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sábado, 6 de junho de 2015
É normal o cabelo cair enquanto amamentamos?
Os hormônios da gestação estacionam a queda natural de cabelo, mas após o parto há uma queda abrupta desses hormônios, e por isso, independente de estar amamentando ou não, o cabelo começa a cair novamente. O volume da queda nos assusta, mas o que acontece é que todos os fios de cabelo que teriam sido renovados durante os 9 meses e não caíram, começam a despencar. É claro que novos fios irão crescer, porém serão ainda curtos e isso faz com que o volume da cabeleira fique bem menor, em comparação ao que era antes. Queda de cabelo é comum, normal e esperado, consequência das mudanças fisiológicas que o nascimento do bebê faz no corpo da mulher. Se ainda assim estiver preocupada, notando que começam a surgir grandes falhas no couro cabeludo, procure um dermatologista.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Diga não ao desmame abrupto! (com dicas para desmame gradual)
Diante a tantos relatos de desmames abruptos e precoces que não resultam em melhoria no sono, pelo contrário, resolvi agrupar informações sobre desmame abrupto e possíveis consequências para a mãe e criança. Espero que sirva para reflexões gerais na comunidade.
O desmame abrupto é extremamente traumático para toda a família e isto infelizmente ainda é comum: algumas mães deixam de dar o peito de uma hora para outra, com soluções drásticas como dormir fora e deixar a criança aos cuidados de parentes, aplicar produtos desagradáveis nos seios para que a criança os rejeite pelo gosto ou ainda com mentiras, enganações e choques visuais, como exemplo usar um band-aid nos seios e dizer a criança que estão machucados.
A amamentação é algo TÃO importante na vida da mãe e da criança, foi o início de comunicação entre mãe e filho, foi fonte de nutrição, de afeto e não deve terminar de uma maneira brusca, com artifícios, enganações, mentiras, fazendo com que a criança talvez se sinta culpada por ferir sua mãe. Essa é uma responsabilidade e culpa enormes que são transferidas para o filho no evento de um desmame repentino.
Quando perde o peito de repente, a criança se sente desolada, sofrendo uma perda, pode se sentir rejeitada pela mãe, gerando insegurança e muitas vezes rebeldia. A perda repentina do seio materno pode causar trauma emocional na criança, já que amamentação não é somente fonte de nutrição para o bebê, mas fonte de segurança e conforto emocional também. Não há absolutamente como explicar a um bebê que repentinamente não pode mamar mais.
Desmames abruptos não permitem que ambas partes físicas e emocionais de mãe e filho sejam trabalhadas gradualmente. Por outro lado, ao promover um desmame gradual pode-se compensar aos poucos outros tipos de atenção para compensar a perda do contato íntimo da amamentação.
Na mãe, o desmame abrupto pode resultar em ingurgitamento mamário, bloqueio de ducto lactífero e mastite, além de tristeza ou depressão, por luto pela perda da amamentação ou por mudanças hormonais. Depressão pode surgir por um decréscimo abrupto dos níveis hormonais maternos, portanto mães com história anterior de DPP devem especialmente atentar para as consequências de um desmame abrupto.
O desmame deve ser natural, consensual, em acordo entre mãe-filho, isto é, haverá um tempo e um ritmo próprio, um período da vida da mãe e do filho em que ambos aprendem a dar e receber alimento, aconchego e a se comunicarem de uma maneira nova, que não com os seios. São portanto três elementos a serem considerados de grande importância na amamentação: nutrição, afeto e comunicação. Quando os três itens estão plenamente supridos sem a amamentação num processo de autonomia e maturidade vindo da criança, um desmame gradual pode ser promovido.
Em outras palavras, deve ser resultado de uma maturidade da criança e não uma imposição da mãe ou de outros familiares ou conhecidos, ou ainda médicos. No segundo ano de vida a criança necessita de vários estímulos, brincar, cantar, dançar, adquire destrezas motoras, e começa o linguajar, que é uma forma poderosa de comunicação. Quando uma criança está em um ambiente seguro, rico em estímulos, recebe carinho e atenção também do pai, ela está mais apta ao desmame total com facilidade.
Em termos de desenvolvimento, um desmame antes de 2-3 anos é precoce, o bebê ainda precisa mamar, ainda está em processo de individualização, ainda está na fase oral, os benefícios são muitos, enquanto que a troca por objetos para saciar a necessidade oral não apresenta vantagem alguma.
As consequências para o cérebro em desenvolvimento de um bebê que é submetido a mudanças permanentes e abruptas, com interferência de estranhos, choro sem consolo, negação de afeto e violência emocional podem ser drásticas.
Bons vínculos
Texto de Claudia Rodrigues, jornalista e terapeuta reichiana, sobre desmame e vínculos: O desmame abrupto é o pior dos desmames. Quando a mãe retira a criança do peito forçando a introdução da mamadeira retira da criança um prazer evidente e inimitável, cujo calor, textura, cheiro e sabor jamais serão imitados.
A criança pode acostumar com o objeto substituto do seio, a mamadeira, e com o novo líquido não apresentando qualquer sintoma imediato, mas é bastante comum que poucos meses após um desmame abrupto comecem a ocorrer distúrbios de comportamento alimentar.
Mais cedo ou mais tarde a decepção por ter perdido algo que era tão caro à criança, começa a ser processado. As somatizações, como alergias e intolerâncias a alimentos nem de longe são os piores sintomas. Pode ter menos sorte psíquica a criança que não somatiza nos primeiros anos.
O mais cruel e nocivo dos desmames abruptos é aquele que faz com que a criança prove no seio da mãe algo ácido, azedo ou amargo, especialmente quando isso é associado a uma visão terrível (seios pintados, com band-aid, etc) do seio, objeto que até então só trazia prazer e que aparece repentinamente como algo assustador.
Esses sentimentos e impressões ficam inscritos no córtex para o resto da vida, a confusão entre prazer e desprazer ficará gravada e um dos sintomas mais comuns será a inabilidade da pessoa para acreditar que merece prazer e que ele pode ser algo perene, confiável. Perdurará a impressão de que o prazer pode a qualquer momento virar uma ameaça. Nos piores casos a pessoa não consegue buscar o prazer, já caminha diretamente para a punição.
A amamentação é o prazer absoluto do bebê e ele deve aos poucos, conforme for crescendo, colocar outros prazeres em sua vida até sentir-se apto para se desligar desse primeiro vínculo com sua pulsão pelo prazer.
A mãe pode retirar o peito, mas isso deve ser feito gradualmente, jamais via truques mirabolantes com requintes de perversão e sabotagem ao prazer do bebê.
Não inicie um processo de desmame em momentos conturbados na vida, como início de escola, retorno da mãe ao trabalho, separação dos pais, mudança de casa, doença ou qualquer situação de grande mudança.Texto excelente de Dra. Elsa Giuliani, pediatra, presidente do Departamento de Aleitamento Materno da SBP. Trecho pertinente:
Já se avançou muito na valorização do aleitamento materno nos últimos tempos. A recomendação da duração da amamentação passou de 10 meses na década de 30 para dois anos ou mais nos dias de hoje. Atualmente, fala-se em desmame natural como a forma ideal de desmame, sem especificar uma idade mínima ou máxima para que esse processo ocorra. Apesar desse avanço ainda estamos longe de encararmos o desmame como um marco do desenvolvimento da criança. Para chegarmos a este estágio, faz-se necessário entender e enfrentar as circunstâncias que, segundo Souza e Almeida, “ultrapassam a natureza e desafiam a cultura e a sociedade”.
Segue o relato da mãe Eidi sobre uma situação que fez a filha sofrer como se fosse um desmame abrupto:
Meninas, um dia minha filha estava doentinha e só queria mamar, chegou uma hora que eu disse tranquilamente "filha acabou o mamá, vamos papar tá", ela almoçou (por volta das 13h) e depois disso não mamou mais, chorava, colocava a boca no peito e chorava e não sugava, colocava a cabeça para trás, nesse dia pela primeira vez na vida dela dormiu sem mamar e eu sem entender nada, quando foi de madrugada lá pelas 3h ela acordou chorando muito e dizia "cabou mamá", "cabou", e ali eu entendi o que havia acontecido: ela pensou que havia acabado para sempre então ela nem sugava. Fiquei insistindo com ela até que lá pelas 4h ela pegou e voltou a mamar normalmente. Desde esse episódio, tomo muito cuidado com o que eu digo à Sofia, ela tinha pouco mais de 11 meses e foi capaz de atribuir um sentido definitivo àquela frase.
Esse é o relato e reflexões de Fernanda sobre o desmame abrupto de sua filha mais velha:
Desmamei a minha mais velha abruptamente com 1 ano e 4 meses. Coisa que demorei a perceber que não foi legal. Durante um tempo, tive o discurso do "era a única forma, foi o melhor para ambas e não deixou sequelas".
Mas consegui felizmente rever minha posição (infelizmente não posso voltar no tempo para desfazer as coisas). Eu me sentia extremamente cansada, ela acordava diversas vezes para mamar, dormia mal, comia mal.
O desmame noturno (era essa minha intenção inicial) parecia a solução para os meus problemas. Apliquei uma espécie de Dr. Gordon (nem conhecia na época), mas no último estágio já.
Decidi que ela não mamaria de meia noite às seis da manhã. Obviamente que ela pediu para mamar e eu neguei e ela chorou bastante. Pelo menos não ficou sozinha, eu fiquei com ela no colo tentando ninar, até que dormiu, mas quase às cinco da manhã.
No dia seguinte ainda mamou algumas vezes e no terceiro dia não pediu mais, nem de noite nem de dia.
E eu pensei, meus problemas acabaram. Ledo engano. Ela continuou a comer mal e acordar todas as noites durante mais 1 ano quase.
Analisando hoje, percebo que ela vinha de um rotavírus (com 1 ano e dois meses), quando ficou praticamente só peito por quase 15 dias e do carnaval, quando ficamos juntas durante 1 semana. Depois retornei ao trabalho e ela à creche, e obviamente que ela transferiu todo esse contato para a noite.
Na época, o cansaço extremo e a falta de apoio (já que eu só ouvia "ela é muito grande para ainda mamar") fizeram com que eu não enxergasse o óbvio.
O desmame ainda trouxe outros problemas, como a alergia ao LV.
Hoje, tenho a oportunidade de fazer diferente com a mais nova, agora com 1 ano e 3 meses, igualmente alérgica a LV (mas no caso dela mais grave, a alergia manifestou-se ainda recém-nascida e faço dieta de LV e derivados desde então).
Ela é uma menina feliz, esperta, independente, embora um pouco insegura com grupos e lugares novos, especialmente sem minha presença.
Acredito que o desmame abrupto não a impediu de avançar em vários aspectos, mas que também não foi inocente e salvador como já cheguei a acreditar.
Também preciso dizer que o desmame abrupto trouxe problemas para mim. Duas mastites seguidas, tamanha a quantidade de leite que ainda produzia, mesmo sem estímulo, e ainda precisei tomar remédio para secar.
Em contraste, o relato de desmame natural da Isabela, filha mais nova da Fernanda:
Palavras da pediatra Dra. Relva sobre desmame repentino:
“O bebê mama não só para se alimentar mas para criar um ambiente 'interno' benigno, de chamado á vida."
"Aparentemente, após algum tempo o indivíduo será capaz de constituir memórias de experiências sentidas como boas, de modo que a experiência da mãe sustentando a situação torna-se parte do eu, é assimilada dentro do ego" / Winnicott
Então, amamentar vai muito além das proteínas, gorduras e sais minerais”
E trocar o peito por mamadeira ou chupeta?
Peito é peito, é natural, é o primeiro contato que o bebê tem, é sua fonte de nutrição e de sucção não nutritiva natural também.
Chupeta é uma imitação pobre e artificial do peito, e veio depois do peito, foi inventada. Portanto, na verdade o bebê não faz o peito de chupeta, ele faria a chupeta de peito. No peito ele mama, tem o aconchego dos braços da mãe, leitinho, conforto. Na chupeta não em nada disso, é somente um objeto borrachudo sem cheiro, contato materno, aconchego da mamãe.
Nesse tópico:
Chupeta x Dedo x Peito
Mitos de amamentação X realidade
Mito 13: Sugar sem o propósito de alimentar-se (sucção não nutritiva) não tem objectivo. Realidade: as mães com experiência em amamentação aprendem que os padrões de sucção e as necessidades de cada bebê variam. Ainda que as necessidades de sucção de alguns bebés sejam satisfeitas primordialmente quando mamam, outros bebês requerem mais sucção ao peito, mesmo quando tenham acabado de mamar a alguns minutos. Muitos bebês também mamam quando têm medo, quando se sentem sós ou quando sentem alguma dor.
Mito 14: As mães não devem ser a "chupeta" do filho. Realidade: consolar e suprir as necessidades de sucção ao peito é o que preparou a natureza para mães e filhos. As chupetas são um substituto da mãe. Outras razões para oferecer a mama para acalmar o bebê incluem um melhor desenvolvimento oral e facial, o prolongamento da amenorreia, evitar a confusão de sucção e estimular uma produção adequada de leite que assegure um índice mais elevado de êxito da amamentação. Além disso, um bebê tranquilo que encontra consolo em sua mãe, terá um desenvolvimento emocional fortalecido
Desmames não ajudam no sono, são inúmeros relatos na comunidade.
Quando há troca do seio materno por um consolo oral em objetos a tendência é de um apego a objetos oralizantes, num hábito prolongado.
Acordar a noite faz parte da natureza do sono dos bebês, veja esses textos:
8 fatos sobre o sono dos bebês que todo pai e toda mãe deveriam saber
Quando deixam de acordar à noite - resultado de pesquisa
E se o bebê está muito apego e dependente de mim, o desmame não ajudaria?
Desmames não promovem independência, pelo contrário. O peito não é responsável pelo comportamento do bebê, e sim pela própria FASE de desenvolvimento que se encontram. Leituras essenciais:
A natureza da dependência, artigo excelente e esclarecedor!
A necessidade de Apego, do livro ‘The science of parenting’
E o se o bebê não quer comer?
O desmame não vai melhorar o apetite do bebê, pois é natural e esperado que depois de 1 ano seu apetite diminua mesmo, conforme sua fase de desenvolvimento.
E se o bebê acorda constantemente depois de 1 ano para mamar?
Precisamos analisar sua rotina (ou falta de), apego e proximidade entre mãe e filho, alimentação (produtos industrializados e açúcares prejudicam o sono), existência de ritual de sono, sonecas restauradoras, maneira de adormecer, uso de TV e outros fatores.
No caso de confirmarmos uma associação de sugar para dormir existem alternativas suaves para desmame noturno, mantendo-se a amamentação durante o dia, como RG (Remoção Gentil):
Método Remoção Gentil (RG) para crianças que associam sugar com dormir:
Preciso tomar medicamentos e o médico ordenou o desmame!
A maioria dos medicamentos é compatível com amamentação. Pesquise antes de promover um desmame precoce.
Remédios compatíveis com a amamentação
Acho que chegou mesmo a hora e não quero esperar pelo desmame espontâneo, como faço o desmame gradual?
Dicas do livro "Gentle Baby care", de Elizabeth Pantley
Tradução: Fernanda Mainier
Revisão: Luciana Freitas
Primeira é importante a questão: PORQUE desmamar? Pergunte-se a razão da sua decisão. Não há uma época definida para o desmame, pois esse processo é muito diferente para cada mamãe e bebê. Não há uma razão padrão para a decisão do desmame. As razões são tão variadas quanto as próprias mães e crianças amamentadas. Cada filho seu vai precisar de uma decisão separada sobre o desmame.
1) devagar é melhor: se você permitir que o processo ocorra gradualmente (num período de alguns meses), seu bebê e seu corpo irão se ajustando fazendo o processo mais fácil para ambos.
2) o primeiro passo para o desmame -> tente o método: "não ofereça, não recuse". Isso funciona como um "teste" de quão fácil ou difícil o desmame será. Continue amamentando quando seu bebê pedir, mas não ofereça o tempo todo, automaticamente como algumas mães até acostumam a fazer.
O que pode ser surpreendente é descobrir que algumas crianças estão tão prontas quanto às mães para começar o processo de desmame. Nesse caso, elas estarão abertas a uma rotina que não inclua amamentação.
3) distração funciona! Bebês são ativos, ocupados sempre, tire proveito dessa característica e tente distraí-lo com alguma coisa na hora que ele pede para mamar. Por exemplo, se seu filho geralmente mama quando acorda, você pode chegar com um brinquedo legal ou abrir as janelas e convide-o para ver os passarinhos lá fora. Nas primeiras vezes que você fizer isso seu bebê pode ficar confuso e reclamar um pouco, mas persista um pouco com a distração. Tente mais algumas vezes, mas se o bebê reclamar, chorar muito, amamente. Continue tentando de novo mais pra frente, um belo dia seu bebê vai te surpreender e pedirá pra abrir a janela para ver os passarinhos. Na hora de dormir, uma dica: se você sempre dá de mamar após contar uma estória, prolongue essa estória de modo que ele durma antes do fim.
4) Num minutinho: a tática do "atraso": "Você pode mamar depois que eu terminar de dobrar as roupas", aí quando você olhar ele vai estar ocupado com outras coisas. Ofereça o peito após terminar com as roupas, se seu bebê ainda quiser. Isso reforça a confiança e mostra ao seu bebê que você não está ignorando suas necessidades. Você pode até tentar mais atraso: "Vamos esperar a hora da soneca".
Isso pode ser um modo efetivo de reduzir o número de sessões de amamentação diária.
5) Substitua leite materno por comidas sólidas: Outra técnica que pode ajudar é substituir a mamada por mais comidas (se seu bebê já come e gosta comidas solidas, mais de 1 ano de idade). Se isso já acontece você pode tentar substituir outras formas de conforto e atenção das mamadas por coisas como ler livros, abraços, brincar juntos.
6) Evite seus cantinhos de mamar: a maioria das mães tem um ou dois lugares favoritos para mamar, uma poltrona por exemplo. Se você quiser encorajar o desmame evitar esses lugares que podem despertar no seu bebê o desejo de mamar. Encontre outros lugares e combine essa dica com a técnica de distração (número 3).
7) Encurte as sessões de mamar: outro passo em direção ao desmame é encurtar o tempo que você geralmente amamenta seu filho, e tente incluir uma distração no final da sessão.
8) Substitua brincar por mamar: Algumas mães (às vezes mesmo sem perceber) usam a hora de amamentar como uma maneira de ter um tempo quieto e relaxante com seus bebês. Faça uma decisão consciente de substituir essa sessão de mamar por uma sessão de brincadeiras, em que você dá atenção completa o tempo todo. Seu bebê pode ficar tão contente com isso que poderá até esquecer de pedir para mamar.
10) A dança do desmame: não se surpreenda se seu bebê "captar" seu desejo de desmamar e de repente pedir para mamar como um recém-nascido! Essa é uma resposta natural a uma grande mudança na vidinha deles. Se você atender os desejos e der de mamar por 1-2 dias, isso geralmente passa, e você pode seguir em frente na direção do desmame de novo.
Geralmente o progresso de "amamentar o tempo todo" para o "não amamentar" NÃO é uma linha reta, é mais como uma dança. Mas se você guiar essa dança com afeto e sensibilidade, você acabará dançando no ritmo que escolheu.
Texto organizado por Andréia C. K. Mortensen
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada
Quando dormem juntos, a mãe, ainda sonolenta, precisa auxiliar o bebê a adormecer no meio da noite após uma mamada. Mas os hormônios tranquilizantes liberados na mãe e bebê na amamentação ajudam a mãe a voltar a dormir (quem não se lembra de sentir relaxada e sonolenta após uma sessão de amamentação né?).
Ocitocina sozinha é parte de um balanço hormonal complexo. Um aumento repentino de ocitocina dá motivação ao amor que pode ser direcionado em caminhos diferentes, e por isso existem diferentes tipos de amor (por exemplo, com alto nível de prolactina esse desejo é direcionado aos bebês).
Observação: como citado, a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é mais produzida durante as mamadas noturnas. Portanto, é mais do que importante manter e incentivar essa rotina de amamentar nas madrugadas para elevar a produção desse hormônio. Bebês que são levados a dormir a noite toda desde cedo correm o risco de serem desmamados antes do tempo.
Vários estudos mostram que a fisiologia de bebês que dormem com suas mães é mais estável, incluindo temperatura, regulação de ritmos cardíacos e menos pausas na respiração que bebês que dormem sozinhos (Field, T., Touch in early development, N.J.: Lawrence Earlbaum and Assoc., 1995; Reite, M. and J.P. Capitanio, "On the nature of social separation and social attachment", The psychobiology of attachment and separation, New York: Academic Press, 1985, p. 228-238).
Dois dos maiores responsáveis desse coquetel hormonal são Ocitocina, o hormônio das ligações de afeto - também conhecido como “hormônio do amor”, e prolactina um hormônio critico para iniciação da lactação que é chamado frequentemente de “hormônio da maternidade”. Ocitocina está envolvida em seja qual face do amor considerarmos - é liberada durante o sexo e também foi relacionada a evocar comportamento maternal se injetado em cérebros de ratas virgens.
Ou seja, quando se dorme com o bebê geralmente não existem acordadas totais com muito choro, não existe aumento na adrenalina, tentativas de ficar acordada enquanto o bebê mama, tentativas de colocar o bebê que estava quentinho nos braços da mamãe de volta no berço gelado (promovendo mais adrenalina nessa transferência de local e mais choro) e então tentar adormecer novamente, já temendo a próxima chamada para a próxima mamada.
Hormônios do stress são presentes em níveis mais baixos em mães e bebês que dormem juntos, especificamente o balanço do hormônio CORTISOL, cujo controle é essencial para crescimento saudável do bebê.
Em estudos com animais, bebês que permaneceram juntos às suas mães tinham maiores níveis de hormônios do crescimento e enzimas necessários para crescimento do coração e cérebro (Butler, S.R., et al., "Maternal behavior as a regulator of polyamine biosynthesis in brain and heart of developing rat pups", Science, 1978, p 445-447; Kuhn, C.M., et al., "Selective depression of serum growth hormone during maternal deprivation in rat pups", Science, 1978, p. 1035-1036).
Ocitocina sozinha é parte de um balanço hormonal complexo. Um aumento repentino de ocitocina dá motivação ao amor que pode ser direcionado em caminhos diferentes, e por isso existem diferentes tipos de amor (por exemplo, com alto nível de prolactina esse desejo é direcionado aos bebês).
Quando mulheres amamentam, por exemplo, elas recebem altas doces de ocitocina – que estimula reflexo de ejeção do leite e prolactina, que tem um efeito calmante na mãe quando amamenta. Endorfinas, os hormônios do prazer e superioridade também são liberados durante amamentação e encorajam a mãe a repetir a experiência de amamentar. Então endorfinas são transferidas do leite materno para o bebê, dando-lhe um senso de contentamento enquanto amamenta. Considerando que níveis de prolactina são os maiores durante a noite, faz sentido considerar a proximidade com seu bebê à noite um fator importante na elevação de sentimentos de amor que a mãe sente por seu bebê. Talvez, sem a pressão de ensinar os bebês a dormirem a noite toda o quanto antes, mães poderiam apreciar as mamadas noturnas como uma oportunidade extra de ligação com seus bebês.
Observação: como citado, a prolactina (hormônio responsável pela produção do leite) é mais produzida durante as mamadas noturnas. Portanto, é mais do que importante manter e incentivar essa rotina de amamentar nas madrugadas para elevar a produção desse hormônio. Bebês que são levados a dormir a noite toda desde cedo correm o risco de serem desmamados antes do tempo.
Para mães que curtem dividirem as camas com seus bebês, as pesquisas afirmam: toque e proximidade são elementos essenciais no apego entre vocês, o status hormonal que aumenta o apego é mais efetivo durante as mamadas noturnas, amamentação é mais sucessiva e continuada quando mães e bebês dormem juntos (McKenna JJ, Why babies should never sleep alone: a review of the co-sleeping controversy in relation to SIDS, bedsharing and breast feeding, Paediatr Respir Rev. 2005 Jun;6(2):134-52; McKenna JJ, Mosko SS, Richard CA. Bedsharing promotes breastfeeding. Pediatrics. 1997 Aug;100(2 Pt 1):214-9; Mosko S, Richard C, McKenna J, Drummond S, Mukai D.; Mosko S, Richard C, McKenna J. Maternal sleep and arousals during bedsharing with infants. Sleep. 1997 Feb;20(2):142-50.)
Vários estudos mostram que a fisiologia de bebês que dormem com suas mães é mais estável, incluindo temperatura, regulação de ritmos cardíacos e menos pausas na respiração que bebês que dormem sozinhos (Field, T., Touch in early development, N.J.: Lawrence Earlbaum and Assoc., 1995; Reite, M. and J.P. Capitanio, "On the nature of social separation and social attachment", The psychobiology of attachment and separation, New York: Academic Press, 1985, p. 228-238).
Dois dos maiores responsáveis desse coquetel hormonal são Ocitocina, o hormônio das ligações de afeto - também conhecido como “hormônio do amor”, e prolactina um hormônio critico para iniciação da lactação que é chamado frequentemente de “hormônio da maternidade”. Ocitocina está envolvida em seja qual face do amor considerarmos - é liberada durante o sexo e também foi relacionada a evocar comportamento maternal se injetado em cérebros de ratas virgens.
sexta-feira, 18 de julho de 2014
PRODUÇÃO DO LEITE MATERNO
Saiba como o leite materno é produzido em nosso organismo. Entenda qual é o papel da prolactina e a ocitocina na amamentação. Tudo começa durante a gravidez, e muitos fatores podem influenciar o aleitamento.
As mulheres adultas possuem, em cada mama, entre 15 e 25 lobos mamários, que são glândulas túbulo-alveolares constituídas, cada uma, por 20 a 40 lóbulos. Estes, por sua vez, são formados por 10 a 100 alvéolos. Envolvendo os alvéolos, estão as células mioepiteliais e, entre os lobos mamários, há tecido adiposo, tecido conjuntivo, vasos sangüíneos, tecido nervoso e tecido linfático.
O leite produzido nos alvéolos é levado até os seios lactíferos por uma rede de
ductos. Para cada lobo mamário há um seio lactífero, com uma saída independente no mamilo.
A mama, na gravidez, é preparada para a amamentação (lactogênese fase I) sob a ação de diferentes hormônios. Os mais importantes são o estrogênio, responsável pela ramificação dos ductos lactíferos, e o progestogênio, pela formação dos lóbulos. Outros hormônios também estão envolvidos na aceleração do crescimento mamário, tais como lactogênio placentário, prolactina e gonadotrofina coriônica. Apesar de a secreção de prolactina estar muito aumentada na gestação, a mama não secreta leite nesse período graças a sua inibição pelo lactogênio placentário.
Com o nascimento da criança e a expulsão da placenta, há uma queda acentuada nos níveis sanguíneos maternos de progestogênio, com conseqüente liberação de prolactina pela hipófise anterior, iniciando a lactogênese fase II e a secreção do leite. Há também a liberação de ocitocina durante a sucção, hormônio produzido pela hipófise posterior, que tem a capacidade de contrair as células mioepiteliais que envolvem os alvéolos, expulsando o leite neles contido. A produção do leite logo após o nascimento da criança é controlada principalmente por hormônios e a “descida do leite”, que costuma ocorrer até uma semana depois do dia do parto, ocorre mesmo se a criança não sugar o seio. Esse é um período critico para a amamentação já que podem aparecer algumas dificuldades associadas ao estado emocional da mãe, à pega errada que leva aos bicos rachados e mamilos doloridos.
Após a “descida do leite”, inicia-se a fase III da lactogênese, também denominada galactopoiese. Essa fase, que se mantém por toda a lactação, depende principalmente da sucção do bebê e do esvaziamento da mama. Quando, por qualquer motivo, o esvaziamento das mamas é prejudicado, pode haver uma diminuição na produção do leite, por inibição mecânica e química. O leite contém os chamados “peptídeos supressores da lactação”, que são substâncias que inibem a produção do leite. A sua remoção contínua com o esvaziamento da mama garante a reposição total do leite. A prolactina tem um ritmo circadiano, apresentando pulsos de produção durante a noite, durante o sono e enquanto o estímulo de sucção seja mantido. Durante as primeiras seis semanas a prolactina estimula o aparecimento de novos receptores nas células secretoras do leite, tempo no qual o corpo da mãe está se ajustando a demanda do bebê e os níveis de prolactina aumentam. Se a mãe não amamenta em 2-3 semanas os níveis basais de prolactina descem aos níveis anteriores à gravidez.
Grande parte do leite de uma mamada é produzida enquanto a criança mama, sob o estímulo da prolactina, porém só consegue ser ejetada sob o estimulo da ocitocina, responsável pela contração dos alvéolos carregados de leite.
A ocitocina é liberada principalmente pelo estímulo provocado pela sucção da criança, mas também é disponibilizada em resposta a estímulos condicionados, tais como visão, cheiro e choro da criança, e a fatores de ordem emocional, como motivação, autoconfiança e tranquilidade. Existem receptores de ocitocina no tecido mamário, uterino e vaginal, eles aumentam durante o terceiro trimestre de gravidez e depois do parto, o que favorece a sensibilidade à ocitocina secretada durante a amamentação. A ocitocina provoca contrações uterinas que favorecem a recuperação do útero ao seu estado basal depois do parto, contribuem para aumentar o prazer sexual durante o orgasmo, diminuem as respostas hormonais frente ao estresse e influenciam o comportamento maternal permitindo que o vínculo mãe/filho seja estabelecido.
A dor, o desconforto, o estresse, a ansiedade, o medo, a insegurança e a falta de autoconfiança podem inibir a liberação da ocitocina, prejudicando a saída do leite da mama. Algumas situações estressantes associadas ao parto, técnica defeituosa de sucção, obesidade, prematuridade, baixo peso do RN entre outras podem contribuir para o retraso da descida do leite.
Nos primeiros dias após o parto, a secreção de leite é pequena, menor que 100ml/dia, mas já no quarto dia a nutriz é capaz de produzir, em média, 600ml de leite. Mesmo que não consiga nada na ordenha o bebê com sua sucção consegue extrair o Leite materno.
Na amamentação, o volume e a composição de leite produzido variam, dependendo do quanto a criança mama e da frequência com que mama. Quanto mais volume de leite e mais vezes a criança mamar, maior será a produção de leite. Uma nutriz que amamenta exclusivamente produz, em média, 800ml por dia no sexto mês. Em geral, uma nutriz é capaz de produzir mais leite do que a quantidade necessária para o seu bebê.
Resumo
- O funcionamento correto da mama depende tanto do sistema hormonal materno como do esvaziamento da mama.
- Prolactina e ocitocina são hormônios fundamentais para a amamentação. A sucção é o mecanismo mais importante para regular a produção do leite.
- Quando não há correto esvaziamento das mamas os peptídeos supressores da lactação freiam a produção de leite.
- A sucção precoce e frequente das primeiras semanas favorece o sucesso da amamentação.
- Qualquer fator que possa estressar a mãe ou o bebê pode afetar o sucesso da amamentação.
Referências
-Asociación española de pediatría. Manual de lactancia materna. De la teoría a la práctica. 2009. Editorial medica pan-americana.
-MINISTÉRIO DA SAÚDE Secretaria de Atenção à Saúde Departamento de Atenção Básica. SAÚDE DA CRIANÇA: Nutrição Infantil Aleitamento Materno e Alimentação Complementar. Série A. Normas e Manuais Técnicos Cadernos de Atenção Básica – n.º 23. 2009.
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