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sábado, 29 de outubro de 2016

Textos da campanha #mandoudesmamar

Você já escutou esse tipo de coisa? Estão te pressionando a desmamar?
Publique no seu Facebook um relato em modo público com a hashtag #mandoudesmamar.
O GVA está fazendo uma campanha para que as mães contem suas experiências: precisamos falar sobre isso!
Todos os dias ouvimos relatos de mães que receberam a sentença: tem que desmamar. Quem decidiu? Profissionais da área da saúde (médicos, enfermeiros, dentistas, ...), a escola, a babá, a avó, vizinhos... sob as mais diversas alegações e motivos, entre os mais comuns: porque a criança não se alimenta conforme as expectativas dos adultos; porque a criança chora quando a mãe se afasta; porque a criança acorda de madrugada; porque a criança tem cárie ou para evitar que tenha; porque a criança "está muito grande" pra mamar; porque a mãe está muito magra; porque a mãe quer emagrecer; porque a mãe precisa fazer tratamento médico ou odontológico.
Salvo raros casos de doenças graves que não possuem tratamento compatível, essas indicações não tem fundamento, seja quando o bebê tem 3-6-9 meses, sejam com 1-2-n anos.
Só cabe à mãe e à criança decidirem a hora do desmame.

Os links abaixo explicam porque a maioria dos motivos usados para indicações de desmame são infundados:

1) Só a mãe e a criança podem decidir a hora do desmame: 

http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/para-quem-escolheu-amamentar-liberdade.html

2) Existem muitos medicamentos (e também anestesias, para o caso de cirurgia ou tratamento dentário) que são compatíveis com a amamentação (ou possuem substituto compatível). A maioria das mães não precisa desmamar para fazer tratamentos: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/06/estou-amamentando-posso-tomar.html

3) Leite materno nunca vira água:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/como-o-leite-materno-vira-agua-e-vaca.html

4) A indicação da OMS de amamentar por 2 anos ou mais não serve só para famílias pobres:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-e-bom-apenas-por-3-6-ou.html

5) Leite materno não causa cáries:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/774642772588089/?type=1&theater

6) Amamentação não torna a criança dependente nem insegura:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/amamentar-nao-torna-crianca-insegura.html

7) Volta ao trabalho não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/11/volta-ao-trabalho-e-ausencia-ocacional.html

8) Nova gravidez não é motivo para desmame:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/07/amamentacao-durante-gravidez.html

9) Amamentar em tandem é possível e é benéfico:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/769839976401702/?type=1&theater

10) Amamentação continuada não é carência materna:
https://www.facebook.com/gvamamentacao/photos/a.758574380861595.1073741838.166584723393900/778931888825844/?type=1&theater

11) A manutenção da amamentação é indicada para bebês com alergia alimentar:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/10/carta-de-uma-mae-aplv-um-pediatra.html

12) Bebê desmamado não dorme melhor. Diferenças no sono do bebê que mama ou toma Leite artificial:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/diferencas-do-sono-do-bebe-que-e.html

13) Amamentação Continuada: Os benefícios da amamentação para lactentes e crianças pequenas nutricional, imunológica e psicologicamente:
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/amamentacao-continuada-os-beneficios-da.html

quarta-feira, 30 de março de 2016

Até quando você vai amamentar?

Por Fernanda Rezende Silva


Imagine que você é uma mãe que tem um bebê de quase 2 anos e amamenta. Você enfrentou as dificuldades iniciais da amamentação, resistiu bravamente a mamadeiras e chupetas, conseguiu amamentar exclusivamente por 6 meses, tinha sempre uma resposta na ponta da língua para pitacos do tipo “seu leite é fraco”, “nessa idade o leite virou água”, “ele precisa desgrudar de você”.
Você já faz parte de uma minoria que conseguiu vencer tantas batalhas (meus parabéns!) mas calma, não acabou – você ainda tem pelo menos mais uma pela frente: as pessoas que pensam que a amamentação precisa ter um prazo de validade estabelecido pela mãe.
Muitas pessoas pensam que a mãe precisa estabelecer esse prazo porque senão “o bebê não vai parar de mamar nunca”. Esse mito é fácil de desmentir: não existe nenhuma pessoa no mundo que tenha mamado até a idade adulta, então, quando ouvimos esse argumento, na verdade a pessoa quer dizer o seguinte: “não vai parar de mamar num prazo razoável”.
E o que é um prazo razoável?

sábado, 23 de agosto de 2014

Para quem escolheu amamentar: liberdade. Para quem torna isso difícil: tratamento.

Por Luzinete R. C. Carvalho (Psicanalista)

Vejo muitas pessoas, inclusive mães, falando que para evitar os olhares tortos ou comentários maldosos, bastaria que a mãe que amamenta se "preservasse" um pouco, que um simples paninho poderia resolver o problema. 
 
A realidade é que quem assim pensa ou é a pessoa que não amamenta exclusivo, ou a que se privou de sair de casa, ou a que não amamenta na rua depois de uma certa idade do bebê, ou a que não sabe de fato o que é amamentar prolongadamente.  
 
Quem assim pensa é, muitas vezes, quem nunca amamentou e nem nunca vai amamentar... 
Para quem conseguiu amamentar só em casa, para quem conseguiu amamentar também em locais públicos com um paninho cobrindo a cabeça do bebê: ÓTIMO, que bom que deu certo. 
 
Mas deixa eu explicar que uma mãe que escolheu amamentar exclusivamente, e em livre demanda para o sucesso da amamentação, também tem o direito e a NECESSIDADE de sair de casa.
 
Que a mãe que escolheu renunciar da mamadeira não pode se transformar em uma prisioneira dentro de casa, até que o bebê não precise mais mamar na rua. 
 
E só quem amamentou um pouco mais de tempo sabe que é muito diferente amamentar um bebê de poucos meses e um bebê maior, curioso, que quer olhar ao redor, que quer olhar para a própria mãe, cheio de vida e que não quer um pano cobrindo sua cabeça. 
 
E a escolha por amamentar um bebê "maior" não pode ser abandonada para aplacar a fúria e a hipocrisia da sociedade. 
 
Uma sociedade que deturpa as coisas mais belas e puras, transforma tudo em objeto sexual, sem perceber depois o quanto isso fala negativamente sobre si mesma.  

Sem perceber o quanto isso entrega sua ignorância e extrema limitação.
 
Quem escolheu a amamentação continuada, o está fazendo seguindo recomendações da OMS, da SBP, do MS, que indica a amamentação para até 2 anos OU MAIS, qualquer caixinha de leite no mercado trás esta preciosa informação. 
 
Não ajuda nem um pouco dizer para uma mãe, que tanto se esforça e se dedica, que ela precisa "se cuidar", que ela precisa "se preservar", que ela "precisa se dar ao respeito". 
 
Uma mãe que escolheu amamentar seu filho, o fez pelos melhores e mais altruístas motivos, escolheu baseada em recomendações dos órgãos sérios já citados, escolheu pelo vínculo, pela alegria que é nutrir seu filho com seu próprio leite. 
 
Qualquer pessoa com um mínimo de conhecimento e bom senso, se realmente quiser ajudar uma mãe que escolheu amamentar, JAMAIS dirá que ela é responsável pelo preconceito e assédio que pode sofrer.
 
Qualquer pessoa informada e com bom senso, se realmente quiser ajudar, tentará se livrar de seus próprios problemas em relação ao peito de uma mãe que amamenta, tentará se livrar de seus próprios preconceitos e ignorância.
 
Quem realmente quiser ajudar uma mãe que amamenta, apoiará que ela o faça em qualquer lugar e a qualquer hora, sem ser acuada ou agredida. 
 
Se você se incomoda ao ver uma criança mamando, este é um problema só seu.
 
Você pode ter a dignidade de se retirar até que consiga superar seus problemas, até conseguir lidar de forma saudável com um peito alimentando uma criança.

Reflita. 
 
Se necessário, procure ajuda, faça um tratamento, algum tipo de terapia. 
 
Acredite: sua visão vai mudar e você descobrirá o quanto estava equivocado e o quanto pode ser feliz! 
 
Ou você pode confessar o quão doente você é, de acordo com o tamanho da sua agressividade em relação a este assunto. 
 
Mães: amamentem, eu lamento que sofram qualquer tipo de assédio ou preconceito, mas não se sintam só, não neguem a seus bebês o direito de serem alimentados com respeito e dignidade, insistam, persistam. 
 
E não neguem a vocês mesmas o direito de sair de casa. Vocês precisam viver esta experiência com alegria e liberdade. 
 
Peçam que os estabelecimentos lhes entreguem por escrito, em papel timbrado, quando a convidarem a se retirar com seu bebê. 
 
Convidem as pessoas a fazerem sua refeição no banheiro ou em cubículos apertados e quentes, quando sugerirem que procure um lugar "adequado" para amamentarem seus bebês. 
 
Diga para as pessoas cobrirem a própria vergonha quando sugerirem que cubram o peito escondendo a amamentação. 
 
Informe com carinho e respeito na medida que forem tratadas com carinho e respeito. 
 
Peçam ajuda a quem compreende. 

Denunciem. 
 
Tenham dentro de si a certeza de que não estão fazendo nada de errado. 
 
Apenas saibam que o mundo inteiro é lugar para amamentar, já que o mundo inteiro é lugar para se amar.
Sim, a verdade é que amamentar é alimentar e amar um bebê.
 
Lembre-se que somente pelos filhos temos coragem de enfrentar qualquer coisa nesta vida, inclusive o preconceito. 
 
Vamos mudar este mundo sim, com mais informação e com mais Amor. 

sábado, 2 de agosto de 2014

Amamentar não é bom apenas por 3, 6 ou 12 meses. Amamentar... É bom por 2 anos ou mais!

As mães que continuam amamentando após um ano enfrentam muitos problemas, sobretudo devido às críticas de quem crê que isso “não é normal” e as ameaçam com todo tipo de doenças e catástrofes.

Na realidade, não se conhece qual é a idade “natural” do desmame no ser humano. Cada cultura tem a esse respeito seus próprios costumes, apesar de que nenhuma desmama tão cedo quanto a cultura ocidental do século XX.

Fragmento de Apoio às mães que amamentam após um ano de Dr. Carlos Gonzalez.

Foto cedida gentilmente por Marília Valencise Magri


quarta-feira, 2 de julho de 2014

Amamentação Continuada: Os benefícios da amamentação para lactentes e crianças pequenas nutricional, imunológica e psicologicamente

Por Kelly Bonyata (BS, IBCLC)

1. Aleitamento materno contribui para a nutrição do seu filho.
Embora existam pouca pesquisas feitas sobre as crianças que foram amamentadas além de dois anos de idade, a informação disponível indica que a amamentação continua a ser uma importante fonte de nutrição e de proteção contra doenças durante o tempo que a amamentação continua.

"O conteúdo do leite humano de mães que foram lactantes por mais de 1 ano tem  significativamente mais energia e gordura em sua composição, comparado com o leite por mulheres que foram lactantes por períodos mais curtos. Durante o aleitamento prolongado, a contribuição de energia e de gordura do leite materno pode ser significativa na dieta infantil . "- Mandel 2005

Em um estudo com 250 crianças no Quênia ocidental, o leite materno corresponde em média, 32% do consumo total de energia da criança. "O leite materno fez uma importante contribuição na ingestão gordura e vitamina A das crianças desta comunidade." - Onyango 2002

"Leite materno continua a fornecer quantidades consideráveis de nutrientes essenciais muito além do primeiro ano de vida, especialmente de proteínas, gordura, e a maioria das vitaminas."- Dewey 2001

No segundo ano (12-23 meses), 448 ml de leite materno fornece:
29% das necessidades energéticas

43% das necessidades de proteína

36% das necessidades de cálcio

75% das necessidades de vitamina A

76% das necessidades de ácido fólico

94% das necessidades de vitamina B12

60% das necessidades de vitamina C - Dewey 2001

Estudos feitos na área rural de Bangladesh demonstraram que o leite materno continua a ser uma importante fonte de vitamina A no segundo e terceiro ano de vida.- Persson 1998

Não é incomum que o desmame seja recomendado para crianças que já estejam comendo alimentos sólidos. No entanto, esta recomendação não é coerente com fatos científicos. Pesquisas indicam que em situações em que crianças amamentadas têm um risco aumentado de desnutrição, este parece ser devido à alimentação complementar inadequada ou causalidade reversa (é mais provável que a mãe continue a amamentar uma criança que está doente ou crescendo pouco). Em um estudo de 250 crianças no Quênia, a ingestão de alimentos sólidos aumentou após o desmame, mas não o suficiente para substituir toda a gordura, vitamina A e niacina que a criança recebia no leite materno (Onyango 2002). De acordo com Sally Kneidel em "Amamentação além de um ano" (New Beginnings, Vol. 6 No. 4, julho-agosto de 1990, pp 99-103.).: Alguns médicos podem pensar que a amamentação irá interferir com o apetite da criança para outros alimentos. No entanto, não houve nenhuma observação documentada em pesquisas de que as crianças amamentadas são mais propensos do que as crianças desmamadas a recusar alimentos complementares. Na verdade, a maioria dos pesquisadores em países do Terceiro Mundo, onde o apetite de uma criança desnutrida pode ter importância crítica, é recomendado que a amamentação continue, mesmo para as crianças gravemente desnutridas (Briend et al, 1988; Rhode, 1988; Shattock e Stephens, 1975; Whitehead, 1985) . A maioria das pesquisas sugere que para melhorar a desnutrição das criança mais velhas, o ideal é complementar a dieta da mãe para melhorar a qualidade nutricional do seu leite (Ahn e MacLean, 1980;. Jelliffe e Jelliffe, 1978) e oferecendo a criança mais variade de alimentos e comidas mais palatáveis para melhorar o seu apetite (Rohde, 1988; Tangermann, 1988; Underwood, 1985).


2. A amamentação contribui para a saúde do seu filho
A Academia Americana de Médicos de Família observa que crianças desmamadas antes dos dois anos de idade estão em maior risco de doenças (AAFP 2008).

Amamentação crianças com idades entre um e três ficam doentes com menor frequeência, e as enfermidades têm duração mais curta, e as taxas de mortalidade mais baixas (Molbak 1994, van den Bogaard 1991, Gulick, 1986).

"Os anticorpos são abundantes no leite humano durante toda a lactação" (Nutrição durante a lactação 1991;. P 134). Na verdade, a concentração de componentes imunológicos do leite materno aumenta durante o segundo ano e também durante o processo de desmame. (Lawrence e Lawrence 2011, Goldman 1983, Goldman & Goldblum 1983, o Institute of Medicine, 1991).

A Organização Mundial de Saúde dia que, "um pequeno aumento nas taxas de aleitamento materno poderia evitar até 10% de as mortes de crianças abaixo de cinco anos:. Amamentação desempenha um papel essencial e, por vezes subestimada no tratamento e prevenção de doenças da infância”


3. A amamentação contribui para o desenvolvimento intelectual do seu filho
Uma extensa pesquisa sobre a relação entre o desempenho cognitivo (pontos de QI, notas na escola) e amamentação mostrou os maiores ganhos para as crianças amamentadas por mais tempo.


4. A amamentação contribui para o desenvolvimento mental e social da criança
Alguns estudos demonstraram uma relação positiva entre duração da amamentação mais longa e desenvolvimento social. - Duazo 2010, Baumgartner 1984

 "A menor duração da amamentação pode ser um preditor de resultados adversos de saúde mental ao longo da trajetória de desenvolvimento da infância e início da adolescência."- Oddy 2010

De acordo com Elizabeth N. Baldwin, esq. em "Amamentação Prolongada e a Lei":

"A amamentação é uma forma calorosa e amorosa para atender as necessidades dos bebês e crianças pequenas. Ela não só os enche de energia e alegria, mas também acalma as frustrações, machucados e contusões e tensões diárias da infância. Além disso, a amamentação ajuda os pequenos a fazer uma transição gradual para a infância. "

Baldwin continua: "Satisfazer as necessidades de dependência da criança é a chave para ajudar a
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