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sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Carta de uma mãe APLV a um pediatra

Por Luciana Freitas

Prezado Doutor,

Sou profunda admiradora do seu trabalho, da sua história em defesa da amamentação, dos seus textos. Sou sua fã. De verdade.

No entanto, não posso esconder a profunda tristeza que sinto ao ler o que você já disse, mais de uma vez, sobre ter recomendado desmame de bebês com alergia às proteínas do leite de vaca (APLV). Me dá uma tristeza, um desânimo... Só eu sei... Eu vou te pedir uma coisa, doutor: repense. Eu sei o tamanho do meu atrevimento ao dizer isso. Já não sou profissional de saúde, sou uma mãe. Uma mãe APLV, ou melhor, ex-APLV, pois meu filho está curado há mais de um ano. Não pense que não me coloco no seu lugar, porque me coloco. Eu sou pesquisadora, embora não tenha, na minha área, o peso que você tem na pediatria. O que ocorreria se um leigo viesse me pedir para repensar algo sobre a minha especialidade? Não sei. Talvez não gostasse. Talvez repensasse. Realmente não sei.

Se o estímulo ao desmame é enorme entre crianças saudáveis, é maior ainda entre crianças APLV. Imagino que muitas tenham passado pelo seu consultório, não tenho ideia de quantas. Sei que sua experiência é enorme, mas eu gostaria de falar um pouco da minha e peço, por favor, que leia o longo texto que escreverei.

Eu tenho contato com centenas de mães com filhos APLV. Sim, centenas. Temos, há alguns anos, um grupo virtual de apoio às mães. Para ser mais exata, hoje somos 1691* mães. Muitas delas nunca nos relataram suas experiências, é verdade. Mas muitas outras, pelo menos a metade, participa ativamente do nosso grupo. Temos de tudo: mães ricas e mães pobres; mães muito bem informadas e mães pouco informadas; mães que querem amamentar e mães que não querem amamentar; mães que pagam 800 reais por uma consulta médica e mães que mal podem pagar o ônibus até o posto de saúde. Nosso objetivo? Apoio mútuo e informação.

Aprendi algumas coisas ao longo desse tempo. Muitas delas, aprendi estudando. Como tenho acesso a todos os periódicos pela minha universidade, eu leio bastante sobre APLV (e sobre amamentação também). No entanto, aprendi muito mais com as outras mães. Muito mais mesmo!

Não preciso dizer o que aprendi estudando, porque isso você já sabe. Prefiro contar o que eu aprendi com as mães, que passo a relatar abaixo:

1) Por melhor que seja o pediatra, APLV requer acompanhamento de um bom especialista. Na maioria dos casos, a melhor opção é um gastro. O problema é, infelizmente, encontrar um que entenda bem do assunto e, mais ainda, que apóie a manutenção da amamentação, se esse for o desejo da mãe. Eu, sinceramente, depois de tudo o que já vi e ouvi, só entregaria meu filho APLV aos cuidados de três médicos: César Junqueira e Sheila Pércope, ambos da UFRJ, e uma jovem médica pediatra de São Paulo, Barbara Seabra, mãe APLV, que humildemente foi buscar informação e apoio no nosso grupo quando se viu com seu próprio bebê alérgico a leite; Hoje ela entende muito do assunto, embora não seja gastro. Deve haver mais médicos que entendam da APLV e que apoiem a amamentação. Eu desejo demais que haja, mas eu não conheço. Sei de mães que cruzaram o país e uma que cruzou o Atlântico para vir se consultar com esses médicos.

2) Por melhor que seja o gastro, mesmo os que eu citei e que são da minha maior confiança, quem entende de dieta é a mãe. Deixando de lado casos de erros absurdos, como médico que manda a mãe tomar leite sem lactose ou leite de cabra (que acontecem muito mais do que deveria, veja este artigo:  http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-05822007000200002&lng=en&nrm=iss), o fato é que profissionais de saúde não têm como saber, excetuando-se o óbvio, o que tem e o que não tem leite, soja ou qualquer outro ingrediente. Nem eu sei mais. Meu filho está curado há mais de um ano e eu já estou desatualizada quanto a isso, porque não leio mais rótulos, não ligo mais para SACs. Já vi um caso gravíssimo de alergia, criança tratada em um dos mais importantes hospitais de São Paulo e sabe o que aconteceu? A nutricionista, com aval do pediatra, mandou colocar uma determinada marca de maltodextrina, que tem traços de leite, na fórmula de aminoácidos! A mãe confiou, não leu o rótulo e o resultado foi lamentável. Teria muitos exemplos semelhantes para dar.

3) Conheço dezenas de mães que, como eu, fizeram meses ou anos de dieta rigorosíssima. Eu fiz 15 meses de carne e 23 meses de leite (incluindo traços), cítricos e oleaginosas. Conheço várias que fizeram leite, soja e carne; outras que fizeram dietas ainda mais rigorosas, pois precisaram excluir ovo, glúten, frutas. Conheci até mesmo uma que passou meses com arroz e fórmula de aminoácidos. Sim, ela preferiu tomar a fórmula especial para poder amamentar seu filho! Eu acho que não aguentaria, mas ela aguentou. Cada um sabe seu limite, não é? Eu fiz a dieta sem dificuldade. Nunca sofri. As pessoas sofriam por mim, eu não sofria. Sei que há mães que sofrem, umas mais, outras menos. No entanto, ninguém pode decidir pela mãe se o sofrimento dela vai ser grande ou pequeno, se ela vai fazer a dieta direito ou não, se ela vai ou não vai aguentar. Isso só ELA pode saber. Eu ouvi de uma nutricionista que eu não iria aguentar e que meu leite não seria suficiente. Eu ri. Ainda bem. Porque eu poderia ter acreditado nela, mas mas eu preferi acreditar em mim! Minha vontade, quando meu filho fez dois anos sem nenhum tipo de leite exceto o meu, um touro com quase 15kg e 95 cm, embora ainda APLV, era voltar lá, para mostrar a ela a nossa “desnutrição”. Essas dezenas de mães, doutor, estão todas saudáveis. Nenhuma ficou desnutrida. Nenhuma. Nem aquelas que tinham dietas extremamente restritas. Eu me alimentava perfeitamente: no café da manhã e no lanche, pães caseiros, azeite, uma marca permitida de margarina, sucos, bolos caseiros sem leite, até pão de queijo sem queijo existe! No almoço e no jantar, arroz, feijão, aves (frango, pato, peru, avestruz), rã, coelho, ovos, todos os legumes e verduras. Isso desnutre alguém? Pois eu sequer perdi peso, e olha que ia ficar bem feliz se acontecesse! Meus exames foram excelentes durante todo o período, até melhores do que são agora, com colesterol e triglicéridos mais baixos. Algumas mães suplementam ferro e cálcio, mas eu confesso que não tive paciência para isso. E não tem tantos vegetarianos e veganos hoje em dia? Eles ficam desnutridos?

4) A dieta não é de simples manejo, mas também não é um bicho-de-sete-cabeças quando a mãe se sente apoiada e informada. Temos centenas de receitas no nosso grupo. De tudo o que você puder imaginar: bolos, brigadeiros, salgadinhos, tudo mesmo! Muitos deles sem leite, soja, ovo, carne e glúten. Eu sou um zero à esquerda na cozinha, mas botei a mão na massa, literalmente. Eu sou impaciente, mas aprendi a passar horas para fazer compras no supermercado, para ler todos os rótulos minúsculos e infames.

5) Meu filho tinha sangue nas fezes. Sangue MESMO, fralda cheia, visível. Nada de raios, não. Outra criança teve 10 meses de sangue oculto positivo. Outras mais tempo que isso. Casos graves, mas que foram acompanhados por médicos que acreditam que o poder de cura do leite materno é superior a qualquer deslize na dieta. E, obviamente, mães que desejavam amamentar e persistiam. Com dieta, com perseverança, essas crianças  foram amamentadas por logo tempo e muitas delas já se curaram. Inclusive o meu. Inclusive a que teve 10 meses de sangue oculto positivo. Inclusive muitas outras que tinham alergias gravíssimas e cujas mães fizeram dietas rigorosíssimas.

6) Bebê APLV, amamentado. Criança com reação, médico “manda” suspender aleitamento e dar extensamente hidrolisado (que sempre deve ser a 1ª opção, segundo o Consenso Brasileiro de Alergia Alimentar, documento que deveria ser lido por todos os que tratam de crianças alérgicas) ou fórmula de aminoácidos. A mãe desmama uma criança doente; ela sofre, a criança, mais ainda. A criança faz 6 meses, começa a introdução dos sólidos, mas seu organismo não mais conhece proteínas inteiras e o resultado, ao receber o sólido, podemos imaginar qual é... De fato, não é uma nenhuma evidência, mas o que observamos é isso: a criança APLV amamentada pode até demorar mais tempo a ficar assintomática, mas a médio e a longo prazo, tudo é melhor, inclusive a tolerância aos sólidos. Continuando a historinha: a criança faz 8 meses e começa a engatinhar... Um espetáculo de traços de todos os alimentos no chão. A criança coloca a mão na boca... Imagine o chão de uma festa infantil... Ah, antes mesmo de aprender a engatinhar, ainda tem a tia com aquela boca que acabou de comer pão com manteiga direto na bochecha do bebê... O pai que bebeu leite... O irmão, o vizinho... Onde há mais “contaminação” pelo alérgeno? No leite da mãe ou em tudo isso que eu disse? Olha, o que eu conheço de criança APLV desmamada e cheia de reações mesmo em exclusividade de fórmula de aminoácidos... Desmamou, privou a criança do LM e de tudo o que envolve a amamentação, mas livrou a criança dos alérgenos? E nem falei de creche e escolinha. Você acha que vão separar utensílios como fazemos em casa? Que vão impedir que uma criança roube um biscoito da outra?

7) Em teoria, a criança com APLV desmamada tem fórmula fornecida pelo poder público. Tudo parece lindo e maravilhoso. Até o dia que o leite atrasa. O leite acaba. O leite, mesmo com liminar, não sai. Não conheço uma mãe cujo filho dependa de fórmulas especiais que nunca tenha passado por isso. Aí, aquele desespero, claro. Junta daqui, pede dali, compra no mercado negro, é enganada por golpistas... Conheço lugares em que as crianças passaram meses sem receber as fórmulas.

8) Já vi criança APLV com os mais variados sintomas, respiratórios, dermatológicos, já vi casos graves de refluxo, otite crônica, esofagite eosinofílica, proctite, enterocolite, hiperplasia nodular linfóide... Algumas já desmamadas quando se juntaram a nós, outras que desmamaram depois, mas muitas que mantiveram a amamentação, felizmente. Desmamou porque a mãe não aguentou a dieta? Perfeito, cada um tem seu limite e ele deve ser respeitado. Mas desmamar porque “fórmula de aminoácidos é a solução” e o “leite materno está fazendo mal ao bebê”, isso eu não aceito e não tem respaldo em evidências científicas... A mãe que quer amamentar costuma lutar por isso, mas ouvir de um médico que é preciso desmamar consegue destruir a segurança de muitas delas. Se o médico já na consulta do diagnóstico diz: “se não melhorar com a dieta vamos entrar com fórmulas especiais” ou “se você não aguentar a dieta”, pronto! Lá se foi a determinação de muitas mães! Eu, com meu filho sangrando bastante por 3 meses nunca ouvi nada disso. Se ouvisse, não me abalaria, porque eu estava determinada. Mas muitas mães ouvem e ficam arrasadas, fracassadas e aí tudo fracassa mesmo.

9) Os casos que você cita que recomendou o desmame eu, obviamente, não conheço. Não estou de forma alguma afirmando que foi um erro e não estou te criticando, mas preciso dizer que nunca vi caso que não melhorasse com ajuste na dieta e apoio e informação à mãe. Eu não chegaria aonde cheguei sem o apoio das minhas queridas companheiras, muitas delas amigas de verdade hoje em dia. Onde eu aprenderia que existe pão de queijo sem queijo? Como eu imaginaria que tem que separar a esponja? Como eu aventaria a hipótese de que há produtos de higiene infantis com proteínas do leite? Xampu, lenços umedecidos, sabonete, creme... Isso tudo e muitos, muitos outros detalhes.

10) Eu poderia escrever não apenas uma mensagem longuíssima como esta, mas talvez um livro com tantas histórias sobre APLV, mas não dá. Deixo, então, uma foto de mães e seus bebês APLVs amamentados. Todos mamaram por mais de um ano, exceto dois que ainda têm menos de 3 meses. Quase todas amamentaram por mais de 2 anos. Uma delas faz dieta de leite, soja e glúten há mais de 2 anos, pois suas gêmeas têm APLV. Eu também estou na montagem, no aniversário de 2 anos do meu filho, eu completando 22 meses sem leite. Ambos em dieta e felizes.



Com carinho e admiração,

Luciana Freitas



*Atualização: em 28/10/2016 o grupo atingiu 15.250 participantes. 

Carta publicada originalmente dia 12/06/2011 em https://www.facebook.com/notes/meu-filho-%C3%A9-al%C3%A9rgico-a-leite/carta-de-uma-m%C3%A3e-aplv-a-um-pediatra/130125460401323

sábado, 12 de julho de 2014

O pediatra não manda em mim!

O pediatra não manda em mim!
O pediatra não é seu chefe!

Tópico criado por Andreia Mortensen no GVA do orkut

Fonte:http://thestir.cafemom.com/baby/111479/your_pediatrician_is_not_yourPor Christie Haskell e Jeanne Sager em Outubro de 2010.

Quando um assunto como a segurança do bebê na cadeirinha de carro é discutida, frequentemente se ouvirá alguém falando que seu pediatra mandou fazer o oposto do que as informações de segurança dizem. Em alguns casos as recomendações do pediatra são até ilegais e ainda assim a mãe usa a frase "Meu médico mandou fazer assim" como razão para agir desse modo. E a mãe até se recusa a olhar para os fatos que estão sendo apresentados a ela!

Por que? Isso é algo que sempre me pergunto, muitas e muitas vezes.

Por que temos um pediatra e lhe demos autoridade de decidir praticamente tudo sobre nossa família, educação incluída?Existe um poder mágico que dita que devemos automaticamente obedecer todos os desejos e comandos do pediatra??

Agora, deixe-me começar dizendo que a formação dos pediatras incluem estudos extensos (universidade e residência) que são incrivelmente difíceis, e que sou grata que há pessoas que se especializam em saúde infantil. Mas não acho que todos pediatras frequentaram uma aula sobre lactação ou uma aula sobre segurança da cadeirinha de carro, mas mesmo assim eles se sentem de alguma forma qualificados para dar conselhos autoritários nesses temas.

Pense nisso... seu dentista pode saber sobre dentes, mas eles te mandam para o um ortodontista para aparelhos, certo? Bem, seu pediatra pode entender o básico de nutrição, mas uma consultora de amamentação é a pessoa que realmente entende de amamentação- pois no final das contas amamentação é sobre o SEU corpo, não do seu bebê. 

E esse é só um exemplo.

Para tentar entender esse problema, cito abaixo alguns conselhos reais que algumas pessoas receberam de seus pediatras:

• Coloque seu bebê de 10 meses para frente na cadeirinha do carro porque seus pés encostam no assento.
• Coloque xarope de chocolate na mamadeira de um bebê de 5 meses para ‘fazer ele gostar’ da mamadeira porque a mãe o desmamou.
• Dê papinhas para o bebê de 3 meses porque o bebê era muito grande/muito pequeno/mamava muito/não mamava o suficiente.
• Mande a mulher ordenhar os seios após o nascimento do bebê para "ver se tem colostro" e dê esse colostro numa colherzinha para o bebê antes de permitir que ela coloque o bebê no peito.
• Mande a mulher furar a orelha do recém nascido para evitar o risco de alergia a níquel no futuro.
• Coloque o bebê de 2 meses amamentado exclusivamente no peito num esquema rígido de mamadas a cada 3 horas para ver se ‘cura’ seu refluxo.
• Encha seu bebê de 15 meses com manteiga, creme e sorvete, não porque ele está perdendo peso ou parou de ganhar peso, mas porque o medico disse que ele era desproporcional.
• Dê um tapa na mão do bebê de 10 meses que toque a tomada, porque ‘eles só fazem isso para te irritar.
’• Diga a mãe que seu filho de 2 anos que ainda não consegue usar uma tesoura não terá controle motor fino no Jardim de Infância.

Entende o que quero dizer?

O fato é que seu pediatra não é um psicólogo infantil, especialista em cuidados e educação (‘parenting’), consultor de amamentação, ou técnico em cadeirinha de carro (ao menos que eles tenham especialidades múltiplas). Se você tem um problema em especial, consulte o especialista- é o que ELES estudaram. Seu trabalho como mãe é trabalhar com seu pediatra em assuntos médicos, como seu parceiro nos cuidados com seu filho. No entanto, ainda é sua responsabilidade se educar sobre o assunto. Não, você não quer anular todos comentários do seu pediatra com o Dr. Google; entretanto é ótimo para você se informar antes de conversar com seu médico e outros especialistas sobre suas preocupações.

Você também precisa de alguém que ou concorda com você em alguns tópicos polêmicos ou que pelo menos respeite suas escolhas. Isso é ponto chave para achar seu pediatra ideal.

Pediatras não são iguais, suas formações diferem! Separe os bons dos ruins

A tarefa de achar um pediatra para seu bebê não é tão fácil como abrir a lista de medicos do plano de saúde e escolher um que seja mais próximo a tua casa. Todos eles fizeram faculdade de medicina, mas, assim como outras especialidades, nem todos pediatras tem a mesma formação.

Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência.

Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência. Eles ganharão o trabalho de tomar conta da pessoa que lhe é mais preciosa para você pelos próximos 18 anos. Eles podem fazer um esforcinho extra para conseguir isso.

Parece que você estará criando uma relação de adversários começando dessa maneira, mas é exatamente assim a prática padrão nos EUA. A maioria dos pediatras estão preparados e esperam essa entrevista inicial. Algumas perguntas importantes e que são relevantes para as mães que tem filosofias em ambos extremos dos temas mais polêmicos:

• Qual sua posição sobre vacinas?
• Você é aberto a homeopatia?
• Você acha que infecções de ouvido sempre devem ser tratadas com antibióticos?
• Você oferece amostras grátis de Leite artificial para as mães?
• Quanto tempo em média dura cada consulta?
• Quais são as alternativas em horários não comerciais?
• Há separação das crianças doentes das saudáveis na sala de espera?
• Você visita os recém nascidos no hospital?

Outra dica é perguntar para outras mães. Há uma razão para que empregadores peçam referências antes de contratarem um novo funcionário.

Finalmente, é importante que o pediatra esteja atualizado. Por exemplo, no dia seguinte que a Associação Americana de Pediatria (AAP) anunciou sua nova recomendação de que bebês devem ficar virados para trás nas cadeirinhas de carro até 2 anos de idade ao invés de 1, minha filha tinha uma consulta com o pediatra. Eu imprimi a página da AAP com essa recomendação e levei, mas meu pediatra já sabia disso e o artigo estava inclusive em todas salas de consulta, e ela fez questão de mencionar e reforçar esta recomendação.
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