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quarta-feira, 4 de maio de 2016

Anemia ferropriva

Por Fernanda Mainier Hack

Publicado originalmente na comunidade Meu Filho é alérgico a leite do Orkut

 
A anemia ferropriva é a carência nutricional mais prevalente no mundo, acarretando prejuízos a curto e longo prazo no desenvolvimento neuropsicomotor e na aprendizagem, além de comprometimento na resposta do sistema imunológico.

Os sinais e os sintomas mais frequentemente observados são inespecíficos, como palidez, falta de apetite, apatia, irritabilidade, cansaço, fraqueza muscular e dificuldade na realização de atividade física, dificuldade no ganho de peso. O diagnóstico do estado nutricional relativo ao ferro é realizado principalmente por meio de exames laboratoriais. Os indicadores de deficiência de ferro são difíceis de interpretar em crianças, devido às variações fisiológicas em diversas fases do crescimento e do desenvolvimento, além de sofrerem influência de outros fatores, como os processos infecciosos.

No Brasil, a anemia ocorre em cerca de 40 a 50% das crianças menores de cinco anos, não havendo diferenças entre as macrorregiões. Seu comportamento endêmico permite que crianças e mães sejam afetadas, independentemente das condições socioeconômicas.

EM CRIANÇAS, ESPECIALMENTE AS MENORES DE DOIS ANOS, A NECESSIDADE DE FERRO É ELEVADA DEVIDO AO INTENSO CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO, E A INGESTÃO DE ALIMENTOS FONTE DE FERRO COM BOA BIODISPONIBILIDADE TENDE A SER INSUFICIENTE, O QUE AUMENTA A CHANCE DE CARÊNCIAS E RELACIONA-SE AOS ELEVADOS ÍNDICES DE ANEMIA FERROPRIVA OBSERVADOS NESSA FAIXA ETÁRIA, o que aumenta a chance de carências e relaciona-se aos elevados índices de anemia ferropriva observados nessa faixa etária.


segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cálcio do LM não interfere na absorção de Ferro

  • Postagens em tópicos do GVA no orkut
  • http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=52101&tid=5509300936551479590&na=1&npn=1&nid= 

  • MINISTÉRIO DA SAÚDE - DEZ PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL
    Guia alimentar para crianças menores de 2 anos

    Link - http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/10_passos.pdf Passo 2 - A partir dos 6 meses, oferecer de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais. "A alimentação complementar, como o nome diz, é para complementar o leite materno e não para substituí-lo. (...) No início, a quantidade de alimentos que a criança ingere é pequena e a mãe pode oferecer o peito após a refeição com os alimentos complementares. (...) Mesmo recebendo outros alimentos, a criança deve continuar a mamar no peito até os 2 anos ou mais, pois o leite materno continua alimentando a criança e protegendo-a contra doenças."

    Passo 4 - A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando-se sempre a vontade da criança. "Crianças amamentadas no peito, em livre demanda, desenvolvem muito cedo a capacidade de auto-controle sobre a ingestão de alimentos, aprendendo a distinguir as sensações de saciedade após as refeições e de fome após períodos sem oferta de alimentos.
    É importante a mãe distinguir o desconforto da criança com fome de outras situações como: sede, sono, frio, calor, fraldas molhadas ou sujas. Não se deve oferecer comida, ou insistir para que a criança coma, quando ela não está com fome. Oferecer a alimentação complementar regularmente, sem rigidez de horários, nos períodos que coincidem com o desejo de comer demonstrado pela criança.

    Após a oferta dos alimentos, a criança deve receber leite materno, caso demonstre que não está saciada.

    Não é aconselhável a prática de gratificação (prêmios) ou castigos para conseguir que a criança coma o que os pais acreditam que
    seja o necessário para ela. Algumas crianças precisam ser estimuladas a comer, nunca forçadas."

    O leite materno NÃO atrapalha a absorção de ferro, o que faz isso é LEITE DE VACA!

    O LM NÃO dificulta a absorção de ferro, porque é levemente ácido; o leite de vaca sim, sem falar que ainda espolia o ferro existente por micro hemorragias intestinais

    Além disso, o LM possui lactoferrina que ajuda na absorção de ferro, sendo que no LV só existe traços. E possui um teor de lactose maior que o LV, favorecendo a absorção de minerais.

    Como o leite materno AJUDA na absorção do ferro, é recomendável amamentar antes ou depois de dar outros alimentos, exatamente como diz o dr. González.


    Artigo do Ministério da Saúde:

    http://nutricao.saude.gov.br/mn/ferro/ferro_programa_info_geral.php
    Sobre deficiência de ferro, vale a pena ler!

    Trecho:

    "Ressalta-se que o leite materno é considerado fator protetor contra Anemia por Deficiência de Ferro devido à alta biodisponibilidade do ferro existente. Estudos evidenciam associação de anemia em crianças que tiveram pouco tempo de aleitamento materno exclusivo, alimentação prolongada com leite de vaca e com a introdução da alimentação complementar precoce."

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