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domingo, 8 de novembro de 2015

É realmente possível amamentar e trabalhar?



É possível sim. Voltar ao trabalho é uma escolha difícil, com muitas variáveis a avaliar, qualidade de vida, renda, educação dos filhos, futuro familiar, realização profissional, crescimento pessoal, etc..
Algumas mulheres decidem ficar em casa mesmo que isso signifique um nível de vida mais modesto; outras preferem trabalhar para oferecer às suas famílias um melhor nível de vida, algumas mulheres nessa fase se descobrem empreendedoras e largam seus trabalhos como empregadas para começar a trabalhar em casa virando seus próprios chefes; outras mudam radicalmente sua carreiras profissionais para conseguir conciliar horários mais flexíveis com a maternidade, muitas continuam em seus antigos empregos tratando de seguir o mesmo rumo profissional que um dia se propuseram seguir, ajustando suas rotinas para conciliar a nova vida familiar com o trabalho; outras encontram inspiração na nova maternidade e decidem melhorar as suas carreiras voltando a estudar ou se esforçando mais para conseguir aquela promoção que antes parecia longe.
O certo é que a hora de deixar o filho pequeno é uma hora de muitas dúvidas e revisões de nossas próprias vidas para descobrir dentro de nós o que é o melhor que podemos oferecer aos nossos filhos. Não há nada de errado em nenhuma das escolhas, cada uma é válida do mesmo jeito e com certeza seja qual for a sua será pensando em oferecer o melhor de si mesma ao seu bebê. Lembre que um bebê feliz só é possível com uma mãe feliz. E seja qual for a escolha manter a amamentação sempre é possível.
Apesar de ser um grande desafio conseguimos, muitas não temos outra opção, precisamos da renda em casa ou mesmo de nos sentir realizadas profissionalmente tanto quanto como mães. Para todas é difícil deixar o filho e confiar nos cuidados da creche, dos avós ou mesmo do pai, sentimos medo de nosso bebê ser negligenciado, descuidado ou simplesmente que as coisas não sejam feitas do jeito que nós mesmas faríamos. Estamos acostumadas a fazer tudo nós mesmas, poucas vezes delegamos funções, ainda mais em se tratando de nosso bebê. Porém, agora é hora para começar pensar no tanto de tarefas que assumimos, delegar
e até esquecer ou adiar as que não são indispensáveis.

Veja alguns relatos na série de vídeos que o GVA fez para a SMAM (Semana Mundial de Aleitamento Materno) 2015:

http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/08/semana-mundial-de-aleitamento-materno.html

O que fazer com a saudade de meu bebê durante o serviço?Quando escolhemos trabalhar ou estudar fora de casa deixando nosso bebê ao cuidado de terceiros é difícil lidar com a saudade e a dor nos primeiros dias, algumas mulheres desistem de seus trabalhos nesses dias. O melhor a fazer é ter certeza da sua escolha - se você sabe que o que você faz é pelo bem de seus filhos, fica mais suportável a ausência. Leve fotos de seu bebê para seu serviço ou carregue algumas na bolsa, quando estiver com saudade pode dar uma olhada e lembrar porque você está ali.

Meu rendimento no serviço não é como antes de ser mãe, o que fazer?
Esse é um fenômeno mais comum do que você imagina, nos primeiros dias após a volta ao trabalho pode ser difícil se concentrar já que sua cabeça estará dispersa, talvez ainda duvidando se você está no lugar certo ou pensando se seu bebê está bem, se já dormiu, já comeu etc.. A confiança no cuidador de seu bebê é essencial, saber que seu bebê está bem cuidado lhe permitirá se concentrar nas suas atividades de seu trabalho. Tente não se cobrar demais nem adquirir muitos compromissos pelo menos nos primeiros meses da sua volta ao trabalho, dessa forma você poderá cumprir o que se propõe evitando ficar mal com os prazos ou se sentindo desajustada ao ambiente laboral.


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

GUIA FACIL PARA INTRODUÇÃO ALIMENTAR USANDO O MÉTODO BLW : Baby-led Weaning

Por Zioneth Garcia. 

BLW significa Desmame guiado pelo bebê. O princípio desse método é a transição à alimentação por sólidos de forma natural acompanhando as necessidades organicas e habilidades motoras do bebê. O bebê deve e pode ter o controle total. Não exite restrição enquanto ao numero de refeições diarias já que acreditasse que o organismo do bebê sozinho vai priorizar os nutrientes que mais precisa: alimentação complementar ou Leite materno, por isto a livre demanda do Leite materno é fundamental. 

O leite materno é o principal alimento até os 12 meses, e oferece uma fonte completa de nutrientes para o bebê. Limitar as mamadas não só é uma péssima estratégia para ajudar o bebê aceitar mais alimentos, se não também pode colocar em risco o desenvolvimento normal de seu filho. Lembre que leite materno não atrapalha absorção de nutrientes, pode oferecer antes durante ou depois de todas as refeições. 

O mel e a leite de vaca não são indicados para menores de 1 ano. No caso do mel, os menores de um ano de idade correm o risco de contrair botulismo, caso o mel esteja contaminado pela bactéria Clostridium botulinum, nociva apenas aos mais sensíveis. O leite de vaca ou formulas especiais não são necessárias enquanto o bebê se mantenha no aleitamento materno. Danoninho NÃO É ALIMENTO DE LACTANTES! 

Ter uma boa alimentação familiar, variada, equilibrada e saudavel é essencial. Coma hoje como espera que seus filhos comam a manhã! 

Em casos com histórico de alergias alimentares particulares na  família próxima ou suspeita de alergia alimentar no  bebê devem ser evitados os alimentos com alto potencial de sensibilização alergênica até os 2 anos. Se há suspeita ou diagnostico certeiro de alergia alimentar deve se avaliar com o profissional (gastropediatra ou alergista) os riscos de contaminação cruzada de alimentos

Como funciona BLW:

*O bebê come no seu ritmo pelos seus próprios meios.

*O bebê participa de todas as refeições da família ativamente desde  primeiro dia de alimentação complementar.

*Oferecem-se os alimentos que a família consome, alguns são adaptados para ele pegar sozinho para levar à boca.

*Se recomenda respeitar o esquema de introdução de apenas um novo alimento ou ingrediente a cada 2 dias. Dessa forma em 15 dias o bebê já poderá acompanhar a alimentação diária da família podendo escolher entre um universo de 5-6 itens. Ao final do 7° mês ele poderá ter experimentado até 30 ingredientes, praticamente todos os itens que configuram a base da dieta Brasileira saudável.  

*Sugere-se começar com “finger foods” , alimentos para comer com as mãos , para depois introduzir as texturas menores: pedacinhos, grãos inteiros etc;  e por ultimo aquelas que precisam de talheres. Para oferecer papas, purês ou molhos se sugere oferecer usando palitos de legumes, ou mesmo colocando a colher frente ao bebê para ele SOZINHO levar à boca. 

*O bebê escolhe o que deseja comer conforme suas necessidades orgânicas. A quantidade de comida é regulada pelo bebê. Acreditasse que a traves da vontade de comer o bebê expressa suas necessidades orgânicas de nutrientes, por isso é importante oferecer escolhas nutricionalmente diferentes e complementares dentro do mesmo prato quando ele já conhece variedade de ingredientes.  

*Não existem papinhas, papas ou refeições separadas para o bebê, ele vai acompanhar a dieta familiar, por tanto,  o principal reto é avaliar a dieta da família deixando-a o mais saudável possivel. Programe o cardápio da família para que o bebê consiga acompanhar pelo menos uma das preparações. 

*NÃO SE DA COMIDA NA BOCA DO BEBÊ. Se ele não consegue levar à boca sozinho não está pronto para comer esse tipo de alimento ou textura.

*Não se oferece para o bebê o que ele não consiga comer sozinho.

*Não se força o bebê a comer determinado alimento e nem determinada quantidade. A vontade do bebê de comer é a expressão de suas necessidades organicas de nutrientes. Esse principio é essencial para o método dar certo.

*Não se coage o bebê a terminar o prato de nenhuma forma, nem premios nem castigos. A alimentação deve ser da forma mais natural possivel.  

*Não se distrai o bebê com músicas, brinquedos, televisão ou qualquer outro truque para que ele coma mais.

*Vai ter bagunça e lambança em toda refeição. Relaxe e desfrute. Essa fase durará pouco tempo.

*Você vai ter a sensação que o bebê não come nas primeiras refeições,  e prossivelmente só descobra o que comeu e quanto comeu após ver o coco. 

*O bebê vai estar completamente no controle de seu proprio apetite e satisfação. Se ele quer comer come, senão quer comer não vai comer! O seu papel será oferecer. 

* Quando o bebê come ou morde mais do que é capaz de engolir você vai ver episodios de pseudo engasgamento onde poderá presenciar o "gag-reflex", o bebê desengasgando sozinho, NÃO SE APAVOREE NÃO TIRE O BEBÊ DO LUGAR. Respire conte até 10 enquanto observa, o bebê sozinho se desengasga e cuspira para fora o que lhe atrapalhou. O risco de engasgamento real em BLW é menor ou igual ao de o método tradicional.


Medidas de Segurança 
 *O bebê deve ser capaz de se sentar sozinho, segurar objetos e levar a boca por própria conta. 
*NUNCA deixe o bebê sozinho com a comida.
*NUNCA ofereça alimentos em posição deitada ou semi-deitada.
*O dorso deve ficar livre para se mexer para frente e para atrás. Se possue cadeirão de 5 pontos use apenas o cinto ao redor da cintura.  
*NUNCA abra a boca à força. Nem force engolir a comida.
*Não o engane ou distraia para colocar comida na boca.
*Não se apavore, não grite e nem assuste o bebê se o ele manifesta o pseudo-engasgamento ou gag-reflex.
*A alimentação da família que é oferecida deve ser de alimentos saudáveis. Nada de industrializados, leite de vaca e derivados ou mel antes de 1 ano. 


Fontes: 
Gill Rapley e Tracey Murkett. Baby-Led Weaning: The Essential Guide to Introducing Solid Foods - and Helping Your Baby to Grow Up a Happy and Confident Eater.http://www.rapleyweaning.com/assets/blwleaflet.pdf

UW Integrative medicine. Department of family medicine. An Integrative Approach to Feeding Your Baby: Starting Solids and Baby-Led Weaning (Baby-Led Solids). http://www.fammed.wisc.edu/sites/default/files//webfm-uploads/documents/outreach/im/handout_baby-led_weaning.pdf

WHO Complementary feeding. e-Library of Evidence for Nutrition Actions (eLENA).http://www.who.int/elena/titles/complementary_feeding/en/

Brown A, Lee M. Maternal control of child feeding during the weaning period: differences between mothers following a baby-led or standard weaning approach. Matern Child Health J. 2011 Nov;15(8):1265-71. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20830511?dopt=Abstract

Ministério da saúde. Saúde da criança: Nutrição Infantil. Aleitamento materno e alimentação complementar. Caderno de atenção Básica n° 23. Brasilia. 2010.http://www.sbp.com.br/pdfs/Aleitamento_Complementar_MS.pdf

Sociedade Brasileira de pediatria. Manual de orientação departamento de nutrologia. 3° edição revisada.2012. http://www.sbp.com.br/pdfs/Aleitamento_Complementar_MS.pdf

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Amamentar não é só para países pobres. Amamentar... É direito de todos!

Um bebê sempre precisa da sua mãe; independente de renda, país ou classe social. Não importa onde moramos, o que vestimos ou se andamos de carro, trem, ônibus ou metrô - SOMOS TODAS MAMÍFERAS! Em nossa natureza está a capacidade de amamentar. 

Nenhum laboratório jamais foi capaz de reproduzir a composição exata do leite materno, e muito menos de oferecer com suas fórmulas artificiais todos os benefícios do leite da mãe. Ao mesmo tempo, nenhuma mamadeira ou chupeta consegue oferecer ao bebê o mesmo conforto e segurança que ele sente ao estar no colo da mãe sendo amamentado. 

Os benefícios da amamentação são para todos. Com vontade, confiança, boas informações e uma rede de apoio, amamentar se torna possível.

Saiba mais: 
Mil dias que valem uma vida
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/08/mil-dias-que-valem-uma-vida-fapesp.html


Imagem cedida gentilmente por 
Karina Falcone



sábado, 2 de agosto de 2014

Amamentar não atrapalha a alimentação. Amamentar... É nutrição!

Existe um MITO que diz que a amamentação pode atrapalhar a alimentação da criança, diminuindo seu apetite e prejudicando a aceitação de alimentos.

Mas a VERDADE é que o leite materno é a principal fonte de nutrição do bebê até um ano de idade, e funciona como um suplemento alimentar perfeito acima de um ano.

Por isso, deixe o bebê mamar feliz. O leite materno constitui mais de 70% dos nutrientes que o bebê precisa (1). Até o primeiro ano, os alimentos é que são complementares. Mesmo que o bebê aceite muita comida, sempre precisará mamar, já que os alimentos ainda não são digeridos completamente, e não suprem as necessidade nutricionais tal qual o leite materno.

Na fase de introdução alimentar, o bebê está conhecendo os alimentos, sabores, texturas, tamanhos e cores. O melhor para que o bebê aceite os alimentos nessa fase é deixar ele se divertir e compartilhar a refeição com a família.

Quando comer, como comer e o que comer são comportamentos que aprendemos por imitação(2). Permitir que o bebê compartilhe da experiência de se sentar junto dos pais na mesa e experimentar os alimentos, pegá-los com suas mãos, é o melhor incentivo. Com o tempo, ele vai pegar pequenos pedaços com os dedos, de forma a praticar a motricidade fina, fazendo movimento de pinça com seus dedinhos. Neste momento, os pais podem desafiar o bebê, colocando pedacinhos de cenoura cozidos, ervilhas ou pedacinhos de batata pequenos no pratinho; deixando-o brincar. Mostrar como deve segurar e comer, colocar na sua boca e provar como é gostoso. Melhor ainda é deixar que ele mesmo pegue os alimentos de seu prato! Ele se sentirá feliz de fazer o mesmo que a mamãe faz.

O Ministério da Saúde sugere que o bebê, em torno de um ano de idade, já pode compartilhar a alimentação familiar. E é claro que ela deve ser saudável (3).

Não se preocupe com quantidade - um bebê não precisa de muita comida para se satisfazer, especialmente se for amamentado. Uma colherada de comida engolida já é um motivo de orgulho e comemoração. Não precisa de papinhas especiais. Aproveite a oportunidade de ter um bebê em casa para fazer um 'upgrade' na alimentação familiar: comam todos juntos de forma saudável, assim não precisará preparar duas refeições, poderá fazer apenas uma para todos, e se o bebê decidir não comer, você não se sentirá frustrada por ter gastado tempo preparando uma refeição exclusiva para ele.

É importante também saber que o bebê não tem o mesmo apetite todos os dias, assim como os adultos. Podem existir dias em que ele comerá tudo de bom agrado, e outros em que só vai querer mamar. Tenha paciência, são apenas fases. Se hoje não come, amanhã provavelmente sim. O leite materno é um alimento completo! Continuando a amamentação o bebê não passa fome.

A amamentação deve ser mantida em livre demanda, limitar a amamentação não fará com que o bebê coma, pelo contrário - tornará o processo de introdução alimentar ainda mais difícil. Afinal de contas, amamentar não é só alimentar. Quando você oferece o peito, seu bebê se sente protegido, confortável, seguro e calmo. Negar o peito só vai deixá-lo irritado, e um bebê irritado come menos ainda. A maior armadilha é achar que, limitando as mamadas, o bebê comerá. Com isso, ele apenas se sentirá irritado e confuso, sem entender que você quer que ele coma. Simplesmente vai achar que você está negando o conforto, a segurança e a calma que ele sempre encontrou no peito.

O leite materno não atrapalha a absorção de ferro. Diferente do leite de vaca, o leite materno é completo, na sua composição possui ferro de alta biodisponibilidade(4). A melhor estratégia para que o bebê aceite experimentar novos alimentos, sem ansiedade, é amamentar antes e imediatamente após as refeições. Inclusive, uma boa dica para satisfazer o paladar do bebê é misturar o leite materno na preparação do prato - não ferva o leite materno, só misture-o na comida pronta.

Se o bebê não aceitar um determinado alimento em forma de papinha, pode-se tentar mudar a textura, como, por exemplo, amassar com garfo. Lembre-se que ele está desenvolvendo a mastigação, mesmo que ainda não tenha dentes. Os bebês em fase de introdução alimentar são capazes de mastigar seus alimentos, afinal, a sucção do peito também cumpre a função de preparar para a etapa seguinte (a mastigação).

Por fim, é preciso encarar o processo de introdução alimentar com alegria, respeitando o tempo do bebê, sem obrigá-lo a comer, de acordo com o seu apetite. O que está sendo construindo nesta fase é o relacionamento da criança com a comida; e esse relacionamento, seja bom ou mau, durará para sempre.

(1) http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/54367/000295650-02.pdf?sequence=2.

(2) http://www.scielo.gpeari.mctes.pt/scielo.php?pid=S1645-00862008000200002&script=sci_arttext

(3)http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/saude_crianca_nutricao_aleitamento_alimentacao.pdf

(4) http://www.jped.com.br/conteudo/00-76-S298/port_print.htm

Imagem cedida gentilmente por Jé Bonizzi



Amamentar não torna a criança insegura. Amamentar... É conexão!

Desde o nascimento, mãe e bebê formam uma dupla inseparável. A amamentação transcende o campo físico, a mãe não apenas alimenta o bebê com seu leite. No seio o bebê também encontra o conforto, o aconchego, a calma, a proteção e a segurança que tinha no ventre.

Esse fragmento da "A Fusão Emocional" (Laura Gutman) explica:
"Quando pensamos no nascimento de um bebê, nos parece evidente falar de separação. O corpo do bebê que estava dentro da mãe, alimentando-se do mesmo sangue, se separa e começa a funcionar de maneira independente. Tem de colocar em andamento seus mecanismos de respiração, digestão, ajuste de temperatura e outros para viver no meio aéreo. O corpo físico do bebê começa a funcionar separadamente do corpo da mãe.
Em nossa cultura, tão acostumada a ver apenas com os olhos, acreditamos que tudo o que há para compreender acerca do nascimento de um ser humano refere-se a desprendimento físico. No entanto, se elevarmos nossos pensamentos, conseguiremos imaginar que esse corpo recém-nascido não é apenas matéria, mas também um corpo sutil, emocional, espiritual. Embora a separação física aconteça efetivamente, persiste uma união que pertence a outra ordem.
De fato, o bebê e sua mãe continuam fundidos no mundo emocional. Este recém-nascido, saído das entranhas físicas e espirituais da mãe, ainda faz parte do entorno emocional no qual está submerso. Pelo fato de ainda não ter começado a desenvolver o intelecto, conserva suas capacidades intuitivas, telepáticas, sutis, que estão absolutamente conectadas com a alma da mãe. Portanto, este bebê se constitui de um sistema de representação da alma materna. Dito de outro modo, o bebê vive como se fosse dele tudo aquilo que a mãe sente e recorda, aquilo que a preocupa ou que rejeita. Porque, neste sentido, são dois seres em um."

Leia o texto completo em:http://maternarconsciente.blogspot.com.br/2012/10/a-fusao-emocional-laura-gutman.html

Imagem cedida por Thaiane Guerra Caetano



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