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domingo, 18 de outubro de 2015
Meu bebê quer peito/colo o tempo todo - será que isso é normal?
Tire da cabeça aquela ideia de bebê que só mama a cada 3 horas e nos intervalos está dormindo ou brincando sozinho - não é isso que se deve esperar de um bebê (é até comum um RN só mamar e dormir nos primeiros dias, mas logo isso muda, quando ele percebe que saiu da barriga).
Tudo que um RN quer é estar grudado na mãe. Antes ele estava na barriga, ouvindo o coração da mãe e recebendo alimentação contínua - é claro que este bebê vai procurar as mesmas coisas quando nasce (1). Desde que nasce o bebê já sabe que peito não é só alimento - é carinho, aconchego, segurança - é seu porto seguro.
As melhores dicas que se pode dar a uma grávida são: faça cama compartilhada (2, 3); compre um sling e tente aprender a usá-lo antes do bebê nascer (4). Use o sling em casa, passe o primeiro mês (pelo menos) com o bebê no sling o máximo de tempo possível - deixe-o mamar e dormir no sling. À noite deite com o bebê para amamentá-lo e durma junto (5) - a ocitocina relaxa e adormece também a mãe, não brigue com a natureza tentando ficar acordada, e liberte-se da ideia de bebê arrotar (6). Se puder amamente deitada e durma junto com o bebê também nas sonecas - tudo que uma puérpera precisa é de descanso. Se você não tem ajuda suficiente para isso use e abuse ainda mais do sling - com ele você tem as mãos livres para outras atividades.
O bebê e a mãe se estressam se a família tenta ir contra a natureza: deixar o bebê muito tempo fora do colo, amamentar seguindo horários (7), oferecer bico artificial no lugar do peito (8), passar a noite longe do bebê (9). E porquê os bebês que tomam LA aceitam mais facilmente ficar longe da mãe? Porque eles estão com o estômago pesado: o LA cai no estômago como se fosse uma feijoada, faz o corpo do bebê concentrar todos os esforços nessa digestão difícil.
Você sabia que o corpo da mãe ajuda a regular a temperatura e a respiração do bebê (10)? Isso também explica porque o bebê quer a mãe o tempo todo - até mesmo adormecido ele sente se a mãe se afasta, daí é fácil entender porque a grande maioria dos bebês que ficam grudadinhos na mãe não têm "cólicas" (11): eles não sofrem o estresse de tentar regular a própria temperatura e respiração sozinhos.
Até quando precisa desse grude todo? Quem vai dar sinais é o bebê. Assim como qualquer marco do desenvolvimento, a fase de extero-gestação (12) também varia - alguns bebês evoluem mais rápido que outros.
Como a família pode ajudar: papai, vovós, titias, entendam que o bebê pode demorar um pouquinho a perceber que existe alguém no mundo além da mamãe, não fiquem enciumados, logo ele será louco por vocês também - se o bebê já aceita outros colos, dê colo ao bebê (não o deixe sozinho em berço/cama/carrinho - ele precisa de contato) para que a mãe possa se cuidar. Dica para todos que puderem ajudar: cuidem da casa: ofereçam água e comida à puérpera e não duvidem da capacidade dela de amamentar seu bebê - este é o melhor presente para esta fase.
1 - O Conceito do Continuum - a importância da fase do colo: http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/o-conceito-do-continuum-importancia-da.html
2 - Eu deveria deixar meu bebê dormir comigo? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/03/eu-deveria-deixar-meu-bebe-dormir-comigo.html
3 - Normas gerais de segurança da cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/07/normas-gerais-de-seguranca-da-cama.html
4 - Carregadores de bebês -http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2016/11/carregadores-de-bebes.html
5 - Pode amamentar deitada? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/pode-amamentar-deitada.html
6 - Preciso colocar meu bebê para arrotar? http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/10/preciso-colocar-meu-bebe-para-arrotar.html
7 - Porque a amamentação noturna é tão importante - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/porque-amamentacao-noturna-e-tao.html
8 - O jogo hormonal entre mãe e filho na cama compartilhada - http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2015/01/o-jogo-hormonal-entre-mae-e-filho-na.html
9 - Teoria da exterogestação, pelo Dr. Harvey Karp
http://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2014/06/teoria-da-extero-gestacao.html
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terça-feira, 12 de maio de 2015
Tabela de Sono dos Bebês
Tempo total de sono para diversas idades.
Recém-nascido: 1 Semana
- Bebê dorme bastante, 15-18 horas/dia
- Geralmente em intervalos de 2-4 horas
- Não há padrão de sono
2 a 4 semanas
- Sem tabela de horários, permita que o bebê durma quando precisa
- Bebê provavelmente não dormirá por períodos longos à noite
- O maior período pode ser de 3-4 horas
5 a 8 semanas
- Bebê está mais interessado em brinquedos e objetos
- O maior período de sono começa a aparecer regularmente nas primeiras horas da noite
- O período mais longo é de 4-6 horas (menos se tem cólicas)
- O bebê "fácil" tem períodos mais regulares
- Ponha-o para dormir aos primeiros sinais de cansaço
- Ponha-o pra dormir: não mais que 2 horas acordado
- Após acordar pela manhã já está pronto para soneca somente 1 hora depois
- O bebê vai se distrair mais facilmente, então precisa de um lugar quieto pra dormir
- Crie uma rotina de atividades que acontecem antes de cada soneca e da hora de dormir à noite
- Sinais de extrema fadiga: irritável, puxa o próprio cabelo, bate na própria orelha
3 a 4 meses
- A necessidade é maior de um lugar calmo e quieto para dormir, pois o bebê se distrai mais facilmente
- Não deixar o bebê acordado por mais de 2 horas (alguns aguentam somente 1 hora)
- 6 semanas de vida é quando o período de sono mais longo deve ser preferencialmente à noite (não de dia)
- O maior período de sono é somente de 4-6 horas
- Comece a colocar o bebê para dormir antes dele começar a ficar irritado ou sonolento
4 a 8 meses
- O sono do bebê se torna mais como o do adulto, com período inicial de não-REM
- A maioria acorda entre 7 da manhã, mas geralmente entre 6-8.
- Se o bebê acordar antes das 6 é bom colocar para dormir após mamar e trocar a fralda
- Não é possível mudar a hora que o bebê acorda de manhã colocando-o para dormir mais tarde
- Comidas sólidas antes de dormir também não resultam em acordar mais tarde
- O período acordado de manhã deve ser de cerca de 2 horas para bebê de 4 meses e 3 horas para bebês de 8 meses
- Então a soneca da manhã é por volta das 9 horas para a maioria
- Tenha um período tranquilo e quieto, parte da rotina de dormir, com duração máxima de 30 minutos. Essa rotina deve começar 30 minutos ANTES do fim do período que o bebê fica acordado
- Um soneca só é restauradora se é de 1 hora ou mais, algumas vezes 40-45 minutos conta, mas 1 hora ou mais é o ideal
- Conte com outra soneca após 2-3 horas acordado
- Evite mini-sonecas no carro ou parque
- Não deixe o bebê tirar uma sonequinha para compensar uma soneca perdida
- Se o bebê tira a soneca quando deveria estar acordado, bagunça a rotina acordado/dormindo
- A segunda soneca é geralmente entre meio-dia e 2 da tarde (antes das 3)
- Deve durar 1-2 horas
- Uma terceira soneca poderá ou não ocorrer, se ocorrer será entre 3-5 da tarde e geralmente bem rápida
- A terceira soneca desaparece por volta dos 9 meses de idade
- A hora de dormir ideal é entre 6-8 da noite, decida pelo quanto a criança está cansada
- Empregue uma rotina antes da cama com a mesma sequência de eventos toda noite, assim a criança começará a predizer o que vem a seguir, ou seja, o sono
- A criança poderá acordar de 4-6 horas depois para mamar, algumas estarão com fome mas outras vão dormir direto, depende do indivíduo
- Uma segunda mamada poderá ocorrer por volta de 4-5 da madrugada.
9 a 12 meses
- A maioria dos bebês dessa idade realmente precisam de 2 sonecas/dia com duração total de 3 horas de sono
- Por o bebê pra dormir à noite mais cedo permitirá que ele durma até mais tarde de manhã (em alguns casos não)
- Rotina usual: acorda às 6-7 da manha, soneca da manhã 9:00, soneca da tarde 13:00 (antes das 15:00 pra não atrapalhar com o sono da noite), dormir à noite entre 18:00-20:00
- Se o bebê que dormia à noite toda começar a acordar, tente antecipar a hora de dormir gradualmente de 20-20 minutos.
12 a 21 meses (1 ano a 1 ano e 9 meses)
- Muda de 2 sonecas para 1 soneca/dia, total duração de sono 2 horas e meia
- Se a mudança para 1 soneca é difícil, tente por na cama mais cedo, a criança poderá tirar 2 sonecas num dia e 1 no outro até estabilizar
21 a 36 meses (1 e 9 meses a 3 anos)
- Maioria das crianças ainda precisam de uma soneca
- Em média a soneca é de 2 horas mas pode ser entre 1-3 horas
- Maioria das crianças dormem entre 7-9 da noite, acordam entre 6:30-8 da manhã
- Se a soneca não aconteceu, é preciso por na cama mais cedo ainda
- Se a criança não dorme bem durante a noite, não permitir que a criança tire a soneca pode ser problemático, causar extrema fadiga
- Se a criança acorda entre 5-6 da manhã, e está bem descansada, pode-se tentar encorajar mais sono com cortinas escuras
- Ir pra cama mais cedo pode resultar em acordar mais tarde de manhã (sono traz mais sono, na maioria dos casos)
3 a 6 anos
- A maioria ainda vai dormir entre 7-9 da noite, acorda entre 6:30 e 8 da manhã
- Aos 3 anos a maioria das crianças precisam de 1 soneca todos os dias
- Aos 4 anos, cerca de 50% das crianças tiram soneca 5 dias/semana
- Aos 5 anos de idade, cerca de 25% das crianças tiram soneca 4 dias/semana
- Aos 6 anos de idade as sonecas geralmente desaparecem
- Aos 3 e 4 anos a soneca dura 1-3 horas
- Aos 5 e 6 anos a soneca dura entre 1-2 horas
7 a 12 anos
- A maioria das crianças de 12 anos vão dormir entre 7:30 e 10 da noite, na média 9 da noite. A maioria dorme 9-12 horas/noite.
- Muitas crianças de 14-16 anos agora precisam de mais sono que quando eram pré-adolescentes para manter a atividade ótima e serem alertas durante o dia
Tradução: Andreia Mortensen
Original em: http://solucoes.multiply.com/journal/item/1
(Baseada no livro 'Healthy Sleep Habits'' de Marc Weissbluth)
sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Sensação de pouco leite
Por: Diana Cassar-Uhl, MPH, IBCLC
Tradução: Gabriela de O. M. da Silva
(…)
As preocupações das mães, que as levam a parar de amamentar antes do tempo recomendado, podem estar relacionadas com as expectativas que elas têm a respeito de como os bebês se comportam. Após várias gerações de bebês alimentados com mamadeiras, as famílias perderam a habilidade de passar adiante o conhecimento a respeito de como um bebê amamentado normalmente se comporta. Sem saber a respeito de quanto tempo um bebê normal e sadio pode ficar sem mamar, como são realmente os padrões típicos de sono dos recém-nascidos, e o que os bebês fazem quando começam a sentir fome (antes de chorar, pois o choro é um sinal tardio de fome) as mães podem ter dificuldade em se manterem confiantes que seus corpos serão capazes de produzir leite suficiente.
Os bebês alimentados com fórmulas comumente espaçam mais os horários de alimentação ou dormem por mais tempo do que aqueles que tomam leite humano, pois os leites não-humanos são mais difíceis para o bebê digerir. As mães podem então entender essa necessidade normal de amamentar com frequência, especialmente durante a noite, como um sinal de que o leite delas não é adequado, tanto em qualidade como em quantidade. Isso pode levar ao uso precoce e desnecessário de suplementos, e finalmente causar uma queda real na produção de leite: o bebê dorme por mais tempo enquanto digere as proteínas da fórmula, e o corpo da mãe não recebe o sinal de que mais leite precisa ser produzido(Walker, 2007).
Esses mal entendidos, talvez resultado de falta de informações a respeito do comportamento normal dos bebês ou de um apoio local à amamentação, frequentemente levam a mãe a perceber um problema na amamentação ou produção de leite que na verdade não existe.
Sensação de Pouco Leite
A sensação de baixa produção de leite, também chamada Sensação de Leite Insuficiente (Neifert & Bunik,2013), acontece quando uma mãe produz leite suficiente para o seu bebê, mas acredita que não, frequentemente porque ela associa incorretamente comportamentos normais do bebê a fome ou insatisfação com o peito.
Vários fatores podem contribuir para essa sensação de pouco leite. Influências sócio-culturais, como uma avó preocupada e insistente que pensa que o bebê “acabou de mamar” então não pode estar precisando ser alimentado novamente, podem diminuir a confiança da mãe em sua capacidade de satisfazer o apetite do bebê. Manejo incorreto da amamentação, utilizando horários fixos para amamentar, que é encorajado por alguns programas de “treinamento para bebês”, pode também atrapalhar a sensibilidade da mãe em entender as necessidades do bebê, uma vez que a ensinam a ver pelo relógio se é hora de amamentar, e não a observar os sinais de fome do filho.
A fisiologia da amamentação, como a mulher acreditar que suas mamas são grandes o bastante, ou se o peito vaza leite, se está endurecido e pesado, ou sente a “descida do leite” quando ele começa a ser produzido, também podem afetar a percepção da mãe a respeito da sua habilidade de produzir leite, apesar de todos esses fatores não serem indicativos da produção de leite.
O estado psicológico da mulher, principalmente se ela estiver deprimida ou ansiosa a respeito de sua capacidade de cuidar do bebê que ela gerou, também pode contribuir para a sensação de baixa produção (Dykes & Williams, 1999). Sem o apoio qualificado, competente e consistente da amamentação em cada comunidade, é difícil saber verdadeiramente quantas mães lutam contra essa sensação de leite insuficiente, ou uma impossibilidade real de amamentar exclusivamente o bebê.
Pesquisas indicam que existe sim uma relação entre o temperamento considerado “difícil” de um bebê e pouco entendimento a respeito dos sinais do bebê (McMeekin, Jansen, Mallan, Nicholson, Magarey, & Daniels, 2013)—um bebê que é muito inquieto ou choroso pode ser considerado faminto, mesmo quando não estiver, e sua mãe pode acabar concluindo que é incapaz de produzir leite suficiente para ele. Apesar de nem sempre sabermos se a mãe produz leite suficiente com a intervenção e apoio competentes, a Sensação de Leite Insuficiente, incluindo preocupação quanto à produção e se o bebê está crescendo o necessário, tem aparecido constantemente entre as razões mais comuns para as mães introduzirem complemento com fórmulas infantis ou mesmo parar de amamentar completamente (Li, Fein, Chen, & Grummer-Strawn, 2008;Gatti, 2008; Ahluwalia, Morrow, & Hsia, 2005).
Enquanto continuamos a identificar fatores de risco para a insuficiência real de leite (variações na anatomia oral do bebê, hipoplasia mamária ou desenvolvimento glandular insuficiente, índice alto de massa corpórea antes da gravidez , resistência à insulina, ou outras disfunções hormonais), é importantíssimo que as mães, acreditem ou não que estejam no grupo de risco, encontrem apoio adequado à amamentação antes mesmo do nascimento dos bebês. Uma aula pré-natal a respeito de amamentação pode ensinar as famílias a reconhecer quando a amamentação está indo bem ou não. Obter ajuda qualificada e competente o mais breve possível, pode fazer uma grande diferença na produção de leite, seja o problema resultado de informações incorretas a respeito do comportamento normal dos recém-nascidos, ou uma dificuldade real na amamentação.
Fontes:
Is Your Milk Supply Really Low? @
Ahluwalia, I. B., Morrow,B., & Hsia, J. (2005). Why do women stop breastfeeding?Findings from the Pregnancy Risk Assessment and Monitoring System. Pediatrics, 116(6),1408–1412.
Centers for Disease Controland Prevention. (2012). Breastfeeding report card 2012, United States:Outcome indicators. Retrieved from http://www.cdc.gov/ breastfeeding/data/ reportcard2.htm
Dykes, F. & Williams,C. (1999). Falling by the wayside: aphenomenological exploration of perceived breast-milk inadequacy in lactatingwomen. Midwifery,15(4), 232-246.
Ezzo, G. & Bucknam, R.(1995). On becoming babywise. Parent Wise Solutions, Inc.
Ezzo, G. & Ezzo, A. M. (1993). Growing kids God’s way. Growing Families International Press.
Gatti, L. (2008). Maternal perceptions of insufficientmilk supply in breastfeeding. Journal of Nursing Scholarship, 40(4), 355-363.
Li, R., Fein, S. B., Chen,J., & Grummer-Strawn, L. M. (2008). Why mothers stop breastfeeding:mothers’ self-reported reasons for stopping during the first year. Pediatrics, 122(Supp.2), S69-S76.
McMeekin, S., Jansen, E.,Mallan, K., Nicholson, J., Magarey, A., & Daniels, L. (2013). Associations between infanttemperament and early feeding practices: A cross-sectional study ofAustralian mother-infant dyads from the NOURISH randomised controlled trial. Appetite, 60(1), 239-245.doi: 10.1016/j.appet.2012.10.005
Neifert, M. R. & Bunik,M. (2013). Overcoming clinical barriers toexclusive breastfeeding. Pediatric Clinics of North America, 60(1), 115-145. doi:10.1016/j.pcl.2012.10.001
Odom, E. C., Li, R.,Scanlon, K. S., Perrine, C. G., & Grummer-Strawn, L. (2013). Reasons for earlier than desiredcessation of breastfeeding.Pediatrics,131, e726-e732. doi:10.1542/peds.2012-1295
Walker, M. (2007). Breast-feeding: Good starts, goodoutcomes. Journalof Perinatal and Neonatal Nursing, 21(3), 191-197.
Sobre a Autora:
Diana Cassar-Uhl, MPH, IBCLC, tem apoiadofamílias e profissionais de saúde na amamentação desde 2005 como uma Líder na La Leche League, IBCLC,instrutora de amamentação e pesquisadora. Escreveu “FindingSufficiency: Breastfeeding with Insufficient Glandular Tissue,” quesera publicado pela editora PraeclarusPress em julho de 2014. Apesar das vida acadêmica e carreira amanterem em Washington, DC, Diana mora em Nova York, com o marido e três filhos.Link para o original em Inglês:
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Manual para aleitamento de prematuros
Olá, meninas
Ultimamente tenho visto alguns posts de mães de bebês prematuros, assim como a minha pequena Mônica, que nasceu de 32 semanas de gestação.
Por isso, vou postar aqui material sobre nossos pequenos, pois ainda é difícil encontrar na internet material confiável, de acordo com os princípios dessa comunidade, e que tragam informações além das que já sabemos: que se o LM é importante pra bebês nascidos a termo, mais ainda para os prematuros.
Com isso, posto o link pra o "Manual instrucional para aleitamento materno de recém-nascidos pré-termo", de autoria de:
Angela Midori Matuhara (Enfermeira da UCINE –Unidade de Cuidados Intensivos Neonatal do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo) e Masuco Naganuma (Professor-adjunto do Departamento de Enfermagem da UNIFESP)
Os trechos mais relevantes para nós, pois ele faz parte de uma Dissertação de Mestrado ( então não vai "direto ao ponto") são os que destaco abaixo.
Beijos a todas e força para seguirmos nossos instintos de mamíferas :o)
Gabriela Silva
Manual instrucional para aleitamento materno de recém-nascidos pré-termo*
Introdução
O aleitamento materno de prematuros (RNPT) é menos frequente que o de recém-nascidos de termo, devido à imaturidade das crianças e aos distúrbios que costumam apresentar após o nascimento. Estas limitações, porém, não constituem um obstáculo definitivo, e alguns programas de estímulo à prática da amamentação de prematuros têm logrado aumentar significativamente a taxa de amamentação. De modo geral, estas crianças permanecem por períodos prolongados nas unidades neonatais, onde o estímulo à prática da amamentação deve ter início.
A partir destas constatações e da falta de um programa estruturado de ensino dirigido às mães de prematuros quanto ao valor e à prática da amamentação, foi redigido um manual específico. O manual, descrito na seqüência do texto, contém informações encontradas na literatura, e tem como objetivo a programação e estímulo ao aleitamento nas Unidades de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) e serviços ambulatoriais que atendam aos prematuros. O manual foi utilizado em caráter experimental por enfermeiras em uma UTIN, como relatado no artigo seqüente desta Revista, e poderia ser utilizado por outros profissionais da área da saúde.
Primeira sessão – a importância do leite materno
O leite materno é o alimento ideal para o bebê, fundamental para a saúde e desenvolvimento da criança, devido às vantagens nutricionais, imunológicas e psicológicas, além de originar proveito para a mãe. O RNPT tem necessidades nutricionais especiais decorrentes de sua velocidade de crescimento e de sua imaturidade funcional.
Vantagens nutricionais: segundo o Ministério da Saúde(2001), o leite materno contém todos os nutrientes que um recém-nascido de termo necessita para os 4-6 meses de vida.
Em relação aos prematuros:
O leite materno oferece maior quantidade de proteína e tem relação caseína/lactoalbumina mais adequada do que o leite de vaca, 30% na forma de caseína e 70% de lactoalbumina. A fração lactoalbumina é digerida com mais facilidade, promovendo o esvaziamento gástrico mais rápido.
• O leite materno contém hidratos de carbono constituídos por lactose e oligossacarídeos. A capacidade de absorção da lactose pelo prematuro é
superior a 90%. Os oligossacarídeos são polímeros de hidratos de carbono com estrutura que mimetiza receptores antigênicos bacterianos, estimula o sistema imune e, assim, protege a mucosa da ação de bactérias.
• O leite materno tem lipídios que constituem 50% do teor calórico ofertado e composição particularmente adequada ao metabolismo do prematuro. A digestão e a absorção dos lipídeos são facilitadas pela estruturação da gordura em glóbulos, pela composição de ácidos graxos, elevada em ácido palmítico, oléico, linoléico e linolênico, e pela presença de lipase no próprio leite, cuja ação é estimulada pelos sais biliares. Adicionalmente, o leite humano contém ácidos graxos de cadeia longa, como o ácido araquidônico e o docosaexaenóico, que estão associados à cognição, ao crescimento e à visão. Os ácidos graxos ômega 3 do leite materno são essenciais para que haja desenvolvimento normal da retina, em especial nos RN de muito baixo peso. Estes ácidos, juntamente com as substâncias antioxidantes vitamina E, β-caroteno e taurina, podem explicar a proteção oferecida pelo leite materno contra o desenvolvimento da retinopatia da prematuridade.
• O leite materno contém vitamina A, importante na proteção do epitélio respiratório quanto à displasia broncopulmonar. A quantidade é maior no leite de mães de prematuros do que nas de RN a termo entre o 6º e o 37º dias de vida, com posterior redução. A concentração de vitamina D no leite de mães
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sábado, 28 de junho de 2014
Icterícia e leite materno
(Texto postado originalmente no GVA do Orkut, por Luciana Freitas)
Informações sobre icterícia retiradas de "Un regalo para toda la vida", de Carlos González:
- é normal o bebê amamentado ter icterícia. Pode ficar amarelado por até 3 meses, sem necessidade de tratamento, pois se trata de um fenômeno fisiológico, que afeta até 60% dos bebês;
- isso acontece não POR CAUSA do leite materno, mas POR FALTA dele. RNs que mamam pouco fazem menos cocô e, por isso, demoram mais a expelir a bilirrubina, que é o que produz o amarelão;
- se após alguns dias não houver melhora e o bebê estiver muito amarelo, é preciso fazer um exame para verificar o nível de bilirrubina. Se estiver alto (entre 20 e 25), é preciso fazer fototerapia; se não, repetir o exame em dois ou três dias para verificar se está baixando. Se estiver baixando, esperar melhora sem tratamento;
- se a bilirrubina estiver acima de 20, é preciso fazer fototerapia (banho de sol não adianta nada); acima de 25, fazer exsanguíneo;
- se persistir, pode ser uma doença chamada Síndrome de Gilbert;
- há icterícia patológica também por problemas enzimáticos, incompatibilidade de RH e outros;
EM NENHUM CASO DE ICTERÍCIA É PRECISO SUSPENDER O ALEITAMENTO MATERNO. Trata-se de um procedimento antiquado e ineficaz.
Artigos recomendados:
Icterícia Neonatal
Management of Hyperbilirubinemia in the Newborn Infant 35 or More Weeks of Gestation
http://pediatrics.aappublications.org/content/114/1/297.full
http://pediatrics.aappublications.org/content/114/1/297.full
Tratamento da icterícia neonatal
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