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sábado, 9 de julho de 2016
Como retomar a amamentação exclusiva
Por Ana Beatriz Herreros e Fernanda Rezende Silva
Revisão: Luciana Freitas, Sarita Oliveira, Daniela Guerreiro do Valle
O processo de retomar a amamentação exclusiva, eliminando o LA (leite artificial) não é fácil - é uma mudança grande para a mãe e para o bebê, por isso a mãe precisa estar ciente que o bebê pode demandar mais atenção e chorar mais (se a mãe sabe que isso vai acontecer o processo fica mais fácil). Se for possível: peça ajuda com a casa (talvez o marido possa tirar alguns dias de folga, por exemplo), mas deve-se escolher bem a quem pedir ajuda, pois não adianta chamar uma amiga que vai dizer o tempo todo "você tem pouco leite", "esse bebê chora de fome". Um sling pode ajudar bastante, pois no sling o bebê pode mamar (e até dormir) enquanto a mãe tem as mãos livres para outras atividades da casa.
A grande maioria dos bebês que tomam LA, o fazem em mamadeira, e muitos deles também usam chupeta. O primeiro passo para a mãe que deseja amamentar exclusivamente é se livrar de mamadeiras, chupetas e bicos (protetores) intermediários de silicone, pois eles influenciam na forma como o bebê suga o peito, afetando a produção de leite. Não adianta iniciar a redução do LA se o bebê ainda usa bicos artificiais, pois o bebê que usa bico artificial não ordenha o seio corretamente, não obtém todo o leite de que precisa, e não estimula adequadamente a produção. Para entender como os bicos artificiais atrapalham leia aqui. Chupetas devem ir para o lixo. Mamadeiras devem ser substituídas por copinho, colher ou colher-dosadora - veja opções aqui. Se a mãe usa bico de silicone também deve se livrar dele (veja dicas aqui).
Se o bebê ainda pega o peito, mesmo que por pouco tempo, isso é ótimo. Bebês que estão totalmente desmamados devem primeiro fazer relactação. Bebês que rejeitam o peito precisam de ajuda para voltar a mamar bem.
Agora vamos aos detalhes do LA - como fazer a redução. Fracione as doses para não ter volumes muito altos poucas vezes ao dia (pode fracionar em 3 a 5 doses, conforme o volume), e fixe os horários para oferecê-lo (você pode oferecer a cada quatro ou cinco horas, conforme os sinais de fome ou a rotina prévia). A livre demanda é só para o peito. Procure não oferecer LA de madrugada. Um exemplo prático: se o seu bebê toma 90 ml de LA 2 vezes ao dia, passe a oferecer 60ml de LA, 3 vezes ao dia. Os horários, neste caso, poderiam ser: 10h, 17h, 20h. Se toma 150ml 3 vezes ao dia, pode passar a tomar 90ml 5x ao dia. Os horários são uma referência. Não se desespere caso não sejam seguidos rigorosamente - é importante ter um planejamento de horários mas não há problema se atrasar ou adiantar um pouco.
Ofereça SEMPRE o peito antes do LA. Tente deixar o máximo de tempo em cada seio, até o bebê largar sozinho ou se irritar demais. Troque de seio uma ou duas vezes antes do LA, para garantir estímulo aos dois seios. Exemplo: bebê mamou o peito direito, reclamou: ofereça o peito esquerdo, bebê reclamou de novo: volte para o peito direito, reclamou mais uma vez: ofereça o peito esquerdo novamente - se o bebê não aceitar de novo o peito esquerdo, ou estiver ficando muito impaciente, aí sim é hora de oferecer o LA. O bebê pode não tomar o LA todo. Tente oferecer, mas não o force a tomar.
Estimule a produção de leite materno. Pratique a livre demanda verdadeira, sempre verificando se a pega está correta. Ofereça o peito o tempo todo, sempre ao menor sinal de que possa querer mamar (aqui o sling ajuda muito). Bebê acordou? Peito! Bebê resmungou? Peito! Bebê agitado? Peito! Ofereça o tempo todo, mas não se chateie caso o bebê, em alguns momentos, não queira mamar - ele está apenas lhe dizendo que está satisfeito. Peito murcho também tem leite. Tomar banho juntos, contato pele-a-pele e cama compartilhada ajudam a estimular ainda mais a produção de leite. Faça intensivo de peito: não deixe passar mais de duas horas sem oferecer o peito durante o dia (a menos que o bebê esteja dormindo) e 3 horas à noite. Não precisa acordar o bebê à noite para mamar, basta oferecer o peito, com o bebê dormindo mesmo: deite ao lado do bebê, toque o mamilo (molhado com um pouco de leite) nos lábios do bebê - se mamar ok, se não mamar deixe o bebê dormir.
Após fixar a quantidade e os horários de LA pode começar a redução: a cada dois dias retirar 10 ml de cada dose de LA oferecida. Se hoje o bebê toma doses de 120 ml: em dois dias reduzir cada dose para 110ml, em mais dois dias reduzir para 100ml, depois 90ml etc.. Sempre oferecer o peito primeiro, depois o LA e depois tentar novamente o peito.
Questões práticas da redução do LA: prepare uma porção múltipla de 30ml, retire a diferença usando uma seringa e JOGUE FORA. Exemplo: se o bebê vai tomar 110ml, prepare 120ml, retire 10ml na seringa e descarte. Jogue fora mesmo o que foi retirado na seringa para não cair na tentação de oferecer ao bebê.
Fique atenta aos sinais do seu bebê. Observe a cor do xixi: se estiver sempre clarinho é um indicador que o bebê está mamando bem. As fezes podem ficar menos frequentes, e isso não é sinal de constipação, já que o LM é melhor aproveitado. Pese seu bebê uma vez por semana, sempre na mesma balança, e esteja consciente de que o ganho de peso poderá desacelerar (bebês de mamadeira geralmente são super alimentados) - se o bebê se mantém com ganho de peso constante e dentro do mesmo canal (espaço entre duas curvas) do gráfico de curvas de percentis ou z scores (que se encontra na caderneta da criança do seu bebê e deveria ser preenchido pelo pediatra), então está tudo indo bem.
A sugestão é reduzir de 10 em 10 ml, porém seu bebê pode querer reduzir mais rápido do que isso - se você se sente segura pode acelerar a redução. Um exemplo: o bebê deveria tomar 90ml em cada dose de LA, mas durante um dia inteiro não tomou mais do que 70ml, então pode continuar a redução a partir dos 70ml.
Resumindo:
1- Jogue fora todos os bicos artificiais (chupetas, mamadeiras, bicos de silicone) e passe a oferecer o mesmo volume de LA em um recipiente seguro (copo, colher).
2- Aumente a produção de leite fazendo um intensivo de peito. Não deixe passar mais de 2 horas sem oferecer o peito de dia nem mais de 3 horas de noite.
Lembre que o bebê deve estar mamando bem no peito, livre da interferência de bicos artificiais, antes de começar a reduzir o LA. Você pode demorar alguns dias na fase 2 até sentir que o bebê está confortável no peito.
3- Redução do LA: a cada 2 dias reduzir 10ml de cada dose de LA, até zerar o volume, ou até chegar ao mínimo com que o bebê ganhe peso e se mantenha na sua curva.
IMPORTANTE: o bebê deve ser pesado uma vez por semana durante toda a redução.
Não pule mamadas, não pule os horários do LA, nem faça a redução de uma vez, pois isso pode atrapalhar o ganho de peso e ser prejudicial ao seu bebê.
quarta-feira, 20 de abril de 2016
Até mesmo o uso ocasional de fórmula tem seus riscos
Revisado e adaptado por: Andréia Freire
Postado originalmente no GVA do orkut por Lislie Andrade, em 04/03/2008
É alto o número de bebês que recebem complemento nos primeiros dias de vida, a grande maioria começa a tomar leite artificial sem real necessidade. Mas o que acontece quando o leite materno não é o único alimento no pequeno intestino do bebê?
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Fases de crescimento e desenvolvimento que modificam o sono do bebê e da criança
Por Andréia C. K. Mortensen
Veja a publicação original aqui
O desenvolvimento e o crescimento do bebê no primeiro ano e além podem provocar alterações no seu sono.Veja como saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação podem interferir no sono.
O primeiro ano da criança é uma fase de mudanças extraordinárias para toda a família. Esse período é excitante e desafiador, quando bebês aprendem a comunicar suas necessidades e pais aprendem como atendê-las.
Você pode pensar que o desenvolvimento do seu bebê (como aprender a rolar, engatinhar e andar) e seu crescimento não tem nada a ver com o sono, mas a verdade é que caminham juntos! Abaixo uma descrição dos fenômenos chamados saltos de desenvolvimento, picos de crescimento e angústia de separação.
segunda-feira, 9 de novembro de 2015
Introdução de Alimentos e leita artificial na volta ao trabalho - é necessário?
Devo acostumá-lo com outros alimentos porque vou começar a trabalhar?Os alimentos que começam ser introduzidos com 6 meses são COMPLEMENTARES eles não vão substituir o LM, ele continua sendo o principal alimento do bebê até 1 ano, então adiantar a introdução alimentar não vai fazer diferença para você, e o fato dele comer não irá diminuir a quantidade de LM que ele precisa, mas sim fará muita diferença para o bebê - ele pode não aceitar ou aceitar pouco. Geralmente com a introdução alimentar o ganho de peso dá uma freada abrupta, até o corpo do bebê se adaptar. Uma introdução de alimentos precoce ou acelerada (que começa substituir LM) pode levar a um desmame precoce e comprometer o estado nutricional do bebê também.
Devo introduzir LA para ir se acostumando?
Não, se você se organizar poderá ordenhar o seu LM para ele tomar na sua ausência. Veja os tópicos sobre ordenha e armazenamento de LM.
Não, se você se organizar poderá ordenhar o seu LM para ele tomar na sua ausência. Veja os tópicos sobre ordenha e armazenamento de LM.
Porque mantê-lo só no LM?Porque o LM é o melhor alimento para seu bebê, é o único alimento completo nutricionalmente, além de oferecer um enorme número de agentes imunológicos que nenhuma fórmula é capaz de oferecer.
Seis razões para esperar 6 meses para introduzir sólidoshttp://grupovirtualdeamamentacao.blogspot.com.br/2013/09/6-razoes-para-esperar-6-meses-para.html
quarta-feira, 21 de outubro de 2015
Porque meu bebê está acordando tanto?
"Minha filha adormeceu até rápido, mas logo acordou. Amamentei, ela dormiu de novo. Em poucos minutos acordou. Só aí eu percebi que ela estava toda suada e o calor estava atrapalhando o sono dela".
"Meu bebê passou a noite acordando de meia em meia hora. Quando amanheceu entendi o motivo: dois novos dentinhos".
"Meu filho ainda acorda de madrugada, mas geralmente só uma vez. Nesta noite ele acordou demais. Fiquei nervosa, não consegui acalmá-lo sozinha. Quando meu marido o pegou no colo percebeu que ele estava cheio de picadas de pernilongos".
"Meu bebê ainda acorda duas vezes à noite, mama e volta a dormir. Eu sei que isso é normal, pois o ciclo de sono dos bebês é diferente dos adultos, e sei que não é fome - ele pede peito simplesmente porque precisa de ajuda (no caso, precisa sugar) para voltar a dormir. Por enquanto isso não me incomoda (nem acordo totalmente, só viro para o lado para ele mamar) mas se um dia incomodar farei a Remoção Gentil."
"Viajamos para outra cidade. Minha filha adormeceu e em menos de meia hora estava chorando. Eu quase chorei junto quando toquei sua pele e vi que ela estava passando frio".
"Ele tinha tomado vacina 3 dias atrás, estava tudo bem e fomos viajar. No avião chorou o tempo todo. Um senhor ao meu lado dizia que era fome, mas meu bebê não saía do peito - eu sabia que não era fome. Só acalmou depois que dei o analgésico - era reação da vacina".
"Minha filha ganhou um macacão lindo e eu a vesti com ele para ela dormir. Ela estava resmungando mas dormiu no peito. Acordou duas vezes, amamentei, dormiu de novo. Na terceira vez decidi que eu precisava descobrir o que a incomodava. Abri o macacão para ver se a fralda estava suja e percebi que o tecido do macacão a havia deixado com a pele toda avermelhada".
"Naquela noite ele não largou o peito. Adormeceu, mas não me deixava tirar o peito da boca. Eu dormi junto, com meu bebê plugado. No dia seguinte ele começou a engatinhar - aquele grude todo era um salto de desenvolvimento".
"Minha filha nunca dormiu bem. Pensei que fosse fome e dei fórmula à noite. Ela dormiu por mais tempo, mas acordou cheia de manchas vermelhas na pele. Tratei com pomada, mas isso se repetiu vários dias, até eu descobrir que o desconforto dela não era fome - era alergia alimentar."
"Tivemos uma noite tensa - bebê chorando muito, não dormia, quando conseguia adormecer logo acordava. A avó dizia que era fome. O tio dizia que era manha. Eu sabia que não era nada disso, e já estávamos quase indo para o hospital quando ele vomitou um giz de cera que tinha engolido - depois disso voltou a ser o meu bebê feliz".
"Era o dia do batizado da minha filha. De manhã estávamos na igreja e ela tirou sonecas no meu colo. À tarde fomos comemorar em um churrasco da família, minha filha passou de colo em colo e eu pensava 'se tiver sono dorme', daí não cuidei das sonecas dela, ela se distraiu muito e não tirou nenhuma boa soneca à tarde. O resultado foi efeito vulcão à noite - ela chorava, chorava, às vezes chegava a adormecer mas acordava logo em seguida, só conseguiu dormir de verdade às 3h da manhã".
"Meu filho era muito ligado ao avô. No dia do velório do avô decidi não levá-lo para ele não sentir a tensão. Não adiantou nada - ele passou uma semana dormindo mal. Crianças sentem tudo mesmo."
"Estávamos na fase de introdução alimentar, e eu tive a péssima ideia de dar batata doce para a minha filha no jantar (era a primeira vez que ela comia batata doce). Ela passou a noite cheia de gases, se espremendo, chorando, acordando toda hora".
"Dois meses sem chuva, a seca estava maltratando. Meu filho só conseguiu dormir para valer depois que eu levei para o quarto uma toalha encharcada".
"Tivemos uma noite tensa. Minha bebê chorava, chorava, e não conseguia dormir. Percebi que uma das orelhas estava sem brinco. Gelei de medo dela ter engolido, mas logo encontrei o brinco preso na roupa dela - estava machucando seu bracinho".
"A empregada trocou a roupa de cama da casa toda, inclusive do berço do meu bebê. Na hora de dormir ele não ficava mais de 10 minutos no berço. Pensei que fosse fome, dei leite artificial e ele dormiu. Quando amanheceu percebi que a empregada havia colocado o lençol por cima de um brinquedo, que estava, claro, incomodando meu bebê e atrapalhando o sono dele. Entendi então que, após tomar o leite artificial, ele dormiu por causa da digestão pesada, e não porque tinha fome. O motivo do choro estava lá ainda, não havia sido resolvido, e seu corpinho foi sobrecarregado por uma digestão difícil".
Você ainda continua achando que só fome faz o seu bebê acordar?
sábado, 12 de julho de 2014
O pediatra não manda em mim!
O pediatra não manda em mim!
O pediatra não é seu chefe!
Tópico criado por Andreia Mortensen no GVA do orkut
Fonte:http://thestir.cafemom.com/baby/111479/your_pediatrician_is_not_yourPor Christie Haskell e Jeanne Sager em Outubro de 2010.
Quando um assunto como a segurança do bebê na cadeirinha de carro é discutida, frequentemente se ouvirá alguém falando que seu pediatra mandou fazer o oposto do que as informações de segurança dizem. Em alguns casos as recomendações do pediatra são até ilegais e ainda assim a mãe usa a frase "Meu médico mandou fazer assim" como razão para agir desse modo. E a mãe até se recusa a olhar para os fatos que estão sendo apresentados a ela!
Por que? Isso é algo que sempre me pergunto, muitas e muitas vezes.
Por que temos um pediatra e lhe demos autoridade de decidir praticamente tudo sobre nossa família, educação incluída?Existe um poder mágico que dita que devemos automaticamente obedecer todos os desejos e comandos do pediatra??
Agora, deixe-me começar dizendo que a formação dos pediatras incluem estudos extensos (universidade e residência) que são incrivelmente difíceis, e que sou grata que há pessoas que se especializam em saúde infantil. Mas não acho que todos pediatras frequentaram uma aula sobre lactação ou uma aula sobre segurança da cadeirinha de carro, mas mesmo assim eles se sentem de alguma forma qualificados para dar conselhos autoritários nesses temas.
Pense nisso... seu dentista pode saber sobre dentes, mas eles te mandam para o um ortodontista para aparelhos, certo? Bem, seu pediatra pode entender o básico de nutrição, mas uma consultora de amamentação é a pessoa que realmente entende de amamentação- pois no final das contas amamentação é sobre o SEU corpo, não do seu bebê.
E esse é só um exemplo.
Para tentar entender esse problema, cito abaixo alguns conselhos reais que algumas pessoas receberam de seus pediatras:
• Coloque seu bebê de 10 meses para frente na cadeirinha do carro porque seus pés encostam no assento.
• Coloque xarope de chocolate na mamadeira de um bebê de 5 meses para ‘fazer ele gostar’ da mamadeira porque a mãe o desmamou.
• Dê papinhas para o bebê de 3 meses porque o bebê era muito grande/muito pequeno/mamava muito/não mamava o suficiente.
• Mande a mulher ordenhar os seios após o nascimento do bebê para "ver se tem colostro" e dê esse colostro numa colherzinha para o bebê antes de permitir que ela coloque o bebê no peito.
• Mande a mulher furar a orelha do recém nascido para evitar o risco de alergia a níquel no futuro.
• Coloque o bebê de 2 meses amamentado exclusivamente no peito num esquema rígido de mamadas a cada 3 horas para ver se ‘cura’ seu refluxo.
• Encha seu bebê de 15 meses com manteiga, creme e sorvete, não porque ele está perdendo peso ou parou de ganhar peso, mas porque o medico disse que ele era desproporcional.
• Dê um tapa na mão do bebê de 10 meses que toque a tomada, porque ‘eles só fazem isso para te irritar.
’• Diga a mãe que seu filho de 2 anos que ainda não consegue usar uma tesoura não terá controle motor fino no Jardim de Infância.
Entende o que quero dizer?
O fato é que seu pediatra não é um psicólogo infantil, especialista em cuidados e educação (‘parenting’), consultor de amamentação, ou técnico em cadeirinha de carro (ao menos que eles tenham especialidades múltiplas). Se você tem um problema em especial, consulte o especialista- é o que ELES estudaram. Seu trabalho como mãe é trabalhar com seu pediatra em assuntos médicos, como seu parceiro nos cuidados com seu filho. No entanto, ainda é sua responsabilidade se educar sobre o assunto. Não, você não quer anular todos comentários do seu pediatra com o Dr. Google; entretanto é ótimo para você se informar antes de conversar com seu médico e outros especialistas sobre suas preocupações.
Você também precisa de alguém que ou concorda com você em alguns tópicos polêmicos ou que pelo menos respeite suas escolhas. Isso é ponto chave para achar seu pediatra ideal.
Pediatras não são iguais, suas formações diferem! Separe os bons dos ruins
A tarefa de achar um pediatra para seu bebê não é tão fácil como abrir a lista de medicos do plano de saúde e escolher um que seja mais próximo a tua casa. Todos eles fizeram faculdade de medicina, mas, assim como outras especialidades, nem todos pediatras tem a mesma formação.
Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência.
Para encontrar um pediatra para seu bebê a dica é marcar uma entrevista com antecedência. Eles ganharão o trabalho de tomar conta da pessoa que lhe é mais preciosa para você pelos próximos 18 anos. Eles podem fazer um esforcinho extra para conseguir isso.
Parece que você estará criando uma relação de adversários começando dessa maneira, mas é exatamente assim a prática padrão nos EUA. A maioria dos pediatras estão preparados e esperam essa entrevista inicial. Algumas perguntas importantes e que são relevantes para as mães que tem filosofias em ambos extremos dos temas mais polêmicos:
• Qual sua posição sobre vacinas?
• Você é aberto a homeopatia?
• Você acha que infecções de ouvido sempre devem ser tratadas com antibióticos?
• Você oferece amostras grátis de Leite artificial para as mães?
• Quanto tempo em média dura cada consulta?
• Quais são as alternativas em horários não comerciais?
• Há separação das crianças doentes das saudáveis na sala de espera?
• Você visita os recém nascidos no hospital?
Outra dica é perguntar para outras mães. Há uma razão para que empregadores peçam referências antes de contratarem um novo funcionário.
Finalmente, é importante que o pediatra esteja atualizado. Por exemplo, no dia seguinte que a Associação Americana de Pediatria (AAP) anunciou sua nova recomendação de que bebês devem ficar virados para trás nas cadeirinhas de carro até 2 anos de idade ao invés de 1, minha filha tinha uma consulta com o pediatra. Eu imprimi a página da AAP com essa recomendação e levei, mas meu pediatra já sabia disso e o artigo estava inclusive em todas salas de consulta, e ela fez questão de mencionar e reforçar esta recomendação.
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