língua, automaticamente é empurrada para fora e não para dentro. Entre 4-6 meses de idade esse reflexo diminui gradualmente, dando ao primeiro cereal ou à primeira fruta uma chance de entrar no estômago e não ser rejeitado pelo reflexo da língua.  Não somente essa parte inicial do trato digestivo (língua, boca) não está pronta para sólidos, como também a parte final (estômago e intestinos) também não estão prontos.


    3. O mecanismo de engolir do bebê é imaturo.

    Outra razão para não ter pressa na introdução de alimentos sólidos é que a língua e o mecanismo de engolir podem não estar prontos para funcionarem juntos.  Dê uma colher de papinha a um bebê com menos de quatro meses e ele vai mover essa comida ao acaso em sua boca, empurrando um pouco da papinha de volta à faringe, onde é engolida, um pouco vai para os espaços grandes entre as bochechas e gengivas, um pouco vai pra frente entre os lábios e para fora, no queixo.  Ou seja, o bebê não tem um bom controle da mastigação e direção para engolir, o que vai ser desenvolvido entre 4-5 meses de idade.
    Nessa fase o bebê desenvolve a habilidade de mover a comida do começo da boca para o fundo ao invés de deixar a comida flutuar em todos lugares e cuspir boa parte dela. Antes dos quatro meses de idade, o mecanismo de engolir do bebê é feito para sugar, mas não mastigar.


    4.Bebês precisam ser capazes de sentar.

    Nos primeiros meses, os bebês associam comida a carinho. Alimentar-se é uma interação íntima, e bebês frequentemente associam o ritual de comer com pegar no sono, seja nos braços ou no peito da mãe. A mudança de um peito suave e morno para uma colher fria, dura, geralmente não é bem vinda, esperada com uma boca aberta.  Dar papinhas ao bebê é uma maneira mais mecânica e menos íntima de “entregar” a comida. Requer que o bebê sente num cadeirão de comer, uma habilidade que a maioria dos bebês desenvolvem por volta de 5-7 meses. Segurar um bebê na posição tradicional de mamar não é a melhor maneira de introduzir papinhas, porque seu bebê vai achar que vai ser amamentado (ou tomar mamadeira) e vai achar que algo esta errado e vai provavelmente rejeitar a comida.

    5. Bebês novos não são capazes de mastigar.

    Dentes raramente aparecem antes de 6-7 meses, outra evidência forte de que os bebês muito novinhos estão preparados para sugar e não para mastigar. Nos estágios prévios ao aparecimento dos dentes, entre 4-6 meses, bebês tendem a babar e a saliva que ele baba é rica em enzimas que ajudarão a digerir as comidas sólidas que virão em breve.


    6. Bebês com mais de seis meses gostam de imitar os pais

    Ou quem toma conta deles. Por volta dos seis meses de idade, bebês gostam de imitar o que veem. Eles veem você comer um legume e gostar de mastigá-lo. Eles querem pegar um garfo e fazer o mesmo.
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