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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Quando o seu bebê acorda freqüentemente para ser amamentado (Técnica da Remoção Gentil - RG) - adaptado de Soluções para Noites sem Choro, de Elizabeth Pantley


Adaptado por Mariana Elis


Quando seu bebê acorda freqüentemente durante a noite para ser amamentado, ele não necessariamente está com fome ou sede, mas apresenta um ritmo de sono normal em seres humanos, que intercala sono profundo com sono leve e até mesmo breves acordadas. A diferença está no fato de seu bebê ainda não ser capaz de voltar a adormecer sozinho e por isso ser dependente de algo para que volte ao sono, no caso a maioria dos bebês associa a sucção com o sono. Esta associação é natural e muito positiva e prazerosa, e seria o ideal se a mãe pudesse se dedicar exclusivamente ao bebê o tempo todo que ele precisasse. Mas sabemos que essa não é a realidade da maioria das famílias, e portanto esta associação de sucção e sono pode ser manejada de forma a permitir que a mãe consiga se afastar do bebê que dorme, sem acordá-lo, ou fazer uso de bicos artificiais para mantê-lo dormindo.


Elizabeth Pantley, autora do livro "Soluções para noites sem choro" apresenta neste, uma técnica batizada de Remoção Gentil, que consta em, a partir de certa idade do bebê, procurar dissociar seu sono do ato de sugar.

Durante o sono, os bebês emitem sons, como gemidos, grunhidos e até alguns chorinhos. Isso é normal e faz parte da natureza dos bebês, portanto, não há necessidade de a cada som que o bebê emitir, pegá-lo e colocá-lo para mamar imediatamente. Mesmo que pareça que ele está a acordar, observe por um tempo, acaricie-o, ofereça aconchego de outra forma, para que continue dormindo. Nunca deixe o bebê chorando sem conforto, portanto, se notar que as carícias ou o abraço não foram suficientes e o bebê está despertando, ele deve estar a pedir para mamar, então, amamente-o sem preocupação.


Desde o nascimento do bebê, muitas vezes, as mães se adaptam a uma rotina, que geralmente envolve amamentar o bebê para fazê-lo dormir. Para muitos bebês, essa rotina pode permanecer inalterada até seu desmame, porém existem bebês que podem demandar uma mudança nesta rotina para que consigam dormir a noite toda.




O plano de Remoção Gentil de Pantley

Elizabeth sugere um plano gradual, que consiste em ensinar o bebê a se manter dormindo, e mais tarde a adormecer, sem precisar estar sugando para tal. Para isto, ela sugere que
"quando o bebê acordar, procurando o peito para mamar, amamente-o normalmente, mas, em lugar de resolver tudo e voltar para a cama ou deixar que ele adormeça no peito, deixe-o sugar por alguns minutos até que o ritmo diminua e ele comece a relaxar para dormir. E então interrompa a sucção com o dedo e gentilmente retire o bico do peito de sua boca.

Quase sempre, e especialmente nas primeiras vezes, o seu bebê vai se assustar e se voltar para o bico. Tente muito gentilmente manter sua boquinha fechada, colocando seu dedo sob o queixo do bebê, mantendo uma pequena pressão, ao mesmo tempo em que o vai acalentando ou ninando. Se ele lutar contra isso e chorar pedindo por você amamente-o, mas repita o processo tantas vezes quanto seja necessário até que ele adormeça."

Para saber quanto tempo esperar para retirar o bebê do peito, a dica é de "observar o ato de sugar do seu bebê. Se o bebê suga com força ou engole regularmente quando está sendo alimentado, espere mais alguns minutos até que ele diminua o ritmo. Normalmente após o primeiro impulso de atividade, seu bebê vai diminuir para um ritmo mais relaxado, e mais "trêmulo"; esta é uma boa hora para começar a técnica da Remoção Gentil."
Isso pode levar de duas a dez (ou até mais) tentativas, mas eventualmente o seu bebê vai adormecer sem manter o bico do peito em sua boca. Quando isso acontecer um número de vezes por um período de dias, você vai notar que a técnica da remoção vai ficar muito mais fácil, e as acordadas durante a noite serão menos freqüentes.

Pantley ainda lembra que se o bebê não dorme bem durante o dia, não se recomenda utilizar a Remoção Gentil para os cochilos durante o dia, uma vez que, segundo ela, "cochilos regulares significam melhores noites de sono - e melhores noites de sono significam melhores cochilos diurnos. Só quando seu bebê começar a dormir melhor durante a noite, você deve então trabalhar em relação aos cochilos do dia", explica.

A melhor hora para usar o Plano de Remoção Gentil de Pantley é o primeiro adormecer da noite. Geralmente o modo como seu bebê adormece vai afetar o resto de suas acordadas pela noite. "Parece que a forma como o bebê adormece é como ele espera ficar por toda a noite", diz a autora.


Paciência, paciência, e um pouco mais de paciência

"Respire fundo e repita comigo: "Isso tudo vai passar". Você está no meio do furacão agora, e está difícil. Tenha em mente que a aparente falta de habilidade do seu bebê em dormir sozinho não é culpa dele. Ele vem fazendo as coisas dessa maneira desde que nasceu, e ficaria completamente feliz em manter tudo como está. Seu objetivo de ajudá-lo a se sentir amado e seguro enquanto descobre formas de adormecer sem precisar de você - sem que você caia na tentação de deixá-lo chorando sozinho no escuro - é admirável. Você tem estas melhores intenções em seu coração. Seja paciente, siga as sugestões para ajudar seu bebê, e quando menos esperar, ele estará dormindo como um anjinho. E você também. Então suas preocupações vão se voltar para a próxima fase desta magnífica, desafiante e recompensadora experiência que chamamos de maternidade/paternidade." conclui Pantley.


Retirado do livro "Soluções para Noites Sem Choro", de Elizabeth Pantley
Tradução de Thania Thaddeu
Você pode ler este trecho do livro Soluções para Noites Sem Choro, original de inglês aqui, no site oficial de Elizabeth Pantley- http://www.pantley.com/elizabeth/books/0071381392.php?nid=172&isbn=0071381392

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Como estimular o bebê a aprender (ou reaprender) a mamar

Por Zioneth Garcia, Fernanda Rezende Silva, Marcos Mendes e Ana Beatriz Herreros

Existem várias situações nas quais um bebê pode precisar de ajuda para aprender (ou reaprender) a mamar no peito: logo que nasce, quando passa por períodos longos de internação sem a possibilidade de mamar e quando passa por confusão de bicos - para todas essas situações as técnicas descritas neste texto serão úteis.
É estranho pensar que um bebê que acabou de nascer possa precisar de ajuda para mamar, pois este ato deveria ser instintivo. Sim, mamar é instintivo, o bebê precisa mamar para sobreviver, mas mamar e estimular corretamente o seio é uma aprendizagem e esta pode levar mais tempo em alguns casos. Na prática isso não deveria ser um problema - é normal a dupla mãe/bebê demorar um pouco a se acertar - mas nós sabemos que existe uma expectativa muito grande para que este bebê ganhe peso logo, então, para tentar evitar a indicação precoce de LA, é uma boa ideia dar uma ajudinha para que o bebê fique logo craque na arte de mamar.
Algumas interferências sofridas no nascimento, que levam à separação do bebê de sua mãe, podem atrapalhar o instinto de sucção do recém nascido, por exemplo: prematuridade (mesmo tardia), hipoglicemia, desconforto respiratório, falta de preparo da equipe médica (que acaba separando mãe e filho sem necessidade). É importante ressaltar que mesmo em casos de cesárea, se o bebê se encontra saudável, o alojamento conjunto desde o momento do nascimento é um direito da dupla protegido por lei. O bebê pode e deve ser colocado no colo da mãe para ter seu primeiro contato físico e tentar mamar, ativando assim seus instintos de sucção inatos.
E porque falamos em reaprender a mamar? Porque as dificuldades enfrentadas desde o nascimento têm provocado desmames cada vez mais precoces, porém queremos que as mães saibam que é possível reverter o quadro na maioria das vezes. Muitos bebês passam por confusão de bicos o que os leva a desaprender a mamar no peito - eles se acostumam com o tipo de sucção da chupeta e/ou da mamadeira (e com o fluxo contínuo da mamadeira, que não é o mesmo do peito) e por isso têm dificuldade para mamar no seio - tentam fazer no peito o mesmo tipo de sucção da mamadeira/chupeta, mas a sucção/ordenha do peito é completamente diferente da sucção dos bicos artificiais (no peito o bebê ordenha o leite antes de mamar), por isso bebês em confusão de bicos estão desaprendendo a mamar: são incapazes de obter do seio da mãe o alimento e o conforto emocional que ele deve oferecer.
O que pode ser feito então quando um bebê precisa de ajuda para mamar? O primeiro passo é, sem dúvida eliminar os bicos artificiais. Não adianta nada tentar ensinar um bebê a mamar se ele continua usando chupeta e/ou mamadeira - isso só trará mais sofrimento para mãe e bebê. Se o bebê toma LA (leite artificial) este deve continuar a ser oferecido até sua mãe garantir a sucção eficiente do seio (que estimula a volta da produção de leite materno na quantidade que o bebê precisa), porém esse LA deve ser oferecido de outra forma (copinho, por exemplo).
O segundo passo é estimular o bebê a procurar o seio. A mãe pode ficar sem sutiã e sem blusa, deitada na cama, de forma confortável (por exemplo, apoiada em travesseiros) com o bebê deitado de bruços (só de fralda) sobre seu peito, perto do seu coração, acariciando-lhe as costas e conversando com ele, de forma que ele fique tranquilo, relaxado - assim ele terá estímulo para procurar o seio. Outra ideia é a mãe ficar sem blusa e sem sutiã e colocar o bebê só de fralda em um sling - ele ficará coladinho no corpo da mãe, sentindo seu cheiro - isso ajudará a estimular a vontade de mamar, e o livre acesso ao peito facilitará as tentativas do bebê. O contato pele a pele sempre acalma, fazendo disso uma rotina o bebê passará a associar o seio a essa sensação de calma e segurança.
Especialmente para casos de confusão de bicos, costuma funcionar: amamentar o bebê quando ele estiver sonolento, tomar banho de chuveiro com o bebê (e tentar amamentar o bebê no banho).
As dicas acima ajudam, mas sempre é melhor (e muito mais fácil) prevenir do que remediar: não tenha bicos artificiais em casa, não use nunca - esta atitude pode parecer difícil mas com certeza evitará problemas futuros.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Sobre desmame: a "técnica do mamá dodói"

Por Luzinete R. C. Carvalho ( Psicanalista )

Algumas pessoas pensam que para quem defende a amamentação continuada a palavra "desmame" é proibida.
Isto está bem longe da verdade, eu mesma não tenho nenhum problema em falar sobre desmame.
Apenas gosto de deixar vários aspectos claros antes de mergulhar neste ponto específico.
Gosto de tratar o assunto com o cuidado e a profundidade que ele merece.
Já que há tanto envolvido, para se falar em desmame não se pode ser superficial, não dá para ser simplista.
É preciso entender que desmame e amamentação não são assuntos separados, não são coisas diferentes!
Desmame é uma parte do processo, é uma parte da história, é a parte final da história de amamentação!
E acredito que quanto mais falarmos sobre desmame melhor será, pois iremos compreender cada vez mais sobre tudo que envolve a amamentação, inclusive sua fase final que é o desmame.
A amamentação deve ser exclusiva até os 6 meses e continuada por até dois anos ou mais.
Existem muitos estudos que comprovam os benefícios da amamentação por vários anos, existem estudos sérios que comprovam que o leite materno não "vira água" após 1 ou 2 anos, na verdade, o leite materno continua sendo rica fonte de nutrientes e anticorpos por todo o tempo que durar a amamentação.
Vale lembrar que o desmame natural existe, um desmame em que mesmo sem sofrer interferências, mesmo sem sofrer reprimendas e sem ter seu acesso ao peito negado, a criança vai diminuindo as mamadas aos poucos, até que deixa de mamar definitivamente.
A criança vai encontrando, com a ajuda da mãe, outros meios de se sentir consolada, protegida e segura, vai encontrando outros meios se conectar com a mãe, substituindo cada vez mais o peito por abraços, carinhos, beijos, brincadeiras, danças, palavras, etc.
O leite materno continua sendo o principal alimento do bebê até pelo menos 12 meses, e é fato que algumas vezes os bebês realmente gostam de mamar mais do que gostam de comer, mas é falsa a ideia de que passam fome porque "só" mamam.
Aos poucos, conforme vão conhecendo outros alimentos, de preferência saudáveis, frescos e livres de industrializados, eles vão se interessando por outras fontes de nutrição além do peito. E podem continuar sendo amamentados sem nenhum problema, na verdade, obtendo muitos benefícios físicos e emocionais.
Enfim, tudo isso é necessário falar antes de entrarmos de fato no assunto desmame.
Depois de ter realmente avaliado suas verdadeiras razões, se a mãe decide desmamar seu filho, se ela, por suas razões, não quiser esperar pelo desmame natural, ela deve conduzir o desmame de forma gradual, respeitando o tempo da criança, nunca abrupto, negando ou criando artimanhas e estratégias para manter o peito inacessível.
Mas eis que entre os piores métodos que se usa para desmamar uma criança, está a técnica do "mamá dodói".
Quem nunca ouviu falar de alguém que desmamou um bebê dizendo que o mamá estava dodói, machucado ou doente?
E que para tornar mais convincente a estratégia, usou de curativos, faixas, band-eids, tintas vermelhas simulando sangue, pequenas encenações de dor?
Eu levo em conta os vários casos de gente que usou desta "técnica" e diz que o filho não ficou traumatizado, mas alerto que o trauma advindo deste tipo de desmame poderá refletir na vida adulta!
Pensar que o peito é limitado a alimentação física é desconsiderar muitas coisas relacionadas a amamentação.
Pode-se trocar o leite pelo suco, por leite de vaca, ou por qualquer outro alimento, mas o peito também é a sensação de segurança, afeto, aconchego e prazer, e isso não pode ser simplesmente ignorado ou retirado abruptamente.
Existem pessoas que não se acham merecedoras de coisas boas, ou estão sempre temerosas de que quando algo bom acontece logo algo ruim também acontecerá, pessoas que não creem que aquilo que acontece é bom "de verdade", nunca conseguem simplesmente desfrutar das boas coisas.
Pessoas que não conseguem sentir prazer sem sentir medo!
Estão sempre desconfiadas e/ou com medo.
A ansiedade está sempre presente.
Pessoas assim acabam deixando passar oportunidades, não conseguem se entregar verdadeiramente em um relacionamento, não conseguem manter a mente positiva.
Não conseguem desfrutar da alegria por medo de que algo ruim aconteça.
Pessoas que não lidam de forma positiva com o prazer.
Pessoas que se encaixam neste perfil podem ter em comum que foram desmamadas através da história do "mamá doente", do "mamá machucado".
Pessoas que quando bebês/crianças tiveram o peito, que era fonte de alegria, prazer e carinho, tirado e transformado em fonte de doença, ferimento, coisa ruim!
Colocar band-aid, esparadrapo, passar remédio no peito, ou pior: deixar a criança provar do peito com alguma substância de gosto ruim, pode causar tudo isso no futuro!
Claro que não se pode afirmar que todos que passaram por um desmame através desta técnica sofreram ou sofrerão danos, existem muitas variáveis que podem interferir, a vida é composta de muitos outros acontecimentos e cada um vai lidar com as experiências que teve de um modo muito particular.
Para alguns, isso nem contará como parte das lembranças, ou realmente não interferirá de modo algum em sua vida.
Mas podemos afirmar que é um risco.
Se não se convencer pelas hipóteses de prováveis futuros problemas, se não quiser ouvir falar em danos psicológicos, se quiser ignorar os riscos, este é um direito seu que eu compreendo.
Para algumas pessoas tomar decisões baseadas em possibilidades é algo impraticável.  Para algumas pessoas, decidir algo hoje pensando no que pode acontecer daqui 20 ou 30 anos pode soar absurdo, e eu realmente compreendo isso.
Portanto, se esta linha de "prevenir algo incerto" não lhe agrada, sugiro que a gente use uma outra linha de raciocínio para entender as razões para esta técnica não ser adequada, pense apenas nos fatos: podemos afirmar que dizer que o peito está dodói e usar de artimanhas e encenações para convencer a criança de que isso está acontecendo é uma MENTIRA.
E certamente não é este o tipo de relação que você quer criar com seu filho, não é mesmo?
Sem falar que é privar de uma hora para outra, o acesso da criança a algo que é importante para ela. Para isso basta que pense em algo que goste, que lhe seja muito importante, e que esteja habituado a ter, e imaginar como seria se lhe tirassem isso de uma hora para a outra, por conta de um problema sério que nada tem a ver com você.
É sem dúvidas, causar sofrimento, ansiedade, preocupações (que não são por um motivo real) e tristeza para a criança.
Preciso ressaltar que o uso desta técnica não tem nada a ver com a mãe avisar o bebê ou criança que o jeito dela mamar pode estar machucando seu seio.
São coisas absolutamente diferentes.
Levando em conta que a amamentação é uma relação íntima e profunda entre mãe e filho, tudo que diz respeito a esta relação deve ser comunicado ao bebê/criança, obviamente levando em conta o grau de entendimento da criança e a linguagem usada para que ela possa compreender.
Se o bebê ou criança está mamando de um jeito que causa dor, que machuca, que causa desconforto para a mãe, ela precisa ser ajudada a compreender isso.
A criança precisa ser ajudada a aprender a mamar com cuidado, com carinho, sem gestos que causem dor ou incômodo.
É preciso que a criança seja avisada e ensinada a como cuidar do mamá.
Justamente para que a amamentação seja saudável e alegre para os principais envolvidos.
A amamentação é um forte elo, uma das (muitas) maneiras de criar um vínculo poderoso entre mãe e filho, e justamente por isso, a amamentação deve ser sempre fonte de aprendizagem e crescimento para ambos.
Poder conversar de forma clara e sincera é estabelecer bases sólidas para o diálogo, e construir uma relação de confiança que existirá para sempre entre mãe e filho.
E falar que determinado jeito de mamar, ou determinado gesto é incômodo ou causa dor, é falar a VERDADE, ou seja, muito distante de toda a encenação, de toda a artimanha que envolve a tal "técnica do mamá dodói".
Ajudar a criança a entender que precisa tomar cuidado com o peito da mãe ou até pedir para que ela mame menos, é dizer a verdade, dizer que o leite "estragou", que o peito está doente, e por isso a criança não poderá mais mamar, é MENTIRA.
Cedo ou tarde a criança saberá que foi enganada, que tudo que viu e ouviu sobre o mamá era uma invenção, uma maneira de enganá-la, uma grande mentira, contada principalmente por quem ela mais ama e confia.
Caso já tenha usado desta técnica para tentar o desmame, se ainda houver tempo, simplesmente reconsidere e volte atras, diga que o mamá sarou, e conduza o desmame de outra maneira.
Se o desmame já é irreversível, tente focar sua relação com seu filho na verdade e sinceridade, se houver meios ou motivos aparentes, conte a verdade para ele, diga que não sabia que seria ruim fazer daquele jeito, que sente muito e que não mais vai contar mentiras para ele.
Eu nunca soube de um único caso em que a amamentação por muitos anos foi um problema na vida da pessoa, mas já vi casos em que o tipo de desmame feito causou prejuízos.
Portanto, o problema nem sempre é o desmame, e sim a maneira como ele foi conduzido.
Lembre-se, que embora raro hoje em dia, cercado de preconceitos e ignorância, o desmame natural é plenamente possível, a criança vai deixando de mamar aos poucos até que deixa definitivamente, tendo suprido todas as suas necessidades físicas e emocionais, crescendo bem resolvida, e forte emocional e psiquicamente.
O mais importante é construir uma relação de confiança com os filhos, e a amamentação pode ajudar muito nesta construção, mas é preciso que os adultos envolvidos sejam atentos, sensíveis e empáticos ao lidar com os bebês e crianças.
Confiança se constrói um pouco a cada dia, baseando a relação no carinho, no respeito e na sinceridade.
Crianças compreendem muito bem aquilo que dizemos, e compreendem ainda melhor aquilo que nem falamos, por isso reflita bem antes de tomar qualquer decisão.

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